segunda-feira, 31 de julho de 2023

Harry Styles encerra a “​Love On Tour” com a quarta maior turnê de todos os tempos​!

A turnê ​Love On Tour”, do cantor Harry Styles, terminou como a quarta maior arrecadação feita por uma turnê de todos os tempos.

Styles encerrou a série de 173 shows da “Love On Tour”, na Itália, frente a uma multidão de 100 mil pessoas na última semana​. A turnê começou em 4 de setembro de 2021 e cerca de 5,04 milhões de fãs assistiram o ídolo na América do Norte e do Sul, Reino Unido, Europa e Austrália.

E todo esse dinheiro não poderia ficar apenas no bolso, né? A turnê doou cerca de US$ 6,5 milhões para instituições de caridade, que variam entre organizações que beneficiam crianças em estado de vulnerabilidade, agregam a comunidade LGBTQIAPN+, lutam contra a violência armada, a desigualdade social e investe na educação de crianças pretas.

A “​Love On Tour” celebrou o terceiro disco de estúdio de Harry Styles, “Harry’s House” que venceu o Grammy de Álbum do Ano em 2023. Entre os hits mais conhecidos, estão “Music For A Sushi Restaurante”, “Daylight” e, claro, “As It Was”.​

domingo, 30 de julho de 2023

Netflix | Confira quais as 10 séries mais assistidas

Lançada em 2012, a Netflix foi pioneira no ramo de streaming com conteúdos originais. O primeiro seriado produzido pelo próprio serviço foi House of Cards, lançada em 2013, e foi um grande sucesso entre os assinantes e com a crítica.

Além da produção protagonizada por Kevin Spacey, outros títulos também foram destaque no catálogo, como The Crown, Dark e Sex Education.

Com o sucesso da série sul-coreana Round 6 em 2021, o serviço decidiu compartilhar pela primeira vez o ranking de seriados originais mais assistidos de sua história. Em junho deste ano, no entanto, o streaming mudou a forma de contabilizar o sucesso de suas séries, o que mudou levemente o ranking - dando espaço para séries mais curtas (entenda a nova métrica da Netflix).


Confira abaixo o ranking da séries de língua inglesa mais assistidas da Netflix!

10. Bem-Vindos à Vizinhança

Estrelada por Naomi Watts (O Chamado) e Bobby Cannavale (Mr. Robot), a série acompanha um casal que compra a casa de seus sonhos em Nova Jersey. Tudo muda, porém, quando eles começam a receber cartas assustadoras de um stalker que parece saber tudo sobre a família e a casa.

A série se tornou um sucesso na Netflix e a empresa logo anunciou que a produção será uma antologia, com uma segunda temporada chegando em breve.

9. The Witcher (1ª temporada)

Estrelado por Henry Cavill, o seriado segue Geralt de Rivia (Henry Cavill) um solitário caçador de monstros, que luta para encontrar seu lugar no mundo. Tudo muda quando seu caminho cruza com a feiticeira Yennefer de Vengerberg (Anya Chalotra) e a princesa poderosa Cintran Ciri (Freya Allan).

8. Bridgerton (2ª temporada)

A segunda temporada de Bridgerton foi muito aguardada pelos fãs da série e rapidamente conquistou seu lugar no ranking de mais assistidos da plataforma. Focado em um novo casal protagonista, os novos episódios seguem Anthony Bridgerton enquanto ele parte em busca de uma esposa para cumprir seu "dever" na família. Quando ele pensa ter encontrado a pessoa ideal, a irmã mais velha e protetora da menina, vira tudo de cabeça para baixo.

7. Stranger Things (3ª temporada)

Desde que estreou, em 2016, Stranger Things é um dos maiores sucessos da Netflix. Com mais de 716 mil horas assitidas em todo o mundo, a terceira temporada da produção se tornou a segunda mais rentável, perdendo apenas para a quarta temporada.

6. O Agente Noturno

O seriado foi um dos grandes destaques de 2023 até agora e rapidamente se tornou um dos mais vistos de todos os tempos na Netflix.

A produção é uma adaptação do livro de Matthew Quirk e acompanha um jovem agente do FBI que, após tentar impedir um atentado terrorista, é acusado injustamente de fazer parte da ação. Como uma clássica história de espionagem, o protagonista não sabe mais em quem pode confiar, nem mesmo naqueles que dizem ser seus aliados.

5. O Gambito da Rainha

O Gambito da Rainha conta a história de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma menina órfã que se revela um prodígio do xadrez. Mas agora, aos 22 anos, ela precisa enfrentar seu vício para conseguir se tornar a maior jogadora do mundo. A série teve 20 indicações no Emmy Awards 2021, e levou para casa dez estatuetas.

4. Bridgerton (1ª temporada)

Produzida em parceria com a Shondaland, a série acompanha Daphne (Phoebe Dynevor), filha mais velha da poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor.

É aí que entra o rebelde Duque de Hastings (Regé-Jean Page), solteiro convicto e cobiçado por todas, ele elabora um plano para que os dois consigam o que desejam. Entretanto, apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois.

A produção foi um fenômeno do streaming, que contabilizou 82 milhões de lares assistindo à série só no primeiro mês.

3. Dahmer: Um Canibal Americano

O seriado é um dos true crimes mais famosos da Netflix e mostra a vida de Jeffrey Dahmer, considerado um dos piores serial killers da história dos Estados Unidos. Além de render um Emmy de Melhor Ator a Evan Peters, a produção também foi alvo de inúmeras polêmicas envolvendo as famílias das vítimas.

Pensado originalmente como uma minissérie, a produção vai ganhar novos episódios em breve, focados em outro serial killer famoso.

2. Stranger Things (4ª temporada)

Uma das séries mais famosas do streaming, Stranger Things se inspira em clássicos do terror dos anos 80. A produção foi indicada ao Emmy Awards em várias categorias, incluindo Melhor Série de Drama.

Situada na cidade ficcional de Hawkins, Indiana, a trama começa no ano de 1983 com o desaparecimento do garoto Will. A investigação sobre as estranhas circunstâncias envolvendo seu sumiço leva um grupo de pré-adolescentes a conhecer uma garota com poderes de telecinese e a descobrir uma passagem para um Mundo Invertido. A série trouxe a carreira da atriz Winona Ryder de volta.

1. Wandinha

O maior hit da Netflix em 2022 foi, de longe, a série spin-off de A Família Adams. Wandinha acompanha a personagem mais icônica e trevosa dos filmes, que, aqui, é interpretada por Jenna Ortega (Pânico 5). Criada por Alfred Gough e Miles Millar, o seriado foi dirigido por Tim Burton e mostra a personagem investigando um caso de assassinato em sua nova escola.

O sucesso estrondoso da produção, é claro, rendeu a confirmação de uma segunda temporada, ainda sem previsão de estreia no streaming.

sábado, 29 de julho de 2023

Ryan Gosling | 10 melhores filmes do ator além de Barbie

O ator Ryan Gosling recebeu muitos elogios por sua interpretação em Barbie do boneco Ken, o eterno companheiro da protagonista vivida por Margot Robbie. Quem também gostou do ator pode conhecer mais da sua carreira em filmes de diferentes gêneros que estão disponíveis em plataformas de streaming no Brasil.

O canadense começou a a atuar ainda criança no Disney Channel, depois de adulto virando figura conhecida como mocinho em comédias românticas. Com o tempo, entretanto, ele deixou de lado o gênero e passou a protagonizar produções bem diferentes, de ação até ficção científica.

A seguir, confira uma lista para conhecer mais da obra do ator para assistir, todas disponíveis em streamings como Netflix, HBO Max ou Prime Video.

1. Amor a toda Prova

Nessa comédia romântica de 2011, Gosling atua ao lado de Steve Carell, um homem que tem a vida transformada quando recebe o pedido de divórcio da esposa. Aqui, o ator interpreta Jacob, um conquistador que começa a dar dicas de relacionamento para o novo amigo curtir a vida de solteiro.

Bastante elogiado pelo roteiro e a relação entre os dois personagens, Amor a Toda Prova traz ainda no elenco Juliane Moore (Para Sempre Alice), Emma Stone (Cruela), Marisa Tomei (a Tia May de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) e Kevin Bacon (Footloose).

Onde assistir: HBO Max

2. Dois Caras Legais

Nesta comédia de ação, Gosling e Russell Crowe (Gladiador) atuam como um detetive particular e um assassino de aluguel que se juntam uma dupla improvável para investigar o desaparecimento de uma jovem.

Misturando bem os dois gêneros, Dois Caras Legais estreou no Festival de Cannes em 2016 sob elogios, mas não foi um sucesso de bilheterias. A direção e o roteiro são de Shane Black, de Homem de Ferro 3.

Onde assistir: HBO Max, Netflix

3. Drive

Drive é o longa-metragem que mudou a carreira de Gosling, fazendo a sua transição definitiva das comédias românticas. Essa produção independente de 2011 traz o ator vivendo um dublê de filmes de ação que é também motorista de fuga para criminosos, mas se coloca em risco ao se aproximar de uma mulher misteriosa.

O visual do personagem ficou tão famoso quanto o próprio longa-metragem, que tem um clima noir inspirado em produções da década de 1980 e rendeu um prêmio de Melhor Direção para Nicolas Winding Refn em Cannes.

Onde assistir: Netflix, Belas Artes à la Carte

4. La La Land: Cantando Estações

Esse musical de 2016 une novamente Gosling e Emma Stone, agora mostrando o romance entre um pianista de jazz e uma atriz em início de carreira tentando a vida em Los Angeles. O visual colorido, a fotografia e as atuações do casal em La La Land são bastante lembrados e referenciados até hoje.

O longa-metragem de Damian Chazelle é um dos mais indicados a prêmios do ano, incluindo sete vitórias no Globo de Ouro e onze indicações ao Oscar, levando para casa seis estatuetas — incluindo Melhor Atriz e Melhor Diretor, além de protagonizar o fiasco no momento na revelação de Melhor Filme na premiação daquele ano.

Onde assistir: Amazon Prime Video, HBO Max, Star+

5. Blade Runner 2049

Sequência do clássico filme de ficção-científica lançado em 1982, Blade Runner 2049 conta a história de um caçador de androides que é também um replicante (Gosling), além do retorno de Harrison Ford como Rick Deckard.

A direção é de Dennis Villeneuve (Duna), que respeita o estilo do longa-metragem original ao mesmo tempo em que implementa um estilo próprio para mostrar uma sociedade futurista ainda mais decadente.

Onde assistir: Netflix e Amazon Prime Video

6. A Grande Aposta

Essa produção dirigida e escrita por Adam McKay (Não Olhe Para Cima) mostra de forma bem humorada as explicações por trás da crise econômica de 2008, que começou no setor imobiliário e especulativo dos Estados Unidos e se espalhou em escala global.

Aqui, Gosling é Jared Vennett, um investidor de risco diretamente envolvido com os escândalos. No elenco, estão também Steve Carell (The Office), Christian Bale (Batman Begins), Brad Pitt (Bastardos Inglórios) e Jeremy Strong (Succession). A Grande Aposta venceu o Oscar de Melhor roteiro adaptado.

Onde assistir: Netflix, Amazon Prime Video, HBO Max

7. Diário de Uma Paixão

Esse drama estrelado por Gosling (ainda no início da carreira nos cinemas) e Rachel McAdams (Doutor Estranho) é baseado em um livro de sucesso de Nicholas Sparks, virando ele mesmo um fenômeno nos cinemas.

A história narra a paixão de um casal nos Estados Unidos da década de 1940, separado depois que o rapaz vai para a Segunda Guerra Mundial porque a mãe da jovem era contrário ao romance. No Teen Choice Awards, a produção de 2004 venceu todas as oito categorias em que foi indicado.

Onde assistir: HBO Max

8. O Primeiro Homem

O Primeiro Homem conta a história do primeiro pouso tripulado na Lua, parte da missão Apollo 11 da NASA realizada em 1969. Gosling é o protagonista Neil Armstrong, astronauta escolhido como chefe da missão e responsável por ser o primeiro a pisar no satélite natural.

A direção é novamente de Damien Chazelle e, pela recriação da missão que parou o mundo e definiu a corrida espacial durante a Guerra Fria, a produção levou o Oscar de Melhores efeitos visuais em 2018.

Onde assistir: Amazon Prime Video, Google Play, Apple TV (compra ou aluguel)

9. O Lugar Onde Tudo Termina

Apesar de não ser um dos mais famosos da filmografia de Ryan Gosling, O Lugar Onde Tudo Termina é mais um exemplo da versatilidade do ator. Aqui, ele interpreta um motociclista violento que ganha a vida fazendo manobras radicais em um circo, mas se envolve com crimes após uma reviravolta na vida pessoal.

Onde assistir: Google Play Store (compra ou aluguel)

10. Agente Oculto

Último filme de Gosling antes de Barbie, Agente Oculto é uma produção original da Netflix dirigida pelos irmãos Russo, de Vingadores: Ultimato, com Ana de Armas (007: Sem Tempo para Morrer) e Chris Evans (o primeiro Capitão América da Marvel) completando o elenco principal.

Na trama, ele é um lendário membro da CIA que descobre segredos da agência e passa de agente a alvo. A produção foi a mais cara da história da plataforma de streaming no período de seu lançamento, em maio de 2022, e já teve uma continuação confirmada após o sucesso de público.

Onde assistir: Netflix

kevin Spacey é inocentado das acusações de crimes sexuais

O ator Kevin Spacey, de 64 anos, foi declarado inocente pelo júri em um julgamento sobre crimes sexuais no Reino Unido. O veredito do ator de House of Cards foi lido pelas autoridades responsáveis nesta quarta-feira (26), após 12 horas de deliberação.

Spacey respondia ao tribunal britânico por doze possíveis crimes, decorrentes de acusações de quatro homens que denunciaram o ator, a maioria deles no início de carreira ou envolvidos indiretamente com a indústria do entretenimento. Ele teria abusado sexualmente das vítimas entre os anos de 2001 e 2013, quando assumiu o cargo de diretor artístico da companhia teatral The Old Vic, em Londes.

Em seu último depoimento, ele compareceu de forma voluntária ao tribual e se declarou novamente inocente de todos os 12 crimes, sendo que três deles foram retirados da ação pelo juiz antes da deliberação. Spacey foi inocentado de todas as nove acusações restantes.

Segundo o jornal The New York Times, o réu chorou ao ouvir o veredito ao seu favor. "Eu imagino que muitos de vocês compreendam que tenho muito o que processar. Sou enormemente agradecido ao júri por tomar o tempo para examinar todas as provas. (...) Estou honrado com resultado", disse aos repórteres antes de sair do tribunal.

Longo histórico

Em 2022, o astro foi julgado por crimes semelhantes em um tribunal de Nova York, na ação judicial movida pelo também ator Anthony Rapp (Star Trek: Discovery). Entretanto, ele também foi inocentado porque a promotoria não foi capaz de provar ao júri que houve abuso quando ocorreu o caso, em 1986, quando Rapp tinha 14 anos.

Em resposta na época da denúncia, Spacey chegou a pedir desculpas pelo ato, apesar de dizer não se lembrar do ocorrido. Outras acusações parecidas surgiram após o testemunho de Rapp, incluindo casos de contato físico forçado, toques inapropriados ou até mesmo estupro.

Spacey é vencedor de dois prêmios Oscar por Os Suspeitos (1995), como Melhor Ator Coadjuvante, e por Melhor Ator em Beleza Americana (2000).

As acusações iniciadas em 2017 fizeram com que ele se afastasse de Hollywood e de produções para o streaming ou televisão: ele foi demitido pela Netflix e ficou de fora da última temporada do fenômeno House of Cards, além de ser substituído no filme Todo Dinheiro do Mundo, de Ridley Scott.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Kylie Minogue anuncia residência em Las Vegas para o fim do ano

Confirmando os rumores, a cidade do pecado receberá mesmo Kylie Minogue para uma residência entre os meses de novembro de 2023 e janeiro de 2024. A novidade foi confirmada pela própria artista em seu perfil no Instagram. Em um vídeo promocional é possível vê-la em cena durante a era “DISCO” e ter um gostinho da superprodução que a aguarda logo mais.

Os shows acontecem no cassino Voltaire, localizado no resort The Venetian. Kylie, vale destacar, está às vésperas da estreia de um novo disco intitulado “TENSION”. Ele desembarca nas plataformas de streaming em 22 de setembro – ou seja… há muito o que esperar desta nova era!

A diva não é a primeira a fechar contrato semelhante. Além dela, Adele, Lady Gaga, Jennifer Lopez, Britney Spears, Elton John e Gwen Stefani já se dedicaram a projetos semelhantes (e um tanto lucrativos).

Do novo LP conhecemos apenas um single, o hit “Padam Padam”. Mesclando guitarras ao eletrônico, a artista criou uma narrativa pop que tem tudo para nadar de braçadas no verão europeu, que vai a todo vapor. Muito além dos vocais distorcidos, Kylie potencializa a narrativa no clipe a partir de cenas estonteantes, em que dança contra o vento usando um figurino vermelho.

Pra quem assiste, são movimentos rápidos e a certeza de que beleza maior não há!

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Margot Robbie lucra R$ 60 milhões por “Barbie” e é atriz mais bem paga de Hollywood

A atriz Margot Robbie se tornou a estrela mais bem paga de Hollywood por sua atuação em “Barbie“. A informação é da revista Variety, que menciona ainda o fato de ela ter faturado mais de R$ 59 milhões (algo em torno de US$ 12,5 milhões) para dar vida à boneca, superando o montante pago a Millie Bobby Brown pelo longa “Enola Holmes 2”. Esta, a sua vez, lucrou US$ 10 milhões.

A publicação informa ainda que Ryan Gosling, o parceiro de Robbie em cena como Ken, encheu os bolsos com a mesma quantia. Paridade de gênero, SIM, mas… só neste caso. Quando analisado o ranking geral, a atriz aparece na posição de número 16, atrás de nomes como Tom Cruise. Ele, que aparece no topo da lista, recebeu um valor cerca de 8x mais (US$ 100 milhões, cerca de R$ 550 milhões na cotação original) por sua atuação em “Top Gun: Maverick”.

Emily Blunt (R$ 22 milhões, por “Oppenheimer”), Jamie Lee Curtis (R$ 20 milhões, por “Holloween Ends”) e Anya-Taylor Joy (R$ 10 milhões, por “Furiosa”) também integram o páreo.

Atualmente, estimativas dão conta de que a fortuna acumulada por Robbie supera os US$ 50 milhões (R$ 240 milhões), visto que em média ela fatura cerca de US$ 2 milhões a cada produção estrelada. Além disso, a atriz acumula contratos publicitários, sendo garota propaganda, por exemplo, da marca Chanel.

Fora “Barbie”, ela brilhou em filmes como “Aves de Rapina”, “Esquadrão Suicida”, “Era Uma Vez em Hollywood”, “O lobo de Wallstreet”, bem como nos seriados “PanAm” e “Dollface”.

Madonna inaugurou o pop com lançamento de primeiro disco, há 40 anos

 

Eu persegui um DJ chamado Mark Kamin durante um ano em uma boate de Nova York chamada Danceteria. Era o início dos anos 80. Numa noite de sábado, ele finalmente concordou em tocar uma demo minha de uma canção chamada ‘Everybody’. A boate estava lotada e um olheiro da Sire Records estava lá, Michael Rosenblatt. Ele ouviu a música e me perguntou se poderia me levar para conhecer seu chefe, Seymour Stein”, lembrou Madonna, recentemente, em seu perfil no Instagram.

Esse encontro a levaria a lançar, há exatos quarenta anos, o primeiro disco da carreira. Ao pegar o LP em mãos, o ouvinte dava de cara com uma garota pouco experiente e sem grandes vocais, mas que tinha olhos marcantes e ostentava um nome pouco comum, de santa. Dentro de pouquíssimo tempo, as 8 faixas lançadas no projeto seriam responsáveis por catapultá-la a um patamar jamais igualado no que diz respeito a fama, polêmicas e relevância cultural.

Foi no fim dos anos 1970, quando Nova York vivia a dualidade de ser uma cidade violenta e, ao mesmo tempo, um ponto de encontro de artistas em formação, que Madonna Louise Ciccone decidiu abandonar o curso de Dança na Universidade do Michigan. Filha mais velha de uma família franco-italiana, a jovem partiu em busca do próprio sonho, alimentando a lenda urbana de que chegou à metrópole com apenas alguns poucos trocados no bolso.


Depois de trabalhar posando como modelo de desenho nu, garçonete e ainda fracassar em bandas de rock, onde se empenhou inspirada por figuras como Patti Smith e Debbie Harry, líder do Blondie, a novata entendeu que talvez seu lugar estivesse nas discotecas, e não nos pubs. O entorno, em plena ebulição artística, política e cultural, era o terreno perfeito para criar.

O empresário Seymour Stein, que assinou seu contrato com a então Sire Records, estava no hospital por causa de uma doença cardíaca – o que torna ainda mais atrativa a jornada da heroína. Com uma vontade imensa de fazer sua carreira acontecer, ela propôs ir até seu quarto e conseguir a assinatura.

Quando o conheci, Seymour estava deitado em uma cama de hospital vestindo cueca samba-canção e uma regata. Ele estava com uma cânula enfiada no nariz e uma bomba de infusão de soro fisiológico no braço. Ele estava sorrindo como o Gato Risonho. Eu cheguei lá carregando meu boombox gigante, pronta para tocar minha fita cassete imediatamente”, relembra.

Ele sorriu quando me viu e perguntou se eu era parente da Virgem Maria. Eu sabia que iríamos nos dar bem. Toquei a música para ele algumas vezes e meu contrato com sua gravadora foi assinado naquele mesmo dia. Este momento mudou o curso da minha vida para sempre e foi o início da minha jornada como artista musical”.

Longe do imediatismo proposto pelas plataformas de streaming, faixas como “Everybody” (que não chegou sequer a alcançar a parada Billboard 100), “Lucky Star” e “Burning Up” foram lentamente se tornando hits. A “Madonnamania” chegou primeiro às pistas e por meio do “boca a boca”, antes de embarcar de vez na distribuição dos milhões de bolachões de 7′ e 12′ polegadas.

Canais como a MTV, que a essa altura engatinhavam, tiveram um papel fundamental na difusão de seus videoclipes – um formato defendido pela diva e igualmente novo, que dava ao artista pela primeira vez a possibilidade de contar histórias e conferir às suas faixas uma outra dimensão. Foi o caso de “Borderline”, recentemente remasterizado. Até o fim daquela década, quando lançaria o imponente “Like a Prayer” (1989), Madonna já seria uma referência no assunto.

Mesmo sendo uma mulher branca, Madonna se identificava muito mais com artistas considerados “outsiders”, pontos fora da curva pertencentes às comunidades de negros, hispânicos e LGBTs dos Estados Unidos.

Kamins, que era um homem negro, produziu “Everybody”, mas passou a bola a pedido da gravadora a Reggie Lucas, um expert em jazz e rhythm and blues e que já tinha trabalhado com Roberta Flack e Miles Davis. Além dele, que produziu as 7 primeiras faixas, surgiria ainda uma figura importantíssima no percurso, o DJ Jellybean Benitez, também namorado da artista.

Seria ele o produtor de “Holiday”, canção que quase ficou de fora da seleção final e chegou a ser oferecida às “Supremes” remanescentes, Florence Ballard e Mary Wilson. Com uma letra simples e bastante objetiva, esse hino sobre o desejo de viver um dia livre se tornaria um símbolo dos anos 1980.

A crítica se dividiu, chegando a dizer que o disco soava como se a intérprete fosse “uma Minnie Mouse sob efeito de gás hélio”. Mas uma vez no mundo, o impacto seria sentido nos mais variados aspectos, incluindo a moda. Copiada por milhões de adolescentes, a estética da primeira era foi marcada por pulseiras exageradas, crucifixos, cintos finos com tachinhas, calças de cintura alta e uma porção de lenços.

O clique escolhido para a capa, feito por Gary Heary, surgiu em uma sessão fotográfica despretensiosa, contratada apenas porque ambos moravam próximos.

De cara, a nova estrela mostrou a que veio. Nas apresentações em que fez na TV, inclusive acompanhada do irmão, Christopher, ela dançava de um jeito magnético. Em uma de suas falas mais emblemáticas, ao ser questionada sobre o que queria dali para a frente, não se permitiu sequer pensar na resposta. “Dominar o mundo”, disse.

Era o início de uma jornada que revolucionou tudo, reinventando o pop da forma com que conhecemos hoje. Alguém ainda tem dúvidas de que ela conseguiu?

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Barbie 2: filme ganhará sequência? Tudo o que sabemos até agora

Após meses de expectativas, Barbie finalmente chegou aos cinemas de todo o mundo e, como o esperado, foi muito bem recebido pelo público — a produção levou cerca de 1,18 milhão de pessoas aos cinemas em todo o Brasil na quinta-feira (20). Globalmente, o filme arrecadou US$ 337 milhões no primeiro fim de estreia.

Com o sucesso estrondoso de bilheteria e a aclamação do longa nas redes sociais, o público já vem se perguntando: a Warner Bros. pretende lançar uma sequência para Barbie no futuro?

Atenção: o texto contém spoilers de Barbie a partir daqui! Para quem já viu o longa-metragem, o filme dá brecha para uma continuação da história, já que a personagem decide virar humana e deixar Barbieland no final da produção. Mas afinal, será que Barbie 2 pode mesmo acontecer?

Barbie ganhará sequência?

Com o lançamento recente do filme, a Warner Bros. ainda não falou oficialmente sobre uma possível sequência. Em entrevista à People, porém, a diretora Greta Gerwig havia se mostrado animada com a expansão do universo Barbie.

"Espero que seja o começo de um mundo e de diferentes filmes da Barbie. Há um tom, humor e alegria [no filme], e obviamente o mundo é tão bonito... Eu quero voltar para a Barbieland", disse. Quando questionada sobre um segundo longa no podcast Inside Total Film, a diretora reforçou que "tudo é possível".

Em entrevista mais recente ao The New York Times, no entanto, ela descartou a ideia, afirmando que o filme já tem um fim definitivo. “Até o momento, isso é tudo que tenho a oferecer. Eu me sinto assim no final de cada filme, como se nunca mais tivesse outra ideia e tudo que eu sempre quis fazer, eu fiz. Eu não gostaria de estragar o sonho de ninguém, mas para mim, neste momento, tô fora.” disse a diretora.


Barbie: Ryan Gosling pode ganhar um Oscar pelo filme?

Para a TIME, o CEO da Mattel, Ynon Kreiz, afirmou que está esperançoso para mais filmes. “Queremos criar filmes que se tornem eventos culturais. Se você consegue empolgar cineastas como Greta e Noah [Baumbach] a abraçar a oportunidade e ter liberdade criativa, você pode ter um impacto real."

Já a protogonista de Margot Robbie, que também é produtora do longa, confirmou que conversas para uma sequência estão acontecendo, mas que é preciso ter cautela. “Eu acho que é como criar uma armadilha para a própria obra se você tenta montar um primeiro filme já planejando as suas sequências”, disse ao TIME.


Qual poderia ser a trama de Barbie 2

O filme conta o final surpreendente em que a Barbie de Margot Robbie decide virar humana e viver no mundo real. O desfecho deixa inúmeras portas abertas para a continuação.

A principal boa notícia é que Robbie ainda pode retornar no papel principal. Considerando o final do longa, o novo filme teria a chance de mostrar a típica trama de "peixe fora d'água", com a personagem vivendo inúmeras situações pela primeira vez.

Enquanto novidades sobre um próximo filme da Barbie não são divulgadas, é possível conferir a produção (que já é a melhor do ano) nos cinemas.

Matéria atualizada em 26/07, às 8h, com a entrevista de Greta Gerwig ao New Times.

Influencer revela “surubão” com Neymar e Pedro Scooby: “Os dois se comeram”

Babado, confusão e gritaria! Aos olhos do grande público, Neymar e Pedro Scooby são apenas bons amigos, porém, segundo Sophia Barclay, a relação dos dois vai além… Nesta terça-feira (25), a influenciadora digital revelou detalhes de uma festa privada em que, de acordo com ela, fez sexo a quatro com o jogador, o surfista e uma outra mulher. Ela expôs, inclusive, que os dois também transaram entre si e disse até que “subiu um cheiro de bosta” durante o ato. 

As polêmicas declarações, que repercutem aos montes na internet, foram dadas durante participação no programa “Chupim”, da Metropolitana FM. A influencer trans, que já tinha exposto o suposto affair vivido entre ela e o astro do futebol, revelou que o “surubão” aconteceu em uma das festas privadas que ele promoveu durante a pandemia, em dezembro de 2021.

Um comia o outro […]. Os dois se comeram. O quarto estava escuro, gente. Eu sei que os dois se comeram […]. Nossa, subiu um cheiro de bosta naquele quarto, gente. Acho que a pessoa não fez a chuca direito”, disse Sophia, deixando os apresentadores boquiabertos.

A influenciadora diz que tem consciência da seriedade dos fatos que estava trazendo à tona publicamente, mas frisou que estava ali para falar a verdade.

Na web, o relato dividiu opiniões, mas a maioria desconfiou da veracidade da história contada pela influencer. 

Ah, a criatividade humana realmente não tem limites. Parabéns pela história fictícia de alto nível!”, escreveu um internauta. 

Se for verdade ou não, essa bomba me fez ficar completamente chocada com essa cena na minha cabeça”, reagiu uma outra. 

Eita, Pedro Scooby surfando em Neymar e Neymar fazendo gol em Pedro scooby, se isso for verdade”, zombou uma terceira.

No passado, Sophia já expôs conversas íntimas que tinha com o rapper Filipe Ret e um relacionamento abusivo com o ator Thomaz Costa. Ela voltou a falar sobre ambos os casos no programa.

Morre aos 56 anos Sinéad O’Connor, cantora que eternizou “Nothing Compares 2 U”

Um ícone da transgressão e da música pop, a cantora irlandesa Sinéad O’Connor morreu nesta quarta-feira (26). A informação é do jornal The Irish Times, que não revelou a causa.

Nascida em Dublin, em 8 de dezembro de 1966, ela tinha decidido fazer uma pausa na carreira depois de perder um filho de forma trágica, no fim de 2022. Shane O’Connor, fruto de seu relacionamento com o cantor de folk Donal Lunny, tinha 17 anos e foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda.

À ocasião, Sinéad afirmou que ele tinha “decidido encerrar sua luta eterna”, levantando suspeitas sobre suicídio. Ela ameaçou processar o hospital onde o garoto, diagnosticado com depressão, tinha sido internado.

A saúde mental vinha sendo uma pauta constante em seus discursos. Diagnosticada com transtorno bipolar e também vítima de duas tentativas de suicídio, ela teve uma infância difícil e sofreu com a separação dos pais.

Mais tarde, revelou ter sofrido abusos físicos da mãe, antes de ser enviada, aos 15 anos, para o Asilo de Madalena. A instituição, que funcionou entre o século XVIII e o fim do século XX, era regida por freiras e recebia meninas e jovens mulheres consideradas “perdidas”.

Adulta, a cantora ficou conhecida, internacionalmente, por uma gravação que fez do clássico “Nothing Compares 2 U”, em 1990. A faixa se tornou o single número #1 do mundo naquele ano, de acordo com a Billboard, e o disco “I Do Not Want What I Haven’t Got” é considerado um marco.

Antes disso, entretanto, já tinha sido aclamada pela crítica por seu álbum de estreia, o potente “Lion and the Cobra”, lançado três anos antes.

Com dez álbuns gravados, sua carreira enfrentou boicotes, sobretudo a partir da exibição de um episódio do programa Saturday Night Live em que rasgou uma fotografia do Papa João Paulo II. O ano era 1993 e ela decidiu cantar acapella uma versão de “War”, clássico de Bob Marley. Ao fim, disse em protesto: “Lute contra o real inimigo”.


À ocasião, ela protestava contra abusos sexuais cometidos contra crianças e encobertos pela Igreja Católica. A NBC registrou naquela noite mais de 4 mil ligações de espectadores furiosos.

A artista também se colocou ao lado de causas como a legalização do aborto, prática que revelou ter feito em seu livro de memórias, “Rememberings” (2021).

Do pop, e em meio às muitas críticas, ela fez incursões pelo jazz, que marcou o trabalho seguinte, “Am I Not Your Girl?” (1992); e no experimentalismo eletrônico de “Universal Mother” (1994). Outros dois discos viriam antes de “Theology”, trabalho que marca sua aproximação da religião.

Nos últimos anos, O’Connor mudou seu nome duas vezes, primeiro, para Magda Davitt. Depois de se converter ao islamismo, em 2018, passou a usar a hijab e assumiu nos documentos a identidade de Shuhada’ Davitt.

Em uma de suas últimas publicações feitas no Facebook, neste mês de julho, afirmou que voltou a viver em Londres após 23 anos afastada e que estava terminando as gravações de um disco. Os planos de lançamento previam para o próximo ano a chegada de novas faixas.

A artista também mencionava planos de entrar em turnê na Austrália e Nova Zelândia, além de percorrer lugares como a Europa e os Estados Unidos. Sinéad O’Connor deixa dois filhos.

terça-feira, 25 de julho de 2023

Barbie e Oppenheimer batem recordes com bilheteria de US$ 511 milhões

Após meses de memes nas redes sociais e expectativas do público, "Barbie" e "Oppenheimer" tiveram uma estreia bombástica nos cinemas. Juntos, os filmes conseguiram arrecadar nada menos que US$ 511 milhões em bilheteria globalmente, quebrando diversos recordes.

De acordo com informações compartilhadas pelo Deadline, o Barbieheimer marcou um dos maiores fins de semana de todos os tempos no cinema. Com bilheteria conjunta de US$ 235 milhões nos Estados Unidos, os filmes da Warner e Universal só perderam para estreias como Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e Vingadores Ultimato no país.


Barbie vence nas bilheterias

Como esperado, o filme que liderou as bilheterias foi Barbie. O longa dirigido por Greta Gerwig teve arrecadação de US$ 155 milhões nos Estados Unidos e US$ 182 milhões globalmente, totalizando um box office de US$ 337 milhões em seu fim de semana de estreia.

Com esses números, Barbie se tornou o filme com melhor bilheteria em estreia da diretora Greta Gerwig e de qualquer longa-metragem dirigido por uma mulher. Para se ter uma ideia do salto na carreia de Greta, sua maior bilheteria nos Estados Unidos antes de Barbie era de US$ 16,8 milhões, com Little Woman — agora com Barbie, o número é de US$ 155 milhões.

Além da diretora, o filme da Barbie também marca recordes de bilheteria para os dois astros do filme: Ryan Gosling e Margot Robbie. O longa-metragem da boneca se tornou o maior lançamento global da história da carreira de ambos os atores.

Além disso, a produção se tornou a maior abertura da história da Warner Bros para um filme que não é sequência ou da DC, superando o terror It: A Coisa. O longa-metragem também superou a animação do Mario com a maior arrecadação em um dia no ano de 2023, com nada menos que US$ 70,8 milhões em bilheteria em apenas 24 horas.

Mesmo sendo "prejudicado" pela estreia no mesmo fim de semana de Barbie, o filme Oppenheimer quebrou recordes de bilheteria. O longa-metragem de Christopher Nolan arrecadou US$ 80,5 milhões nos Estados Unidos e US$ 93,7 milhões globalmente.

Com a bilheteria total de US$ 174 milhões, o filme se tornou o terceiro maior sucesso de estreia de Christopher Nolan, ficando atrás apenas dos dois filmes do Batman do diretor. Além disso, a produção se tornou uma das maiores estreias em IMAX da história dos Estados Unidos e Canadá, movimentando US$ 21 milhões no formato.

O filme de Oppenheimer também se tornou a maior estreia do premiado diretor tirando Batman em 55 mercados, incluindo no Brasil. O longa também garantiu o recorde de melhor dia de estreia de um filme do Nolan em 33 países.

Por fim, vale mencionar também que Oppenheimer se tornou a maior estreia global no gênero de "filmes biográficos". A produção superou a estreia de Bohemian Rhapsody, o filme inspirado na banda Queen.


Quem venceu o Barbieheimer?

Em números brutos, fica claro que Barbie superou com folga o longa-metragem Oppenheimer em bilheteria. No entanto, isso já era esperado, considerando o sucesso da boneca e a vasta campanha de marketing realizada pela Warner Bros durante o período de pré-lançamento.

Mesmo com uma concorrência de peso, Oppenheimer também conseguiu garantir uma estreia de sucesso. Enquanto o lançamento de Barbie poderia atrapalhar a bilheteria do longa de Christopher Nolan, existe a chance do movimento nos cinemas e os memes do Barbieheimer terem auxiliado o diretor a quebrar seus próprios recordes.

No fim das contas, quem venceu mesmo com o Barbieheimer foram as redes de cinema. Afinal, como os próprios números indicam, o movimento nas salas de exibição não era tão grande desde o ápice do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

Barbie e Oppenheimer estão em cartaz nos cinemas brasileiros. 

Close | Filme mira no olhar "sensível" e acerta no penitente!

Representante da Bélgica no Oscar 2023, Close chegou com boas chances na categoria de filme internacional, a julgar pela sua carreira desde Cannes. As aspas da imprensa tendem a exaltar do corroteirista e diretor Lukas Dhont seu “olhar sensível”, na história de dois meninos de 13 anos que veem, nos primeiros dias do colegial, sua estreita amizade testada pelo julgamento dos colegas de sala.

É o segundo longa-metragem de Dhont, que parece trilhar um caminho parecido daquele que consagrou Céline Sciamma: partir não apenas das narrativas de coming-of-age (subgênero do drama que cada vez mais serve de porta de entrada para cineastas no circuito de festivais) mas usá-las para falar de fluidez de gênero e pulsões incompreendidas da adolescência. Sciamma fez com Tomboy em 2011 um dos filmes que parecem servir de paradigma para toda uma geração de diretores e Lukas Dhont não escapa dessa influência.

A questão é que, antes de tudo, o tal “olhar sensível” pode ser - e com frequência é o que acontece - uma tática de impessoalidade. Ela parte da escolha de um tema “nobre” (neste caso, o debate sobre preconceito e inadequação diante da possibilidade da homossexualidade precoce) e passa por um cinema de simbolismos também carregado de nobreza (a trama se ambienta na Bélgica rural e as cenas da colheita de flores na fazenda se prestam a metaforizar as belezas e as inocências que se nutrem e se esmagam pela vida).

Lukas Dhont encena o dia a dia na fazenda, nas casas e na escola com a sensibilidade que se espera do cinema naturalista franco-belga de festivais, herdado de Sciamma, que por sua vez herdara dos irmãos Dardenne: câmera na mão para registrar o trivial da rotina, planos mais longos para filmar os atritos dos corpos sem interromper a ação arbitrariamente, close-ups bem próximos e mais fixos para tentar capturar na intimidade do semblante infantil toda uma compreensão do mundo que se desvela. Há nesse olhar um modo de operação que reconhecemos como “apurado” mas isso não o impede de ser também derivativo.

Uma maneira de impedir Close de ser apenas derivativo ou impessoal no seu “olhar sensível” seria colocar mais estofo na dramaturgia, e é justamente esse chamamento que se coloca diante do filme a partir do momento em que a virada trágica (sem spoilers aqui) reordena as questões para um dos protagonistas: ele deixa de absorver a realidade inocentemente e passa a reconhecer seu lugar moral no mundo, o que por extensão lhe encerra a inocência.

Esse processo violento de descoberta se sustenta razoavelmente bem em Close por conta da escalação do elenco adolescente, o grande trunfo do filme. Tanto Eden Dambrine quanto Gustav De Waele se oferecem para os close-ups num equilíbrio perfeito entre a desafetação (seus gestos e suas reações parecem sempre os mais autênticos) e a tipificação (ambos carregam consigo e demonstram visivelmente traços e jeitos que entendemos como femininos e masculinos). Um filme às vezes acontece só nos rostos dos seus atores - é um dos milagres do cinema - e afinal parece ser o que Lukas Dhont almeja aqui.

Às vezes, porém, não é o suficiente. Close depende demais de que essa tentativa seja bem-sucedida, porque no fim das contas sua dramaturgia não tem mesmo muito a oferecer depois da reviravolta. Na verdade, enquanto aguardamos o despertar do menino para a moralidade (o que acontece num confronto final preparado à força), o que a câmera de Dhont consegue fazer é apenas sobrevoar em círculos e rapinar o personagem, ainda que com as melhores intenções. O clichê do “olhar sensível” pode nos dizer que Close é uma narrativa que parte do pecado ou do castigo para chegar na compreensão e no perdão, mas o que vemos - nesse exercício que é muito mais impessoal mesmo do que comprometido - talvez não vá muito além da penitência, do prazer secreto de exercer algum controle formal sobre o sentimento de culpa alheio.

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Michael Jackson: crítica da biografia 'A Magia e a Loucura'


Já faz alguns anos que Michael Jackson faleceu, e muitos assuntos sobre sua carreira ainda permanecem obscuros. Uma maneira melhor de entender e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e a carreira do maior astro pop de todos os tempos é a leitura da biografia A Magia e a Loucura, de J. Randy Taraborrelli

Construída a partir de entrevistas pessoais, depoimentos de Michael, de pessoas de sua família e de indivíduos que estiveram ligados direta ou indiretamente ao cantor, além de acesso a documentos oficiais, a biografia esmiuça cronologicamente todos os fatores que levaram Michael Jackson, da infância pobre em Gary, Indiana, ao mega-estrelato e, depois, ao declínio.

Uma coisa que fica bem clara é que Michael talvez seja o artista mais perfeccionista e obstinado pelo sucesso de quem eu tenha conhecimento. Muito disso se deve à criação rígida que Joseph Jackson deu aos filhos. No livro ele é tratado apenas como um pai que desejava a qualquer custo o sucesso dos filhos, às vezes errando a mão no excesso de disciplina, mas longe do monstro que a família e a midia têm pintado durante anos. 

A verdade é que mesmo errando muitas vezes – como no absurdo contrato de praticamante escravidão que ele assinou com a Motown –, Joseph atingiu seu intuito e deixou marcado em seus filhos, principalmente em Michael, o conhecimento de que apenas muito trabalho e aperfeiçoamento podem levar um artista ao topo.

Outro detalhe muito interessante é o paralelo criado entre a carreira de Michael e a indústria musical, deixando bem claro que os sorrisos e abraços em fotos não passam de fachada, escondendo uma relação de ciúmes, falsidade e jogo de poder.

Todos os pontos cruciais da vida pessoal de Michael Jackson são tratados abertamente. Segundo o autor, Michael não era gay, mas tinha sérias sérias dificuldades em se relacionar com mulheres. Também fica bem claro que ele era uma pessoa extremamente desconfiada, e que dificilmente deixava que alguém tomasse decisões por ele.

É interessante observar que, mesmo tendo chegado ao inimaginável sucesso de Thriller, Michael ainda não estava contente, e foi exatamente aí que a situação saiu de controle. Querendo cada vez mais atenção, ele tomou direções cada vez mais erradas em sua carreira. Pra se ter uma ideia, o livro relata que algumas das suas maiores excentricidades - como a câmera hiperbárica em que ele supostamente dormia e o interesse em comprar os ossos do homem-elefante - foram notas inventadas e plantadas pelo próprio Jackson para chamar atenção.

Detalhes constrangedores de sua relação com o garoto Jordie Chandler são colocados de uma forma explícita, revelando um sério distúrbio psicológico, que apesar de levar o cantor a um comportamento estranho e, para muitos, inaceitável, não o enquadram no perfil de pedófilo sustentado pela promotoria nos processos aos quais Michael Jackson respondeu.

As plásticas, o vitiligo, seus casamentos e todos os assuntos polêmicos são abordados da mesma forma. Mesmo sendo opinativo em alguns momentos, o autor expõe as informações de uma maneira em que, no final das contas, o leitor é quem tira suas conclusões.

Mas é claro que, em suas 670 páginas, o livro não possui apenas sombras. Todos os alicerces formadores do estilo inimitável de Michael Jackson cantar e dançar estão lá. James Brown, Diana Ross, Marvin Gaye, Gene Kelly, Fred Astaire e muitos outros grandes nomes fazem parte do balaio de gato que culminou na originalidade de Michael. Sempre esteve claro que ele era o mais talentoso dos irmãos, e que, em algum momento, iria voar longe e só. Mesmo assim, nem mesmo o produtor Quince Jones imaginava que ele chegaria tão longe. O fenômeno de Thriller salvou a indústria fonográfica, moribunda no início dos anos 80.

A importância histórica desse artista, às vezes soterrada por seus escândalos, é inestimável. Seus fracassos foram mais bem sucedidos do que muitos grandes sucessos de várias estrelas pop. Ele era irriquieto, sempre tentando se reinventar. Ele ainda procurava superar a marca de Thriller, só que o tiro de misericórdia em sua vida veio com o segundo processo, esse sim, totalmente forjado, levando-o aos tribunais numa batalha que, apesar de vencida com sua declaração de inocência, agravou seriamente seus problemas de dependência com drogas lícitas.

O livro, cuja primeira edição foi publicada em 1991, teve sua última atualizada em 2005, portanto a fase pós-julgamento não é relatada. Infelizmente, os acontecimento que sucederam a essa época todos conhecemos bem. Um Michael Jackson totalmente fragilizado e cercado de sanguessugas definhou publicamente até sua morte. Porém, acho que devemos nos lembrar do garoto prodígio que encantou o mundo com sua voz e afinação nos anos 70, e que se tornou, quando adulto, no maior fenômeno pop da história.