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terça-feira, 23 de julho de 2024

Bridgerton | Benedict é confirmado como protagonista da quarta temporada

Nesta terça-feira (23), a Lady Whistledown, ou melhor, a Netflix confirmou o personagem de Luke Thompson como o protagonista da quarta temporada de “Bridgerton”.

Isso significa que os próximos episódios se inspiram no livro “Um Perfeito Cavalheiro”, o terceiro da saga de romance histórico da escritora norte-americana Julia Quinn.

A obra é uma releitura do clássico conto de fadas “Cinderela”, em que Benedict conhece Sophie, jovem fruto de uma relação ilegítima de um conde e relegada ao papel de criada pela madrasta, durante um baile de máscaras e se apaixona.

Vale lembrar que a terceira e mais recente temporada de “Bridgerton”, lançada em maio e junho deste ano, focou no romance entre Colin Bridgerton e Penelope Featherington, personagens de Luke Newton e Nicola Coughlan.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Euphoria | 1ª Temporada

Uma narração descompromissada e agridoce, músicas com batidas incessantes e muito neon misturado a drogas e álcool. Estes são alguns dos elementos estéticos que compõem Euphoria, série da HBO estrelada por Zendaya que deu o que falar mesmo antes do seu lançamento, com relatos de atores que se recusaram a fazer cenas “pesadas demais” e sequências com nudez frontal masculina. No entanto, assim como as batidas eletrônicas e as luzes podem ser uma distração, grande parte do público não percebeu o porquê da realidade retratada em Euphoria ser tão chocante.

Ao longo de oito episódios, a produção conta história de vários jovens, cujos caminhos se cruzam na escola ou em festas. No comando de tudo está Rue, a personagem de Zendaya e também narradora dos acontecimentos. Ao recapitular a infância e o passado de cada um, Euphoria faz um estudo profundo de por que essa geração se sente tão perdida e deixada de lado: o que faz alguém precisar escapar tão urgentemente da realidade, arriscando sua saúde física e mental? Para tanto, curiosamente, a produção fala muito sobre maternidade e paternidade. Absolutamente todos que passam por problemas em Euphoria possuem algum passado conflituoso com a família, seja por uma doença, perda de um dos pais, abandono, traumas e por aí vai. 

No entanto, por se tratar de uma produção da HBO, o destaque de muitos episódios foi a nudez, neste caso masculina. O fato disso chamar tanto a atenção fala muito mais sobre parte do público do que sobre a série em si. Embora algumas cenas sejam chocantes e até caricatas (o vestiário masculino da escola), todos os trechos em questão aparecem com contexto, algo que muitas vezes não acontece com a nudez feminina, por exemplo. Até mesmo na primeira polêmica da série, quando o personagem de Eric Dane aparece com uma ereção, o foco da câmera não está na nudez (feita com uma prótese), mas sim nas reações da outra personagem em cena.

Quando fala tanto sobre as cenas explícitas e menos sobre os dramas profundos da série, parte do público retrata, ironicamente, o que Euphoria quer demonstrar: grande parte das pessoas não entende os problemas emocionais pelos quais os adolescentes passam. Há uma grande preocupação com sexo, gravidez e uso de drogas por parte dos adultos, mas poucos realmente tentam conversar com os filhos e entender o que está por trás desses comportamentos. 

É importante ressaltar o quanto Euphoria é um retrato fiel de uma geração. Com pais emocionalmente ausentes, acesso à internet e muita liberdade, grande parte dos jovens passa por situações extremas em uma idade complicada por natureza. Claro, isso já foi mostrado em várias séries e filmes durante décadas, mas o que torna o seriado da HBO interessante é como cada personagem é explorado. São tantos temas importantes que, em muitos momentos, a história da protagonista Rue parece até “mais leve” em comparação com outros conflitos.

Um dos destaques é a história de Nate Jacobs (Jacob Elordi). O episódio que faz um tour pela sua infância é uma das obras mais importantes de 2019 por mostrar os problemas que rondam um garoto branco, de classe média, bonito, bom em esportes e que tem tudo para “se dar bem na vida”. Ao invés de ser estimulado a ser gentil, ouvir as pessoas ao seu redor e festejar suas conquistas com sabedoria, Nate é encorajado pelo pai desde muito novo a ser um “lutador”, aquele que não abaixa a cabeça para nada. Nate cresce, como muitos, achando que o mundo pertence a ele. Só que a realidade não é tão simples e todos, absolutamente todos, os seres humanos precisam lidar com frustrações. Quando um garoto que se sente no topo do mundo não entende isso, as consequências são desastrosas.

A construção de Nate como alguém violento, perigoso e “implacável” faz um paralelo muito real e doloroso com acontecimentos recentes de tiroteios em massa e ataques, reais ou online, em diversos locais do mundo promovidos por jovens de classe média que se sentem “injustiçados”. No caso de Nate, sua revolta contra a “injustiça” ao homem perfeito que ele é não se traduz em armas especificamente, mas sim em atos divididos de violência, como sua chantagem com Jules (Hunter Schafer) e sua relação abusiva com a namorada Maddy (Alexa Demie), outro ponto que merece destaque. A narração de Rue no episódio que trata sobre o casal deixa claro como Nate vê Maddy como uma posse, satisfeito, por exemplo, de pensar na “pureza” da garota. A questão dos relacionamentos tóxicos e abusivos tem sido discutida na mídia e nas redes sociais, mas Euphoria embarca fundo nesse aspecto, mostrando como essa relação começa, como se mantém e quais podem ser suas consequências.

Outro tema importante mostrado na temporada aparece na história de Kat, interpretada pela atriz de origem brasileira Barbie Ferreira. A personagem vê o mundo cair ao seu redor ao ter um vídeo da sua primeira vez divulgado na internet. Porém, depois de ficar assustada com a repercussão, Kat dá um novo sentido ao que aconteceu e começa a lidar de outra forma com seu corpo. “Não há nada mais poderoso do que uma mulher gorda que não está nem aí”, diz a personagem. A verdade é que a jovem ainda se importa, e muito, com a opinião dos outros, mas ao invés de ter vergonha de seu corpo, começa a vê-lo como uma ferramenta, que pode lhe trazer autoestima e até dinheiro. Essa abordagem é problemática por diversas razões, começando pelo fato de ela ser uma garota do ensino médio, até os homens estranhos e pervertidos que encontra pela internet. Ainda assim, é interessante ver o tema na série, mostrando a curva de mudança da personagem e sua “volta” para a vida insegura de uma adolescente normal.

O episódio final de Euphoria é fascinante. Sem a famosa narração de Rue, o capítulo foca na protagonista e em seus próprios traumas. Rue confronta Nate e finalmente assume que não tem nada a perder, se despede - fisicamente e emocionalmente - de Jules e faz tudo ao som de um belo discurso escrito por sua mãe. Nestas cenas, Euphoria dá um atestado do talento e versatilidade de Zendaya. Vista em 2019 como coadjuvante de luxo em Homem-Aranha: Longe de Casa, aqui a atriz brilha, completamente à vontade, e deixa claro como Rue não sabe lidar com a própria sensibilidade. As expressões da atriz ao deixar Jules emanam todo o conflito interno do momento e a cena do moletom é uma analogia sutil ao começo de sua depressão. Ao ver a morte do pai, Rue veste a roupa que costumava ser dele e, a partir dali, passa a viver sem propósito.

A ironia contida no episódio final é que, apesar de os pais precisarem, sim, dar mais atenção ao que acontece com seus filhos, a grande verdade é que não dá para controlar quem eles serão. Assim como gerações e gerações antes deles, cabe a cada um, todos os dias, acordar e decidir quem será, o que é mostrado pela evolução de personagens como Nate e Maddy. Por um lado, ele teve o momento catártico para lidar com as frustrações, e ela, depois de mais um joguinho de sedução e violência, diz que aquilo não pode continuar. Talvez voltem atrás, afinal, a juventude é uma época complicada. Mas ter consciência do que está acontecendo já mostra a evolução dos dois.

Euphoria termina em uma cena catártica com música e dança. A tristeza de Rue com mais uma partida, que lhe remete novamente à perda do pai, traz uma recaída que faz seu mundo girar, literalmente. Na coreografia brusca estão escondidos sentimentos como desespero, dor e, principalmente, a vontade de sumir de uma vida que só lhe traz tristeza. Tanta confusão deixa claro apenas uma coisa: o futuro de Rue está aberto e apenas ela pode escolher entre a “euforia” breve causada pelas drogas ou o tortuoso caminho de enfrentar as tragédias da vida, que sempre vão existir.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

“Heartstopper” estreia com mais de 6,1 milhões de visualizações e conquista topo da Netflix

A segunda temporada de “Heartstopper” teve sua estreia marcada com muitos números, fazendo com que a série entrasse para o no Top 10 Global da Netflix.

A produção, idealizada e criada por Alice Oseman, recebeu 6,1 milhões de visualizações com apenas 4 dias de contagem, contando a partir da data de estreia (3 de agosto), ficando, assim, em segundo lugar mundialmente. As informações são da Variety.

Em comparação, a primeira temporada estreou em sétimo lugar no Top Global da plataforma de streaming, local que permaneceu por duas semanas, chegando ao quinto lugar nas semanas seguintes.

Além disso, a série estrelada por  Kit Connor e Joe Locke apareceu no Top 10 da plataforma de streaming em 54 países diferentes.

Mas não para por ai, viu? A produção inglesa conseguiu o que parecia impossível e estreou com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mesma nota alcançada pela 1ª temporada. O site compila e faz a média dos textos publicados por diferentes críticos especializados.

A série consiste em uma adaptação dos quadrinhos homônimos de Alice Oseman, uma pessoa não binária. Até o momento, existem cinco volumes de livros lançados.

Estrelada por Kit Connor e Joe Locke, a segunda parte da narrativa conta com oito episódios e está disponível na Netflix. A produção ainda conta com participação de Olivia Colman, além de Yasmin Finney, William Gao, Sebastian Croft, Corinna Brown e Kizzy Edgell.

domingo, 30 de julho de 2023

Netflix | Confira quais as 10 séries mais assistidas

Lançada em 2012, a Netflix foi pioneira no ramo de streaming com conteúdos originais. O primeiro seriado produzido pelo próprio serviço foi House of Cards, lançada em 2013, e foi um grande sucesso entre os assinantes e com a crítica.

Além da produção protagonizada por Kevin Spacey, outros títulos também foram destaque no catálogo, como The Crown, Dark e Sex Education.

Com o sucesso da série sul-coreana Round 6 em 2021, o serviço decidiu compartilhar pela primeira vez o ranking de seriados originais mais assistidos de sua história. Em junho deste ano, no entanto, o streaming mudou a forma de contabilizar o sucesso de suas séries, o que mudou levemente o ranking - dando espaço para séries mais curtas (entenda a nova métrica da Netflix).


Confira abaixo o ranking da séries de língua inglesa mais assistidas da Netflix!

10. Bem-Vindos à Vizinhança

Estrelada por Naomi Watts (O Chamado) e Bobby Cannavale (Mr. Robot), a série acompanha um casal que compra a casa de seus sonhos em Nova Jersey. Tudo muda, porém, quando eles começam a receber cartas assustadoras de um stalker que parece saber tudo sobre a família e a casa.

A série se tornou um sucesso na Netflix e a empresa logo anunciou que a produção será uma antologia, com uma segunda temporada chegando em breve.

9. The Witcher (1ª temporada)

Estrelado por Henry Cavill, o seriado segue Geralt de Rivia (Henry Cavill) um solitário caçador de monstros, que luta para encontrar seu lugar no mundo. Tudo muda quando seu caminho cruza com a feiticeira Yennefer de Vengerberg (Anya Chalotra) e a princesa poderosa Cintran Ciri (Freya Allan).

8. Bridgerton (2ª temporada)

A segunda temporada de Bridgerton foi muito aguardada pelos fãs da série e rapidamente conquistou seu lugar no ranking de mais assistidos da plataforma. Focado em um novo casal protagonista, os novos episódios seguem Anthony Bridgerton enquanto ele parte em busca de uma esposa para cumprir seu "dever" na família. Quando ele pensa ter encontrado a pessoa ideal, a irmã mais velha e protetora da menina, vira tudo de cabeça para baixo.

7. Stranger Things (3ª temporada)

Desde que estreou, em 2016, Stranger Things é um dos maiores sucessos da Netflix. Com mais de 716 mil horas assitidas em todo o mundo, a terceira temporada da produção se tornou a segunda mais rentável, perdendo apenas para a quarta temporada.

6. O Agente Noturno

O seriado foi um dos grandes destaques de 2023 até agora e rapidamente se tornou um dos mais vistos de todos os tempos na Netflix.

A produção é uma adaptação do livro de Matthew Quirk e acompanha um jovem agente do FBI que, após tentar impedir um atentado terrorista, é acusado injustamente de fazer parte da ação. Como uma clássica história de espionagem, o protagonista não sabe mais em quem pode confiar, nem mesmo naqueles que dizem ser seus aliados.

5. O Gambito da Rainha

O Gambito da Rainha conta a história de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma menina órfã que se revela um prodígio do xadrez. Mas agora, aos 22 anos, ela precisa enfrentar seu vício para conseguir se tornar a maior jogadora do mundo. A série teve 20 indicações no Emmy Awards 2021, e levou para casa dez estatuetas.

4. Bridgerton (1ª temporada)

Produzida em parceria com a Shondaland, a série acompanha Daphne (Phoebe Dynevor), filha mais velha da poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor.

É aí que entra o rebelde Duque de Hastings (Regé-Jean Page), solteiro convicto e cobiçado por todas, ele elabora um plano para que os dois consigam o que desejam. Entretanto, apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois.

A produção foi um fenômeno do streaming, que contabilizou 82 milhões de lares assistindo à série só no primeiro mês.

3. Dahmer: Um Canibal Americano

O seriado é um dos true crimes mais famosos da Netflix e mostra a vida de Jeffrey Dahmer, considerado um dos piores serial killers da história dos Estados Unidos. Além de render um Emmy de Melhor Ator a Evan Peters, a produção também foi alvo de inúmeras polêmicas envolvendo as famílias das vítimas.

Pensado originalmente como uma minissérie, a produção vai ganhar novos episódios em breve, focados em outro serial killer famoso.

2. Stranger Things (4ª temporada)

Uma das séries mais famosas do streaming, Stranger Things se inspira em clássicos do terror dos anos 80. A produção foi indicada ao Emmy Awards em várias categorias, incluindo Melhor Série de Drama.

Situada na cidade ficcional de Hawkins, Indiana, a trama começa no ano de 1983 com o desaparecimento do garoto Will. A investigação sobre as estranhas circunstâncias envolvendo seu sumiço leva um grupo de pré-adolescentes a conhecer uma garota com poderes de telecinese e a descobrir uma passagem para um Mundo Invertido. A série trouxe a carreira da atriz Winona Ryder de volta.

1. Wandinha

O maior hit da Netflix em 2022 foi, de longe, a série spin-off de A Família Adams. Wandinha acompanha a personagem mais icônica e trevosa dos filmes, que, aqui, é interpretada por Jenna Ortega (Pânico 5). Criada por Alfred Gough e Miles Millar, o seriado foi dirigido por Tim Burton e mostra a personagem investigando um caso de assassinato em sua nova escola.

O sucesso estrondoso da produção, é claro, rendeu a confirmação de uma segunda temporada, ainda sem previsão de estreia no streaming.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Biografia de Larissa Manoela

 

Larissa Manoela (2000) é uma atriz, cantora, modelo, digital influencer e escritora brasileira que protagonizou papéis de destaque nas novelas: Carrossel e Cúmplices de um Resgate do SBT.

Larissa Manoela Taques Elias Santo, conhecida como Larissa Manoela, nasceu em Guarapuava, Paraná, no dia 28 de dezembro de 2000. É filha única do representante comercial Gilberto Elias Santos e da pedagoga Silvana Tanques, hoje seus empresários.

Com 4 anos, quando fazia compras com a mãe em um supermercado, Larissa foi descoberta por um olheiro de uma agência de talentos mirins que a indicou para uma agência. Com 5 anos participou do concurso Projeto Passarela, onde foi a primeira colocada entre 300 crianças.

Carreira artística

A primeira participação de Larissa Manoela na TV foi em 2006, onde representou ela mesma, na série “Mothern”, do canal GNT. Nesse mesmo ano atuou na peça “A Noviça Rebelde”, como Greti.

Em 2010 atuou na série “Dalva e Hervelto: uma Canção de Amor”, quando protagonizou Dalva de Oliveira, ainda criança. Na série “Na Fama e na Lama”, pelo canal Multishow, ela foi Lequinha. Ainda em 2010 atuou na peça “Gypsy” interpretando Baby June.

Em 2011, Larissa Manoela estreou no cinema em “Essa Maldita Vontade de Ser Pássaro”, no papel de Pedrita. Nesse mesmo ano atuou no filme dirigido e protagonizado por Selton Melo, “O Palhaço”, como Guilhermina, que concorreu ao Oscar 2013 como o Melhor Filme Estrangeiro.

Ainda em 2011, atuou no teatro em “As Bruxas de Eastwich”, como Maria Clara.

Larissa e o SBT

Em 2012, Larissa assinou um contrato de longo prazo com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), o que levou seus pais a deixarem o Paraná e se mudarem para São Paulo para se dedicar à carreira da filha.

Em 2012 o SBT levou ao ar a novela “Corações Feridos”, onde ela atuou no papel de Viviane. Nesse mesmo ano, o SBT criou a faixa infantil no horário nobre com a novela infantil “Carrossel”, quando interpretou "Maria Joaquina", que se tornou sucesso de audiência e a projetou nacionalmente.

Em 2013, Larissa participou da série “Patrulha Salvadora”, do SBT, interpretando também "Maria Joaquina" personagem que fez sucesso entre as crianças.

Em 2015 o SBT lançou a novela “Cúmplices de um Resgate”, de autoria de Iris Abravanel, esposa de Sílvio Santos, onde Larissa representou as gêmeas Manoela, a gêmea boa, e Isabela, a gêmea má.

Em julho de 2015, foi lançado nos cinemas, “Carrossel: o Filme”, uma coprodução do SBT, com a direção de Alexandre Boury e Maurício Eça, que alcançou sucesso de bilheteria. Em dezembro de 2015 o SBT renovou o contrato com Larissa Manoela por mais dois anos.

No dia 28 de dezembro, Larissa Manoela completou seus 15 anos que foram comemorados com uma festa de conto de fadas onde reuniu amigos e familiares em uma casa de festas em São Paulo. Nessa época, a atriz namorava João Guilherme, filho do cantor Leonardo, que interpretou Joaquim na novela “Cúmplices de um Resgate”.

Em 2017, Larissa foi confirmada para o elenco da nova novela do SBT, o remake “As Aventuras de Poliana”, quando interpretou Mirela. Larissa foi também dubladora do desenho animado “Sítio do Pica-pau Amarelo”.

Carreira musical

Em 2012, depois de emprestar sua voz para algumas músicas da novela Carrossel, Larissa participou do show do final de ano do SBT junto com o elenco da novela.

Em 2013 iniciou a produção de seu primeiro álbum de estúdio em parceria com o produtor musical Arnaldo Saccomani (1949-2020).

Em agosto de 2014, Larissa Manoela lançou seu primeiro CD, “Com Você”. O primeiro single oficial foi “Fugir Agora” e o clipe foi lançado em 2 de setembro. Algumas músicas fizeram parte da trilha sonora da novela Cúmplices de um ResgateAinda em 2014, Larissa fez sua primeira turnê “Larissa Manoela com Você” que se apresentou em todo o país. Em 2016 fez um show na Disney com a turnê “Larissa Manoela Outra Vez”.

Em seguida vieram os lançamentos: “Fala Sério, Mãe” (2017), “Up! Tour” (2017) e “Além do Tempo” (2018), onde na faixa-título, com apenas 19 anos, Larissa fala de nostalgia.

Escritora

Em 2016 Larissa lançou seu primeiro livro “O Diário de Larissa Manuela”. O evento aconteceu em um shopping na Zona Sul de São Paulo.

Em 2017 lançou “O Mundo de Larissa Manoela”, e em 1018 publicou “Perguntas e Respostas”, todos com grandes vendagens.

Prêmios

A atriz foi indicada como Revelação, ao “Prêmio Extra de Televisão” (2012). Em 2013 concorreu na categoria de “Melhor Atriz Mirim no Prêmio Contigo”.

Em 2013 recebeu o “Troféu Imprensa” como a Atriz Revelação. Em 2014, mais uma vez, recebeu o “Troféu Imprensa - Atriz Revelação” com o papel de "Maria Joaquina" na novela Carrossel.

Netflix e Globo

Em 2018, Larissa Manoela assinou contrato de três anos com a plataforma NetflixEm 2019 decidiu não renovar seu contrato com o SBT, onde trabalhou durante sete anos. Em 2019 ela gravou para Netflix um filme voltado para o público adolescente “Modo Avião”, onde interpreta Ana, uma influencer viciada em celular.

Em janeiro de 2020, Larissa assinou com a TV Globo. Foi escalada para atuar em Malhação, mas depois foi remanejada para ser a protagonista da novela “Além da Ilusão”. Em consequência da Covid-19, a estreia da novela foi adiada e só estreou em 2022.

Fugindo a regra, Larissa foi a primeira atriz da Globo a romper o rígido contrato de exclusividade que impede os atores da emissora de assinarem outros trabalhos paralelos. Além de atriz, cantora e escritora, Larissa atua como modelo de incontáveis campanhas e produtos licenciados. Como “digital influencer” Larissa tem mais de 30 milhões de seguidores nas redes sociais.

Larissa Manoela é proprietária de duas mansões em Orlando, Estados Unidos e tem ainda um apartamento no Rio de Janeiro. Atualmente, Larissa namora o ator Leo Cidade.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

“Wham!”: documentário sobre banda que lançou George Michael ganha trailer pela Netflix

Você se lembra da banda Wham!? Entre outros sucessos, o grupo é conhecido pelo clássico hino natalino,​ “Last Christmas”, que já ganhou diversas regravações e é hit até hoje! Agora, os músicos ganharão um documentário pela Netflix e o primeiro trailer foi divulgado nesta sexta-feira (16).

Programado para o dia 5 de julho, a produção promete analisar a história de George Michael e Andrew Ridgeley durante o recorte dos anos 1980, do tempo em que passaram no Wham!. Isto é​, desde a adolescência, quando se conheceram, até o auge do sucesso​​ e, por fim, quando prestam homenagem à vida de George MichaelPara ilustrar tudo isso, a produção reunirá diversos arquivos da dupla, além de entrevistas inéditas com os cantores. 

Wham! teve uma carreira curta, mas bem-sucedida, de 1981 até 1986, quando se separaram. Ao longo de cinco anos, o duo lançou dois álbuns de estúdio “Fantastic”, de 1983, e “Make It Big”, de 1984. Além de, claro, “Music from the Edge of Heaven”, que encerrou o projeto ao ganhar duas versões alternativas.

Os sucessos ​”​Wake Me Up Before You Go-Go”​ e “​​Last Christmas”​ foram os mais expressivos da carreira. George Michael, que entrou em carreira solo após Wham!, gerou sucessos como “Careless Whisper”, “Father Figure”, “90” e “One More Try”. O cantor morreu aos 53 anos, no Natal de 2016!

domingo, 28 de maio de 2023

“The Witcher”: 5ª temporada é confirmada por diretora de elenco

Em entrevista ao Deadline, publicada na última sexta-feira (26), a diretora de elenco de “The Witcher”, Sophie Holland, confirmou uma quinta temporada da série da Netflix. Ela revelou, ainda, que a produção já está trabalhando com Liam Hemsworth à frente do papel principal. Henry Cavill, que deu vida ao Geralt de Rivia, anunciou sua saída da trama no final do ano passado. À época, conflitos de agenda e de interesse teriam afastado o ator das obrigações com o streaming.

Estamos prestes a começar a quarta temporada com Liam Hemsworth e teremos um breve hiato para entrar de cabeça na quinta temporada”, explicou Holland.

Questionada se ficou surpresa com a saída de Cavill, Sophie preferiu não comentar sobre o assunto.

Eu provavelmente não vou comentar sobre isso. Adoraria, mas não vou. Estou realmente ansiosa para ver o que Liam traz. Ele tem uma grande base de fãs. A quarta temporada será uma boa mistura de novos personagens e rostos que retornam”, pontuou.

O terceiro ano de “The Witcher”, que se despede de Henry Cavill como protagonista, será dividido em dois volumes. Um estreia em 29 de junho deste ano, o outro, em 27 de julho.

Nos novos episódios, Geralt deve manter Ciri (Freya Allan) escondida enquanto monarcas, magos e monstros do Continente competem para capturá-la. O bruxão está determinado a proteger sua família recém-reunida contra todos que ameaçam destruí-la.

sábado, 15 de abril de 2023

The Witcher: A Origem | Crítica

 

Em 2019, The Witcher se tornou um verdadeiro fenômeno da Netflix, quando bateu recordes de audiência na plataforma. A empresa, claro, não perdeu tempo e passou a considerar oportunidades para explorar esse universo além da renovação da série principal. É nesse contexto que surge The Witcher: A Origem, um prelúdio que não esconde servir inteiramente para algo maior – mesmo que isso ofusque suas qualidades próprias.

A nova minissérie é ambientada cerca de 1.200 anos antes das aventuras de Geralt (Henry Cavill), e descreve o evento conhecido como a Conjunção das Esferas, o choque entre diferentes realidades que levou a magia do Caos e as criaturas ao Continente.

A ambientação é relevante para os fãs da franquia em qualquer mídia, visto que é um evento que não foi extensamente explorado nos livros de Andrzej Sapkowski, nem nos games da CD Projekt RED. De quebra, o seriado ainda narra tudo através de ótimos personagens.

A trama segue Éile (Sophia Brown) e Fjall (Laurence O’Fuarain), dois elfos guerreiros de clãs diferentes, que precisam se aliar quando descobrem uma conspiração envolvendo um poderoso império élfico, violentas tomadas de poder e incursões para dimensões paralelas. A minissérie brilha quando acompanha a dupla, que constantemente troca farpas entre si até desenvolvem uma relação mais próxima, porém logo fica evidente que há trama demais para tão pouco tempo.

Com apenas quatro episódios, sendo que a maioria sequer atinge uma hora de duração, o programa sofre pelo excesso. A dupla principal rapidamente se torna um trio quando recebem Scian (Michelle Yeoh), outra elfa sem clã em busca de vingança contra o império. Em pouco tempo, o trio se torna um grupo de sete guerreiros, com a chegada da anã Meldof (Francesca Mills) e do casal Brother Death (Huw Novelli), Zacaré (Lizzie Annis) e seu irmão Syndril (Zach Wyatt).

A reunião do grupo dá um gostinho de aventura de RPG, com uma equipe improvável enfrentando ameaças muito maiores que eles. Mas essa não parece ser a intenção da série, que busca contar grandes eventos do universo de The Witcher. Nesse cabo de guerra, os personagens acabam mal desenvolvidos e pouco explorados.

Além dos dois protagonistas, apenas Meldof consegue chamar atenção, mas só pela personalidade carismática que a atriz Francesca Mills traz ao papel da anã, que anda por aí com uma enorme marreta feita a partir das cinzas de sua amada. Scian, apesar de vivida pela excelente Michelle Yeoh, acaba relegada a uma aura de “sábia guerreira” que pouco usa os talentos da intérprete. Já o trio que os acompanha é esquecível ao ponto de sua presença em tela até distrair, pois parecem existir apenas para preencher tabela.

Se não bastasse ter que desenvolver sete personagens principais em poucos episódios, The Witcher: A Origem ainda insiste em um explorar o lado do império élfico em vários núcleos. A decisão não é exatamente ruim -, especialmente porque a trama da princesa golpista Merwyn (Mirren Mack) é bastante intrigante -, mas altamente questionável. O programa é estufado de rostos, nomes e eventos históricos, porém se importa tão pouco em aprofundar qualquer coisa que é possível terminar de ver a minissérie sem saber muito mais do que antes de começar.

E não que o período retratado não seja altamente relevante para o mundo da franquia. Afinal, o seriado narra não só o que foi a Conjunção das Esferas, como também o fim da era de ouro dos elfos, o surgimento de Nilfgaard e a criação do primeiro Witcher.

Isso sem falar da introdução de rostos importantes, como a vidente Ithiline, cujas profecias são extensamente citadas nos livros, e também Eredin, cavaleiro destinado a se tornar o líder da Caçada Selvagem – grupo de elfos sobrenaturais que vagam entre dimensões em busca de Sangue Antigo (como o de Ciri).

O esforço de expandir o universo é louvável, mas a minissérie se atrapalha e acaba por complicar algo que poderia ser simples. Sobrecarregada de lore e personagens, a trama fica indecisa entre dar uma aula de história fictícia ou acompanhar a vida de guerreiros presos no meio de grandes conflitos políticos e mágicos.

Há muito potencial aqui, mas tudo é ofuscado. Falta tempo para realmente se embrenhar nos dramas do período e de tanta gente assim. Com duração limitada, falta foco para decidir o que é mais importante de retratar nos poucos episódios que têm. Tudo é corrido e superficial, e isso pode acabar amargando o gostinho de “vem aí” que muitos dos vários ganchos da trama deixam no ar.

The Witcher: A Origem é sólida o bastante para merecer ser conferida, especialmente pelos personagens minimamente interessantes e boas cenas de luta. O problema é que a produção não se sai bem em nenhum dos objetivos que tenta conciliar, chegando ao fim de forma acelerada, e deixando o espectador médio com mais dúvidas do que respostas. Se você leu os livros, será um deleite ver em tela muita coisa que Sapkowski apenas citou – mas, então, qual é o ponto de prometer uma expansão que só prega para quem já é fiel?

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Kylie Minogue estará em “The Residence”, nova série da Netflix

 

Ninguém menos que Kylie Minogue é uma das novas adições ao elenco de “The Residence”, série de drama da Shondaland para o catálogo da Netflix. De acordo com o site Deadline, a cantora e compositora interpreta a si mesma na trama.

Ela aparece em uma lista de outros 15 nomes anunciados nesta sexta-feira (14): Jane Curtin, Eliza Coupe, Julieth Restrepo, Sumalee Montano, James Babson, Izzy Diaz, Paul Fitzgerald, Roslyn Gentle, Chris Grace, Juliette Jeffers, Nathan Lovejoy, E. L. Losada, Mel Rodriguez, Brett Tucker e Rebecca Field.

Eles se juntam a Uzo Aduba, Andre Braugher, Edwina Findley, Molly Griggs, Jason Lee, Ken Marino, Al Mitchell, Dan Perrault, Bronson Pinchot, Susan Kelechi Watson, Isiah Whitlock Jr., Mary Wiseman e Randall Park, previamente confirmados.

Inspirada no livro “The Residence: Inside the Private World of the White House”, de Kate Andersen Brower, “The Residence” mostra um assassinato na Casa Branca. O caso envolve 132 aposentos, 157 suspeitos, um cadáver e uma detetive.

Shonda Rhimes, Betsy Beers e Paul William Davies formam a equipe de produtores executivos do projeto seriado, que ainda não tem uma data de estreia definida na Netflix.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Filme de Natal com atriz de 'Meninas Malvadas' desbanca 'Enola Holmes 2'

 

Uma Quedinha de Natal, longa da Netflix que marca o retorno de Lindsay Lohan aos filmes, está bombando na plataforma e não deu chance nem para o sucesso Enola Holmes 2, que bombou durante a semana e agora se encontra na quarta colocação.

No longa, Lohan é uma herdeira mimada que tem amnésia após um acidente e recebe os cuidados de um encantador proprietário de uma pousada.

Sobre o filme

Em Uma Quedinha de Natal, Lohan interpreta a herdeira de um hotel que é muito mimada, mas acaba se machucando feio em um acidente de esqui.

Isso a deixa sem memória e ela começa uma longa jornada para a recuperação, aos cuidados do belo dono de um alojamento (Chord Overstreet) e sua filha. Tudo isso antes do Natal.

O filme marca a primeira parte da parceria entre Lindsay Lohan e a Netflix. O contrato cobre três filmes, sendo que a comédia Irish Wish já está confirmada.

Uma Quedinha de Natal foi dirigido por Janeen Damian e já está na Netflix.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Emma Bunton e Mel B, das Spice Girls, entram para o reality show “The Circle”


As cantoras fingirão ser outra pessoa no reality show da Netflix.

Se você achava que as Spice Girls já tinham feito de um tudo, pense novamente, porque agora Emma Bunton e Mel B foram escaladas para o reality show “The Circle”, exibido pela Netflix.

O reality show “The Circle” já virou um fenômeno mundial, com, inclusive, uma versão brasileira. A proposta do programa é colocar pessoas em convivência completamente digital, através de um aplicativo de mídia social desenvolvido especialmente para o programa, dando espaço para que elas exibam somente aquilo que elas queiram que os outros participantes vejam ou até mesmo se passem por alguém que não são.

E é exatamente aí que entram Mel B e Emma Bunton. As integrantes das Spice Girls se passarão por outra pessoa, chamada Jared, e tentarão elevar o prêmio do “The Circle” de 50 mil dólares para 150 mil dólares.

A missão delas é simples: enganar o maior número de competidores no reality.

Os primeiros episódios da quarta temporada do “The Circle” já estão disponíveis na Netflix e novos episódios serão adicionados todas as quartas-feiras, com o episódio final chegando à plataforma de streaming no dia 25 de maio.

Apertem os cintos, porque o mundo pós-pandemia vai decolar! Emma Bunton deixou o fãs em polvorosa ao comentar sobre uma possível nova turnê das Spice Girls após o fim do isolamento social. Será que foi a gente que pediu? Em entrevista a “Radio X”, a Baby Spice confirmou que “não vê a hora de se apresentar novamente com as companheiras” – e que está para acontecer.

Começamos a falar sobre talvez fazer algo mais e, então, o isolamento aconteceu. É uma pena. Estou morrendo de vontade fazer isso de novo. Estou esperando para ver o que acontece com o mundo. Você não pode reservar nada por enquanto. Estamos esperando esse momento, mas tenho certeza: acontecerá assim que pudermos”, disse.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Crítica | ‘Por Lugares Incríveis’ é uma reflexão sobre as relações humanas

Antes de mais nada, um aviso: este é um texto bastante pessoal. Não estaria sendo sincero comigo mesma nem com o filme se escrevesse algo estritamente técnico. A experiência de um espectador (e o crítico é, antes de tudo, um espectador) é sempre mergulhada em suas vivências, caso contrário não existiria o que chamamos de identificação.

Quando recebi a indicação de Por Lugares Incríveis para escrever, o link da Netflix veio acompanhado da sinopse em inglês, que, em tradução livre, dizia: “Dois adolescentes que enfrentam lutas pessoais formam um vínculo poderoso quando embarcam em uma jornada catártica que narra as maravilhas de Indiana”. Particularmente, não gosto de sinopses, porque acredito que elas não fazem jus ao filme. Tentar reduzir uma obra de tantos minutos em pouquíssimos caracteres é uma missão tão complexa quanto delicada. Em alguns casos, uma sinopse ruim apenas afasta espectadores em potencial, mas, neste caso, é imperativo fazer um convite para que uma ideia transmitida viralize.

Felizmente, a versão brasileira do site de streaming foi muito mais sensível: “Em seu pior momento, ele mostra a ela o caminho para luz. Uma jornada transformadora de liberdade, beleza e descobertas”. Por Lugares Incríveis é o tipo de filme que extrapola a ideia de contar uma história, é uma produção que pretende ter um papel social e, ainda além, convoca o espectador para fazer o mesmo.

Atenção! A partir daqui a crítica pode conter spoilers.

Proposta

Apesar de a sinopse em inglês ter me deixado receosa de que Por Lugares Incríveis seria apenas mais um romance adolescente do qual eu não esqueceria pelo fato de ter escrito sobre ele, a presença de Elle Fanning e Justice Smith como par romântico me fez questionar o preconceito recém-criado.

A primeira sequência apresenta, como de costume, os protagonistas, mas vai além! Há um elefante na sala, ou seja, há algo urgente e muito importante que não podemos ver e que demanda coragem e prudência para falar sobre: transtornos mentais são reais e muito mais comuns do que geralmente gostamos de admitir. Muitas obras tocam no assunto, mas nem todas fazem isso de uma forma segura, haja vista a repercussão da série 13 Reasons Why.

Jennifer Niven, escritora do livro no qual Por Lugares Incríveis foi baseado, assina o roteiro ao lado Liz Hannah e o resultado é muito mais do que um simples romance. Essa não é uma história de amor no sentido de acompanhar os altos e baixos de uma relação amorosa, mas sim sobre o que significa de fato relacionar-se com alguém, seja romanticamente ou não.

A história contada em Por Lugares Incríveis não necessariamente precisaria ser um romance, mas utilizar a paixão acaba sendo uma forma de aproximar personagens de uma maneira intensa e rápida. As outras relações (de onde pode vir o apoio para as pessoas que têm transtornos mentais) não são excluídas do roteiro: família, amigos, contatos sociais e auxílio profissional estão presentes e todos eles têm em igual intensidade a potência de serem construtivos ou destrutivos, sendo a família de Finch (Justice Smith) o principal exemplo disso: enquanto a irmã representa uma relação familiar positiva, o pai é a própria origem do trauma.


Desenvolvimento

Finch é a personificação de uma necessidade humana: um laço verdadeiro. O convite à reflexão é imediato: das pessoas ao seu redor, quantas estão dispostas a compartilhar sua vida nos seus piores momentos? Claro que qualquer pessoa com um mínimo de empatia faria o possível para evitar que alguém pulasse da ponte. Ficar com essa pessoa até que ela se recupere, no entanto, demanda muito mais do que um único ato de compaixão.

Qualquer relação mais profunda demanda compromisso e responsabilidade. Importar-se com alguém é muito mais do que perguntar se a pessoa está bem. É preciso entender que transtornos mentais não só são reais, como podem ser fatais. Somente dizer que tudo vai ficar bem, ainda que seja uma verdade na maioria dos casos, tem o mesmo poder de efeito que um chá de camomila diante de uma tuberculose.

Ainda que lembre o indigesto Um Amor Para Recordar (Adam Shankman, 2002), Por Lugares Incríveis percorre o caminho do conto de fadas por um viés diferente. Enquanto muitos romances criam histórias irreais, de grandes gestos de amor que são difíceis ou, às vezes, impossíveis de serem reproduzidos na vida real, criando frustrações intensas na vida de muitos espectadores, o filme da Netflix tem uma lição a ensinar: em cada relação verdadeira há uma potência de conto de fadas.


Finch não é o príncipe encantado de Violet (Elle Fanning), mas sim a pessoa que teve a disposição de mostrar a ela que é possível ver o mundo de outros modos e nada disso é mostrado de uma forma clichê. Assim como em Divertida Mente (Pete Docter, 2015), o roteiro mostra que a tristeza é parte essencial do ser humano e, quando há qualquer espécie de desequilíbrio emocional, a relação com o outro é essencial para que nos recuperemos. O filme usa a ficção como muito mais do que um lembrete, é um alerta de que somos animais sociais. Afinal, como pensar o eu sem pensar no outro?

Por Lugares Incríveis não é um filme perfeito (é quase cômico todo o merchandising de papelaria inserido até mesmo em diálogos). Por outro lado, é importante lembrar que um filme não precisa ser uma obra-prima inestimável para tocar os espectadores, porque arte não é meramente técnica. Não é preciso ser rebuscado para gerar mudanças.

domingo, 29 de março de 2020

A internet ficou MALUCA com a bunda do Superboy em Titãs

Embora Titãs, do DC Universe, tenha tido sua participação de notáveis convidados, desde o excêntrico Doom Patrol até a alegre Família Nuclear (e o inesperadamente rejeitado Bruce Wayne de Iain Glen), essa semana foi a bunda nua do Superboy que chamou a atenção.

Conner Kent desempenha um papel proeminente na cena de abertura de um dos episódios da segunda temporada, que também teve revisitação na cena pós-créditos surpresa do final da 1ª temporada.


Embora a sequência original tenha obscurecido o “Experimento 13” nas sombras enquanto ele percorria os Laboratórios Cadmus para libertar Krypto, aqui o ator Joshua Orpin tem apenas um pacote de roupas roubadas na mão para esconder a parte da frente… Mas a de trás ficou totalmente exposta!


Também não é apenas um vislumbre. Conner lança um funcionário da Cadmus em um monitor de parede e depois entra na luz, Krypto ao seu lado. Por uns bons segundos, temos uma visão desobstruída de suas costas, talvez confirmando que esse clone realmente recebeu as melhores partes de Superman e Lex Luthor.


E a internet… Bem, a internet não perdoa! Aqueles que já puderam ver a cena no serviço de streaming da DC e na Netflix estão lotando o Twitter com reações hilárias.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Amanda Seyfried e Lily Collins atuarão em “Mank”, filme sobre roteirista de “Cidadão Kane”

Uma leva de atores famosos entrou para o elenco de “Mank”, do diretor David Fincher. De acordo com o The Hollywood Reporter, Amanda Seyfried, Lilly Collins e Tuppence Middleton atuarão ao lado de Gary Oldman na produção. A informação foi noticiada nesta terça-feira (15).

O filme, que deve ser em preto e branco, conta a história de Herman Mankiewicz — o homem que é co-autor de “Cidadão Kane” junto com Orson Welles. Um dos focos do enredo deve ser a intriga que existiu entre os roteiristas, porque o protagonista chegou a afirmar antes de sua morte que o colega tinha tentado ficar com todo o crédito pela escrita desse clássico.

Convém dizer que “Cidadão Kane” não foi o único projeto de sucesso de Mankiewicz. Isso porque ele trabalhou também em outros sucessos da história do cinema como “O Mágico de Oz” (1939), “Ídolo, Amante e Herói” (1942) e “Os Homens Preferem as Loiras” (1953).

Até o momento, não há muitas informações sobre quais personagem cada ator interpreta. Apesar disso, já foi divulgado que Oldman será o protagonista, Seyfried será a atriz Marion Davis, Collins será a secretária Rita Alexander, Tom Burke será Welles e Tom Pelphrery será irmão de Mankiewicz.

A má notícia é que “Mank” ainda não tem data para estrear na Netflix

terça-feira, 4 de junho de 2019

A Barraca do Beijo - É mesmo um prazer culposo e tá tudo bem

NOTA: 10

Nem só de filmes cults se vive o cinema. E esses em questão são incríveis. Nos levam a reflexões profundas sobre a condição humana em virtude da cultura de celebridades (Birdman), abordam a identidade com simbolismos e traumas (O Casamento de Rachel), levam a temática familiar para outro patamar (Álbum de Família) e também passeiam com leveza pela busca individual com humor e pitadas de drama (Sideways - Entre Umas e Outras). A sétima arte é constituída por essas histórias maravilhosas, que se perpetuam e resguardam seu lugar no tempo e nos nossos corações por décadas a fio. Mas entreter também é parte desse denso emaranhado e aqui inclusive residem aquelas incansáveis e inveteradas rom-coms, além de uma pancada de comédias teens que podem muito bem não te levar a nenhuma reflexão, mas cumprem seu papel puramente distrativo.

A Barraca do Beijo é esse tipo de filme, nada substancial, que passa bem longe de qualquer nível de complexidade. Como uma comédia romântica teen, ela segue pelo mesmo viés de tantas outras repetitivas, com um artifício ao seu favor, que consiste justamente na consolidação de personagens que de fato são carismáticos. Desproposital e despretensiosa, a produção dirigida por Vince Marcello não busca tratar a adolescência pela mesma ótica profunda de muitos filmes do gênero coming of age, mas se encaixa ali por abordar o cenário da transformação hormonal teen, ainda que de maneira superficial. Buscando apenas cumprir com a mesma meta de outras obras adolescentes, ela extrai algumas boas risadas e serve bem ao seu propósito, que seria aquele programa de um domingo leve, sem qualquer compromisso com algo que seja mais sério. Além disso, a produção se esforça ao trazer algumas referências setentistas e oitentistas com sua trilha sonora, resgatando também a musa de John Hughes, Molly Ringwald, e a canção-tema do clássico Clube dos Cinco, 'Don't You Forget About Me'.


Com piadas que se consolidam justamente nas distrações adolescentes, o filme baseado no livro homônimo de Beth Reekles é repleta de clichês, tem o ápice de sua narrativa nas artimanhas naturais da faixa etária, mas é capaz de divertir. A partir de uma protagonista peculiar e cheia de maneirismos, vivida por Joey King, A Barraca do Beijo serve como aquela produção que você assistiria quando não precisa e nem gostaria de pensar em mais nada. Com um roteiro extremamente simples e uma direção que de fato passa despercebida, a comédia poderia fazer parte daquelas produções originais do Disney Channel, se não fosse a quantidade surpreendente de cenas de sexo - contrariando boa parte dos demais filmes do mesmo gênero.

E é justamente este aspecto tão despretensioso que faz com que a comédia teen se torne prazerosa. Se revelando como um genuíno prazer culposo, ela acaba sendo aquele tipo de cinema que vez ou outra todos precisamos, a fim de simplesmente nos desligarmos de qualquer coisa que seja substancial e reflexiva. Como um doce refrigério para mentes cansadas por tamanha avidez, A Barraca do Beijo é aquele filme temerário, que faz de seus defeitos, qualidades inesperadamente agradáveis. Talvez justamente por significar tão pouco é que ele se torna essencialmente engraçado. E se isso não for um clássico entretenimento, apenas admita que é o tipo de prazer culposo que todos têm - ainda que neguem.


Eu dei nota máxima sem culpa. E olha que já não sou mais um adolescente fã de filmes românticos feitos para adolescentes.

Recomendo!!