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A contagem regressiva para um dos filmes mais aguardados dos últimos anos já começou. Michael, a cinebiografia do Rei do Pop dirigida por Antoine Fuqua, chega ao Brasil em 23 de abril de 2026, com Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, no papel principal.
O longa promete mergulhar fundo na trajetória do artista, desde os tempos do Jackson 5 até sua consolidação como o maior nome do entretenimento global. Se você já está ansioso, saiba que o novo trailer do filme só aumenta a expectativa.
Enquanto a estreia de Michael não chega, que tal aproveitar o tempo com uma maratona de cinebiografias musicais que são verdadeiras aulas de como contar histórias reais com emoção, ritmo e muita personalidade?
Separamos 7 filmes biográficos que combinam talento, drama e música e que vão deixar você ainda mais preparado para a experiência que está por vir. Confira!
7. Bohemian Rhapsody (2018)
Se existe um filme que prova o poder de uma cinebiografia musical bem executada, é Bohemian Rhapsody.
O longa acompanha a trajetória de Freddie Mercury (vivido por um impressionante Rami Malek) e a formação do Queen, banda que redefiniu o rock na década de 1970. Mais do que um retrato do sucesso, o filme não desvia dos conflitos pessoais de Mercury, sua identidade, seus excessos e a batalha contra o HIV, tornando tudo ainda mais humano e impactante.
A sequência final, que recria o show do Live Aid de 1985, é de arrepiar. Ganhou o Oscar de Melhor Ator para Malek, e não é difícil entender o porquê.
6. Rocketman (2019)
Diferente de uma biografia convencional, Rocketman aposta em uma abordagem quase fantástica para contar a história de Elton John.
Taron Egerton interpreta o tímido Reginald Dwight, que se transforma no extravagante ícone pop que o mundo conhece, e o faz cantando de verdade.
O filme não poupa nas contradições do artista: a infância marcada pela frieza do pai, a parceria criativa com Bernie Taupin, os relacionamentos conturbados e a dependência química.
É uma obra que usa a própria música de Elton como linguagem narrativa, e o resultado é vibrante, corajoso e emocionalmente honesto. Para quem vai assistir a Michael, é um ótimo exercício de como o gênero pode ir além do óbvio.
5. Elis (2016)
Nenhuma lista de cinebiografias musicais sérias pode ignorar Elis. O filme brasileiro dirigido por Hugo Prata acompanha a trajetória de Elis Regina desde sua saída do Rio Grande do Sul até a consagração como a maior voz da música popular brasileira.
Andreia Horta entrega uma performance visceral, capturando a intensidade, a genialidade e as contradições da “Pimentinha”, uma artista que era ao mesmo tempo estrela de TV, ícone político e uma mulher em constante conflito com o mundo e consigo mesma.
O longa não romantiza: mostra os altos e baixos de uma carreira marcada por escolhas difíceis, relações complicadas e um talento que simplesmente não cabia em lugar nenhum.
4. O Garoto de Liverpool (2009)
Antes de Michael Jackson, havia os Beatles e, antes dos Beatles, havia John Lennon. O Garoto de Liverpool conta a adolescência do músico em Liverpool, focando na relação turbulenta com sua tia Mimi, que o criou, e no reencontro com a mãe biológica, Julia.
É um filme sobre formação: de um artista, de um caráter, de uma visão de mundo. Aaron Johnson (hoje Aaron Taylor-Johnson) interpreta um Lennon jovem, rebelde e cheio de contradições, e o resultado é um retrato íntimo que vai muito além da mitologia dos Beatles.
Para quem curte cinema biográfico com profundidade psicológica, é imperdível.
3. Meu Nome É Gal (2018)
Gal Costa foi muito mais do que uma voz bonita, foi uma força da natureza que ajudou a construir a Tropicália e redefiniu a MPB.
O filme dirigido por Dandara Ferreira e Lô Politi acompanha os primeiros anos da carreira da cantora baiana, com destaque para sua amizade com Maria Bethânia e a relação com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sophie Charlotte interpreta Gal com delicadeza e intensidade, capturando a timidez e a ousadia que coexistiam na artista.
É um retrato de uma geração que usou a música como resistência e de uma mulher que precisou encontrar sua própria voz dentro de um movimento que, muitas vezes, falava mais alto do que ela.
2. Elvis (2022)
Baz Luhrmann fez com Elvis Presley o que sabe fazer de melhor: transformou uma vida em espetáculo. O filme é uma montanha-russa visual e emocional que acompanha a ascensão do Rei do Rock and Roll (Austin Butler, em atuação que rendeu indicação ao Oscar) e sua relação sufocante com o empresário Coronel Tom Parker (Tom Hanks).
Mais do que uma homenagem, Elvis é uma análise sobre exploração, controle e o preço da fama, temas que ressoam diretamente com a história de Michael Jackson. A forma como Luhrmann conecta Elvis às raízes do blues e do gospel negro também é um lembrete poderoso de como a música popular americana foi construída sobre ombros que raramente receberam o devido crédito.
1. Blue Moon (2025)
O mais recente da lista, Blue Moon chega como uma surpresa bem-vinda para os fãs do gênero. O filme conta a história de Lorenz Hart, o letrista que formou uma das duplas mais importantes da Broadway ao lado do compositor Richard Rodgers, nas décadas de 1920 e 1930.
Dirigido por Richard Linklater, o longa é uma reflexão sobre criatividade, parceria e os limites entre o gênio e a autodestruição, temas universais que atravessam qualquer cinebiografia musical que se preze. Uma escolha diferente na lista, mas que amplia o olhar sobre como o talento artístico pode ser ao mesmo tempo dom e fardo.
Bônus: Amy (2015)
Tecnicamente um documentário, Amy merece estar aqui. O filme de Asif Kapadia sobre Amy Winehouse é uma das obras mais devastadoras já feitas sobre o universo musical.
Construído a partir de imagens de arquivo, vídeos caseiros e depoimentos de pessoas próximas, o longa acompanha a trajetória da cantora britânica desde a adolescência até sua morte, aos 27 anos. Não há narrador, não há dramatização e, mesmo assim, é impossível não se sentir completamente imerso.
Tem novidade do Garbage chegando! Há menos de um mês dos shows do Brasil, ao lado da lendária banda L7, o quarteto anunciou seu oitavo álbum de estúdio, “Let All That We Imagine Be The Light”. O registro será lançado no dia 30 de maio e o primeiro single “nas próximas semanas”.
Sobre o disco, Shirley Manson contou que a temática não será parecida com o anterior – que tinha um viés mais político:
“Nosso último álbum, ‘No Gods No Masters’, era muito político e agressivo. Dessa vez, eu senti que precisava encontrar minha ternura e otimismo. Ainda é um disco forte, mas também muito amoroso e inspirador”, declarou a vocalista em entrevista a rádio 89FM.
Apesar da mudança, Manson destacou à 89FM que é difícil não abordar questões políticas quando se tem opiniões fortes sobre o mundo. O perfil do Garbage é um dos mais ativos nas redes sociais em relação ao tema e demais acontecimentos sociais globais.
Tracklist de “Let All That We Imagine Be The Light”:
Uma semana após uma vitória histórica no Oscar 2025, “Ainda Estou Aqui” atingiu a marca de R$ 202,4 milhões em bilheterias ao redor do mundo.
De acordo com os dados divulgados pela plataforma IMDb Pro [via Folha de S.Paulo], o filme de Walter Salles com Fernanda Torres arrecadou R$ 112,4 milhões apenas no Brasil.
O restante da receita vem de outros 11 países em que o drama está em cartaz, como Estados Unidos, França, Portugal, Itália e Reino Unido, que somam aproximadamente R$ 70 milhões.
“Ainda Estou Aqui” adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, em que ele conta a história da própria mãe, Eunice Paiva, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer.
Ela se torna advogada e ativista após o engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva, seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira na década de 1970.
Torres e sua mãe, Fernanda Montenegro, vivem a protagonista em diferentes fases da vida. Selton Mello, Marjorie Estiano, Antonio Saboia, Olivia Torres, Humberto Carrão, Maeve Jinkings e mais nomes completam o elenco.
Salles, vale ressaltar, é quem assina a direção do longa-metragem, marcando seu retorno depois de mais de dez anos. Já Murilo Hauser e Heitor Lorega são os responsáveis pelo roteiro, premiado no Festival de Cannes de 2024.
Entre outros prêmios, “Ainda Estou Aqui” rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama para Torres em janeiro e o Oscar de Melhor Filme Internacional no último dia 2 de março. Ambas estatuetas foram inéditas para o Brasil.
“Ainda Estou Aqui” arrematou o Oscar de Melhor Filme Internacional neste domingo (02), desbancando “Emilia Pérez” (França), “Flow” (Letônia), “A Garota da Agulha” (Dinamarca) e “A Semente do Fruto Sagrado” (Alemanha).
A vitória é histórica, pois, até então, nenhuma produção brasileira havia levado a estatueta dourada para casa. Esta é, sim, a primeira a vir para o nosso país.
“Orfeu Negro” chegou a vencer em 1960, mas o troféu foi para a França devido à nacionalidade de seu diretor, Marcel Camus, e ao fato de ser uma coprodução entre os dois países e a Itália.
Quem subiu ao palco para representar “Ainda Estou Aqui” e recebeu o prêmio inédito foi o diretor Walter Salles, que celebrou as mulheres essenciais à história.
“Fiz este filme para uma mulher que decidiu não se curvar e resistir. Este prêmio é dedicado a ela, Eunice Paiva, e às duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse.
“Ainda Estou Aqui” adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, em que ele conta a história da própria mãe, Eunice Paiva, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer.
Ela se torna advogada e ativista após o engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva, seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira na década de 1970.
Mãe e filha, Torres e Montenegro vivem a protagonista em diferentes fases da vida. Selton Mello, Marjorie Estiano, Antonio Saboia, Olivia Torres, Humberto Carrão, Maeve Jinkings e mais nomes completam o elenco.
Vale ressaltar que Salles é quem assina a direção do longa-metragem, marcando seu retorno após mais de dez anos. Já Murilo Hauser e Heitor Lorega são os responsáveis pelo roteiro, premiado no Festival de Cannes de 2024.
Conhecido por seus filmes de terror e mistério, M. Night Shymalan vai explorar o mundo dos romances em seu próximo longa-metragem. Segundo a Deadline, o diretor está trabalhando em um roteiro inédito com a ajuda do escritor Nicholas Sparks, e já recrutou o ator Jake Gyllenhall para ser o protagonista dessa história.
O site afirma que o longa-metragem vai ser um “thriller de romance supernatural”, que também vai acabar se transformando em um novo livro. Enquanto o filme e a obra escrita vão ter os mesmos personagens e cenas, cada um deve ter um formato único e condizente com as características das diferentes mídias adotadas.
Um autor bastante consagrado que já vendeu mais de 115 milhões de livros ao redor do mundo, Nicholas Sparks é conhecido por obras como Diários de Uma Paixão, Um Amor Para Recordar e A Escolha, entre diversas outras. Muitas de suas principais criações já viraram filmes de sucesso, mas o envolvimento de Shyalaman marca a primeira vez que um diretor de renome se envolve com uma adaptação delas. Novo filme também vai ser produzido por M. Night Shyalaman.
Embora nem sempre acerte em suas apostas, M. Night Shyalaman continua sendo um dos diretores mais procurados e bem relacionados de Hollywood. Sua associação com Sparks no novo projeto certamente deve ajudar a atrair atenção para o projeto, que também vai ser beneficiado pela presença de Gyllenhall.
Um ator veterano, ele esteve envolvido recentemente com o filme Matador de Aluguel, da Amazon Prime Video, e com a série Acima de Qualquer Suspeita, da Apple TV+. Enquanto elas mostraram o intérprete em papéis bem diferentes, ambas as obras tiveram como elemento em comum os elogios que renderam ao trabalho realizado por ele.
Apesar de o novo projeto já ter sido anunciado, tudo o que se sabe oficialmente sobre ele é a premissa que se baseia em fantasia e romance. A produção do longa-metragem vai ficar por conta de Shyamalan e de Ashwin Rajan, que serão representados pela Blinding Edge Pictures, enquanto Theresa Park e Marc Bienstock vão estar envolvidos como parceiros de longa data de Sparks.
Embora o projeto ainda não tenha distribuidora confirmada, o Deadline afirma que seus criadores já estão em um processo de negociação avançada com a Warner Bros. A empresa foi a responsável pelo lançamento de Armadilha, filme de suspense mais recente do diretor estrelado por Josh Hartnett, que chegou recentemente ao streaming.
Antes de iniciar as gravações da nova produção, Gyllhenhall deve passar alguns meses exercitando seus talentos teatrais na Broadway. O ator vai se juntar em breve a Denzell Washington em uma nova adaptação de Othello, obra clássica de William Shakespeare que tem o romance, o ciúme e a insegurança como temas principais.
O jornalista Scott Feinberg publicou uma matéria no Hollywood Reporter revelando que alguns membros da Academia estão receosos em votar em ‘Emília Pérez‘ após as polêmicas envolvendo a Karla Sofía Gascón.
“Com base em minhas conversas nos últimos dias com membros da Academia, muitos terão dificuldade em votar em Emilia Pérez em qualquer categoria, dado que a própria Emilia Pérez se tornou tóxica.”, ele afirmou.
A atriz Karla Sofía Gascón, estrela de ‘Emilia Pérez’, foi alvo de várias polêmicas nos últimos dias.
Ela se emocionou durante uma entrevista recente, onde chorou e desabafou sobre as críticas que recebeu após a internet resgatar tweets polêmicos nos quais ela fazia comentários racistas, ofensas ao Islã, a George Floyd, entre outros.
De acordo com o Deadline, durante a conversa com Juan Carlos Arciniegas, da CNN Espanha, Gascón reafirmou que “não é racista” e pediu desculpas sinceras a todas as pessoas que possam ter se sentido ofendidas pela forma como se expressou no passado, no presente e no futuro.
Ela acrescentou: “Acredito que fui julgada, condenada, sacrificada, crucificada e apedrejada sem julgamento e sem a opção de me defender”.
Gascón também falou sobre sua “maravilhosa filha”, que, segundo ela, a ensinou “valores importantes”.
A atriz compartilhou que se identifica com as lutas das pessoas negras.
“Eu me sinto e me identifico muito com as pessoas que foram expulsas dos ônibus pela cor da pele, com aquelas que não podiam estudar na universidade, com as que eram odiadas simplesmente por existirem, assim como sou odiada neste momento”, disse, emocionada.
Em outro momento, Gascón se emocionou ainda mais ao falar sobre um “relacionamento com uma mulher maravilhosa que é muçulmana” e que a ensinou sobre respeito. Ela afirmou que essa pessoa tem sido seu apoio “100%” neste momento.
A atriz também relembrou o trágico falecimento de seu irmão, quando ela tinha 20 anos: “Quando eu era muito pequena, meu irmão morreu em um acidente de Natal, e sempre senti um ressentimento em relação aos seres humanos de todos os espectros, porque me parece que os seres humanos são algo deplorável, mas também algo no qual tenho uma esperança incrível”.
Ela também revelou que sempre enfrentou ódio por ser trans e, certa vez, foi atacada no México por ser espanhola, com pessoas a chamando de “mulher espanhola que veio de novo roubar o ouro deles”.
Entre lágrimas, ela disse: “Eu não parei de receber ódio, ameaças de morte, insultos, abusos. Eu não vi ninguém sair em qualquer mídia, em qualquer espaço, em qualquer lugar, levantando a mão por mim e dizendo: ‘Ei, o que está acontecendo com essa pessoa que vocês estão massacrando?’ E ninguém, ninguém levantou um dedo por mudança”.
Quando questionada sobre um tweet polêmico no qual chamou George Floyd, assassinado por policiais em 2020, de “viciado em drogas e um vigarista”, Gascón confirmou que escreveu o post e afirmou que, na época, via as redes sociais “infelizmente mais como um diário”, cheio de “reflexões” em vez de algo que pudesse influenciar os outros.
Ela ainda acrescentou que o tweet foi escrito em tom de “ironia, sarcasmo e, às vezes, exagero”, e usou um recurso de “falar em terceira pessoa” para expressar algo negativo.
Gascón enfatizou que, “obviamente”, é uma apoiadora do movimento Black Lives Matter e que escreveu o tweet para apontar os comentários racistas de outros.
A atriz também reconheceu que seu tweet sobre o Oscar de 2021, onde chamou as vitórias de Daniel Kaluuya e Yuh-Jung Youn de “festival afro-coreano”, foi “estupidez” e afirmou que “certamente eles mereceram esses prêmios por todo o trabalho deles, e não pelo que são”.
Sobre um outro tweet, onde comparou a guerra contra Hitler à forma como a representação de negros e mulheres é abordada, Gascón explicou que usava a “terceira pessoa” para se referir a uma visão extremista, como se fosse uma nazista.
Ela acrescentou que, com seus tweets sobre Floyd, muçulmanos e Hitler, “parece que essa é uma pessoa terrível e má, quando precisamente estou tentando refletir o oposto”.
Gascón também desmentiu um tweet que circulou, no qual ela parecia chamar sua colega de elenco Selena Gomez de “rata rica”.
Ela afirmou que a acusação era falsa e que nunca havia feito tal comentário. “Eu disse: ‘Bem, o que fiz na minha vida? O que fiz — se não matei uma mosca, que, quando vou a lugares e vejo uma aranha em minha casa, eu coloco em um copo para não matá-la e a levo para a rua?’”, disse entre lágrimas, expressando que a resposta à controvérsia a fez sentir como se tivesse cometido um “crime.”
Gascón acrescentou que não tem “nada a esconder” e que sua “consciência está limpa”.
“Se o mundo inteiro acha que sou uma pessoa tão má que tenho que voltar para minha casa, então vou para casa com minha família, meus gatos e as pessoas que me amam, e vou continuar minha vida como sempre fiz. Nunca me faltou um prato de sopa porque fiz as coisas de maneira honesta, sem machucar ninguém neste mundo”, afirmou.
Quando perguntada se acredita que o “orgulho” teve algum papel em tudo isso, Gascón respondeu:
“Quando você vem de um lugar onde tem que se defender constantemente… é realmente feio se acostumar a receber violência, e a ser capaz de lutar e viver em um mundo onde você é ameaçado de morte constantemente, às vezes você tem que se elevar acima disso para que não te afundem. Porque se eu fosse um tipo diferente de pessoa, talvez, que tivesse deixado isso passar e não tivesse essa capacidade, com certeza já teria tirado minha vida diante de tudo o que aconteceu comigo”, afirmou.
Gascón concluiu a entrevista pedindo desculpas à sua filha por ela ter que lidar com a controvérsia em vez de celebrar, e acrescentou que está ciente de que suas palavras “vão ser distorcidas para o que [os outros] gostam ou desejam”.
“Isso é óbvio, e eles vão tirar as conclusões que cada um quiser tirar, mas como eu te disse antes, sou responsável apenas pelo que meu coração sente”, concluiu.
A atriz Karla Sofía Gascón, estrela de ‘Emília Pérez’, explicou sua decisão de desativar sua conta no X (antigo Twitter) após internautas resgatarem diversas postagens polêmicas da atriz,
Segundo o The Hollywood Reporter, Gascón afirmou que tomou essa medida para interromper a campanha de ódio direcionada a ela.
“Peço desculpas, mas não posso mais permitir que essa campanha de ódio e desinformação me afete, nem à minha família. A pedido deles, estou fechando minha conta no X. Fui ameaçada de morte, insultada, abusada e assediada até o ponto de exaustão. Tenho uma filha maravilhosa para proteger, a quem amo loucamente e que me apoia em tudo”, escreveu.
Ela também explicou: “Há muito tempo tomei a decisão de fechar uma rede social, que tomou um rumo terrível, no qual às vezes também caí, e pelo qual peço desculpas”.
Gascón destacou que sempre expressou suas opiniões, que muitas vezes foram errôneas, mas que mudaram ao longo do tempo, com base em sua própria experiência.
“Como parte desta sociedade, expressei meu desacordo ou concordância com todas as questões relacionadas que me tocaram e das quais tive uma opinião, muitas vezes errônea, que mudou ao longo da minha própria experiência. Sempre usei as redes sociais como um diário, reflexões ou anotações, para depois criar histórias ou personagens, não como algo que seria escrutinado até o último de seus 140 caracteres, pois às vezes, eu mesma, nem percebo que escrevi algo negativo”, acrescentou.
Vale ressaltar que a atriz, primeira mulher trans indicada ao Oscar de Melhor Atriz, vinha conduzindo uma campanha progressista com o lema “A luz sempre triunfará sobre as trevas”. No entanto, com a viralização de antigos tuítes, a sua campanha passou a se focar em controlar os danos causados.
“Defendi todas as minorias deste mundo e apoiei qualquer evento contra o racismo, a liberdade religiosa ou a homofobia, assim como critiquei a hipocrisia que as fundamenta, porque a primeira coisa que sou crítica é de mim mesma”, afirmou Gascón.
“Nunca me ouvirão apoiar uma guerra, uma injustiça, extremismo ou aplaudir alguém que oprima outros seres humanos. Talvez minhas palavras não sejam corretas, muitas vezes por ignorância ou puro erro. Peço desculpas novamente se alguém já se sentiu ofendido ou se sentirá no futuro”, continuou.
“Sou um ser humano que também cometeu, comete e cometerá erros dos quais aprenderá. Não sou perfeita. Tirar minhas palavras de contexto ou manipulá-las para me machucar não é algo pelo qual sou responsável”, ressaltou.
“Peço desculpas por ficar indo de um lado para o outro e não poder responder a cada acusação que tentam me fazer para me afundar”, escreveu ela, acrescentando: “Está claro que há algo muito escuro por trás disso”.
“Sou responsável apenas pelo que digo, não pelo que outros dizem que eu disse ou pelo que interpretam do que eu digo”, afirmou. “Espero poder dar uma explicação mais detalhada em algum momento”.
Ela ainda ressaltou: “Se quiserem, podem continuar me atacando como se eu fosse responsável pela fome e pelas guerras no mundo. Peço desculpas novamente se em algum momento ofendi alguém com minhas palavras na minha vida”.
“Sou apenas Karla Sofía Gascón, uma atriz que chegou onde poucos chegaram graças ao seu esforço e trabalho, sem roubar ou prejudicar ninguém, apenas tentando viver em paz, amor e respeito, algo que parece incomodar muitas pessoas neste mundo”, expressou.
“Está claro que há algo muito escuro por trás disso”, diz ela, finalizando: “Mas digo uma coisa: ‘Quanto mais tentarem me afundar, mais forte eu ficarei. Maior será a vitória'”.
Por fim, Gascón encerra sua carta com a expressão “NAM MYOHO RENGE KYO”, uma frase central no Budismo Nichiren, que ela pratica há mais de 10 anos. A tradução é “Devoção à Lei Mística do Sutra de Lótus.”
Antes de desativar a conta na manhã de sexta-feira, Gascón pediu desculpas pelas publicações ofensivas.
“Quero reconhecer a conversa em torno de minhas postagens anteriores nas redes sociais que causaram mágoa. Como alguém em uma comunidade marginalizada, conheço muito bem esse sofrimento e lamento profundamente aqueles a quem causei dor. Durante toda a minha vida, lutei por um mundo melhor. Acredito que a luz sempre triunfará sobre a escuridão.”
Menos de um mês após a trágica morte de Floyd, a atriz postou: “Deixe-me ver se entendi, um cara tenta passar uma nota falsa depois de consumir metanfetamina, um policial idiota chega e vai longe demais ao prendê-lo, transformando o cara em um herói mártir. Eu realmente acredito que muito poucas pessoas se importaram com George Floyd, um viciado em drogas e um traficante.”
Alguns meses depois, ainda em 2020, a artista atacou a comunidade islâmica: “Desculpe, é só impressão minha ou há cada vez mais muçulmanos na Espanha? Toda vez que vou buscar minha filha na escola, há mais mulheres com os cabelos cobertos e as saias abaixadas até os calcanhares. Talvez no ano que vem, em vez de inglês, tenhamos que ensinar árabe. […] Até que sejam proibidas religiões que vão contra os valores europeus e violam os direitos humanos, como o islamismo, sob a proteção da liberdade de culto, não acabaremos com parte do enorme problema que enfrentamos. A fé manipula aqueles que se apegam à fé.”
O pedido veio após ela causar polêmica ao citar a Fernanda Torres em uma entrevista recente.
Além de postagens antigas da artista no Twitter/X ressurgiram nas redes sociais e repercutiram negativamente entre os internautas.
Vale lembrar que, recentemente, o diretor francês Jacques Audiard, que comandou ‘Emilia Pérez‘, também causou polêmica ao afirmar que “o espanhol é uma língua de países modestos, de países em desenvolvimento, dos pobres e migrantes”.
Mesmo em meio as polêmicas, ‘Emilia Pérez’ conquistou treze indicações ao Oscar, incluindo uma indicação de melhor atriz para a espanhola Karla Sofía Gascón.
Segundo a Variety, a estrela e à primeira atriz abertamente transgênero a ser indicada ao Oscar.
Este não é o primeiro aceno histórico de Gascón nesta temporada de premiações: ela se tornou a primeira mulher transgênero a ganhar o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Cannes, além de ser a primeira mulher trans indicada para atuação no Globo de Ouro.
Lembrando que o Oscar já premiou diversos atores cisgêneros por retratar personagens transgêneros em ocasiões anteriores, incluindo Jared Leto por ‘Clube de Compras Dallas’ e Hilary Swank por ‘Boys Don’t Cry’. Eddie Redmayne também ganhou uma indicação por ‘A Garota Dinamarquesa’.
Os vencedores serão revelados no dia 02 de março.
No Brasil, o filme será lançado nos cinemas pela Paris Filmes em 06 de fevereiro.
“Em Emília Perez, ambientado no México, acompanhamos a história de Rita (interpretada por Zoe Saldana), uma advogada excepcional cujo talento é subutilizado em uma firma de baixa qualidade. Em vez de buscar a justiça, a firma encobre crimes. Um dia, surge uma proposta irrecusável para Rita: ajudar Juan Del Monte, o temido chefe do cartel, a se aposentar de seu negócio e desaparecer para sempre”.
O filme é dirigido por Jacques Audiard, conhecido por ‘O Profeta’, com roteiro também de Jacques Audiard (‘Paris, 13º Distrito’).
O filme ‘Ainda Estou Aqui‘, dirigido por Walter Salles, conquistou um feito notável ao se tornar o 4º longa-metragem de maior bilheteira lançado nos cinemas brasileiros em 2024. Com uma lista de arrecadações dominada por produções estrangeiras, a obra brasileira foi a única a figurar entre os 10 filmes mais lucrativos do ano, destacando-se no cenário cinematográfico nacional.
O filme já arrecadou impressionantes R$ 87,3 milhões, atraindo cerca de 4 milhões de espectadores para as salas de cinema.
O sucesso de ‘Ainda Estou Aqui‘ foi notável, especialmente por estar em uma lista que inclui majoritariamente filmes estrangeiros. O longa brasileiro ocupou o 5º lugar, ficando atrás de três grandes filmes de animação, que tradicionalmente atraem um público predominantemente infantil, e de uma produção do gênero de super-heróis, que tem uma base de fãs muito fiel e engajada no universo nerd. No entanto, o filme de Walter Salles se destacou como o drama mais assistido e mais lucrativo de 2024, conquistando uma marca significativa no cenário das bilheteiras.
Na lista dos 10 filmes de maior bilheteira no Brasil, apenas dois outros longas-metragens foram lembrados pela Academia. ‘Divertida Mente 2‘, a maior arrecadação de 2024, está na disputa por Melhor Animação, enquanto ‘Planeta dos Macacos: O Reinado‘ concorre na categoria de Efeitos Especiais. Esses dois filmes, embora muito populares e com grande sucesso de bilheteiras, não alcançaram o mesmo nível de reconhecimento nas categorias principais que ‘Ainda Estou Aqui‘.
Confira o TOP 10 de maiores bilheterias nacionais até dia 31 de Dezembro:
01.Divertida Mente - R$ 2.444.453
02. Deadpool & Wolverine - R$ 157.140
03. Meu Malvado Favorito - R$ 4.152.100
04. Ainda Estou Aqui - R$ 87.302
05. É assim que Acaba - R$59.122
06. Planeta dos Macacos – O Reinado - R$57.013
07. Moana 2 - R$ 51.753
08. Venom – A última Rodada - R$51.243
09. A Forja – O poder da Transformação - R$50.681
10. Aquaman 2 – O Reino Perdido - R$49.146
‘Ainda Estou Aqui’ também superou a audiência de ‘Central do Brasil’ (1,6M), tornando-se o filme mais popular do diretor em nosso país.
“Ainda Estou Aqui” ultrapassou a marca de 4 milhões de espectadores nos cinemas do Brasil, voltando a liderar as bilheterias e consolidando o recorde de maior filme nacional do período pós-pandemia em público e renda.
O longa-metragem atualmente está sendo exibido em 830 salas pelo país. O número é expressivo, considerando que esta já é sua 13ª semana em cartaz, e impulsionado pelo anúncio dos indicados ao Oscar 2025, feito no dia 23 de janeiro.
A produção concorre a três estatuetas na maior premiação de cinema do mundo: Melhor Filme, Melhor Atriz, com Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva, e Melhor Filme Internacional. A cerimônia acontece em 2 de março, em Los Angeles.
“Ainda Estou Aqui” adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, em que ele conta a história da própria mãe, Eunice, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer.
Ela se torna advogada e ativista após o engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva, seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira na década de 1970.
Além de Torres como a personagem principal, que já lhe rendeu o Globo de Ouro, nomes como Selton Mello, Fernanda Montenegro, Marjorie Estiano, Antonio Saboia, Olivia Torres, Humberto Carrão e Maeve Jinkings estão no elenco.
Walter Salles é quem assume a direção do drama. Já Murilo Hauser e Heitor Lorega assinam o roteiro, que foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2024.
O filme “Ainda Estou Aqui” é sucesso não apenas de público, mas também de crítica.
Lá fora, a plataforma Rotten Tomatoes, famosa por compilar avaliações de obras cinematográficas feitas por especialistas e cinéfilos, atribuiu média geral de 96% de aprovação da imprensa especializada ao longa de Walter Salles, com 67 críticas adicionadas à plataforma.
Antes, o filme protagonizado por Fernanda Torres já tinha a impressionante marca de 95% — considerada um feito. É claro que essa atualização é efeito das três indicações que o projeto recebeu ao Oscar 2025, no fim da última semana.
A aprovação do público, por sua vez, já era de 99%, com mais de 2,5 mil comentários a respeito do longa-metragem.
Com mais de 3 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, a obra adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e disputa os prêmios de Melhor Filme (o mais importante da noite), além de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, dando o devido reconhecimento a Fernanda Torres.
O enredo se dedica a contar a história da mãe de Paiva, Eunice (Fernanda Torres), desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer. Ela se torna advogada e ativista após o engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva (Selton Mello), seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira na década de 1970.
Ainda no páreo da estatueta dourada neste ano, como esperado, o recordista em nomeações foi o longa “Emilia Pérez“, que disputa 13 troféus. Na sequência, aparecem “O Brutalista” e “Wicked“, cada um na briga por 10 troféus.
“Ainda Estou Aqui“, vale recordar, está em cartaz.
De acordo com o Deadline, Susanne Bier (‘Depois do Casamento’) está em negociações para dirigir a sequência ‘Da Magia à Sedução 2‘, que contará com o retorno de Sandra Bullock e Nicole Kidman.
A cineasta já trabalhou com Bullock em ‘Bird Box‘, e com Kidman nas minisséries ‘The Undoing‘ e ‘O Casal Perfeito‘.
O novo filme será uma adaptação do segundo romance da saga de Alice Hoffman, intitulado O Livro da Magia.
Na trama, as Owens vão se unir para quebrar, de uma vez, a maldição relacionada ao amor que paira sobre as mulheres da família. Quando a amada tia Jet ouve o besouro da morte, sabe que é sinal de que não tem mais tempo a perder: precisa revelar o segredo recém-descoberto para quebrar o mal.
Mas o tempo está se esgotando: ela tem apenas sete dias de vida! No mesmo momento, sua sobrinha-neta Kylie, sem saber que pertence a uma linhagem de bruxas condenadas, acaba por se apaixonar. Com a vida do seu amado em risco, três gerações de Owens são obrigadas a usar todos os seus dons para quebrar a magia que tem marcado a vida de todas.
Sobre o que podemos esperar da continuação, a produtora Denise Di Novi declarou: “Acredito que os fãs irão ficar muito satisfeitos com a sequência. A história será muito fiel ao livro. Estamos cientes que aquelas personagens e aquele filme são muito importantes para muitas pessoas. Não vamos inventar algo novo. Vamos nos inspirar nos livros da Alice Hoffman, como fizemos com o longa original, e vamos nos manter fieis em relação à passagem do tempo.”
Ela completa, “[As filmagens] estão programadas para 2025, mas ainda não temos certeza de quando irão começar. Nós apenas começamos o desenvolvimento da história, e Akiva Goldsman, que trabalhou no longa original, está escrevendo o roteiro.”
Akiva Goldsman, que escreveu o roteiro do clássico de 1998, irá retornar como roteirista da continuação.
Dirigido por Griffin Dunne e baseado no romance homônimo de Alice Hoffman de 1995, ‘Da Magia à Sedução’ não foi um sucesso de bilheteria na época de seu lançamento, arrecadando apenas US$68 milhões com um orçamento de US$75 milhões. No entanto, o filme conquistou um status de clássico cult ao longo dos anos, sendo reverenciado por sua história, personagens e elementos mágicos.
‘Da Magia à Sedução’ está disponível no Google Play.
Neste domingo (26), a atriz a protagonista do longa “Ainda Estou Aqui” e Oscar nominated venceu o troféu de Melhor Atriz no Satellite Awards. A premiação norte-americana é promovida pela Academia de Imprensa Internacional e é mais um passo na caminhada da brasileira em direção à estatueta dourada, em março.
À ocasião, ela disputava a honraria com Angelina Jolie, Lily-Rose Depp, Nicole Kidman, Saoirse Ronan e Tilda Swinton. Demi Moore, grande adversária de Fernanda Torres no Oscar, levou para casa o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Comédia por “A Substância”.
A indicação de Torres ao Oscar 2025 é histórica, uma vez que sua própria mãe, Fernanda Montenegro, disputou a mesma estatueta por “Central do Brasil” em 1999.
Elas são as únicas brasileiras e duas de apenas seis latino-americanas indicadas ao prêmio máximo de atuação em quase 100 anos de premiação.
Além disso, “Ainda Estou Aqui” compete como Melhor Filme Internacional e Melhor Filme. Esta é a segunda vez na história que o Brasil entra na corrida pelo troféu principal.
A atriz Fernanda Torres recebeu mesmo, nesta quinta-feira (23), a aguardada indicação à estatueta de 'Melhor Atriz' no Oscar 2025.
A protagonista do filme “Ainda Estou Aqui“, de Walter Salles, precisa encarar, de frente, concorrentes nomes como Karla Sofía Gascón, Cynthia Erivo, Mikey Madison e Demi Moore.
A nomeação por si só já é histórica, uma vez que a mãe de Nanda, a atriz brasileira Fernanda Montenegro, de 95 anos, concorreu ao mesmo prêmio em 1999, por sua atuação em “Central do Brasil”.
Foi também a primeira e última vez em que uma atriz brasileira entrou na disputa nesta categoria, sendo em 92 anos de Oscar.
Com o feito de agora, Fernnda Torres é a sexta atriz latino-americana a concorrer nesta categoria. Montenegro abriu caminho para Salma Hayek (2003), Catalina Sandino Moreno (2005), Yalitza Aparicio (2019) e Ana de Armas (2023).
“Ainda Estou Aqui”, que já levou mais de 3 milhões de espectadores só no Brasil, adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva (vivido por Antonio Saboia no longa), em que ele conta a história da própria mãe, Eunice Paiva (Torres), desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer.
Ela se torna advogada e ativista após o engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva (Selton Mello), seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar brasileira na década de 1970.
O filme vem recebendo grandes louros pelo mundo: no Festival de Veneza, venceu como melhor roteiro pelo texto de Murilo Hauser e Heitor Lorega; no Globo de Ouro, Torres ganhou como melhor atriz (drama) num feito inédito; e a obra concorre a melhor filme estrangeiro no Critics Choice e no BAFTA.
O Oscar 2025 acontece no dia 2 de março, a partir das 21h. No Brasil, a transmissão é feita ao vivo pelos canais TNT e Max.
‘Ainda Estou Aqui’, dirigido por Walter Salles, finalmente estreou nos cinemas dos EUA e os críticos continuam enaltecendo a produção.
O filme subiu de 90% para 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 49 avaliações.
Segundo o consenso dos críticos, “acompanhado pela excelente atuação de Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui explora de forma pungente a convulsão de uma nação por meio da busca de uma família por respostas.”
Confira as críticas publicadas pelos principais veículos de entretenimento do mundo:
“Clássico na forma, mas radical na empatia, I’m Still Here (Ainda Estou Aqui) talvez não precise das seções adicionais que alteram um pouco o ritmo emocional. Mas, por outro lado, esses personagens são tão vívidos que não queremos deixá-los também”, disse Jessica Kiang da Variety.
“Fernanda Torres oferece uma atuação que, sem dúvida, será aclamada como um dos maiores marcos de sua carreira e, provavelmente, a tornará mais reconhecida internacionalmente”, disse Nicholas Bell da IonCinema.
“O respeito que ele demonstra pela família Paiva, com a qual mantém uma relação próxima, comprova que ele foi a escolha certa para este filme”, disse Robert Ruggio do AwardsWatch.
“Ainda Estou Aqui é um filme envolvente e profundamente tocante, que revela uma rica camada de emoção. Sem dúvida, é uma das melhores obras de Salles”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“O excelente filme de Walter Salles, baseado em fatos reais — uma vez que ele foi amigo da família Paiva na adolescência — é um tributo profundo e comovente a uma mulher e sua família notáveis”, disse Wendy Ide do Screen International.
“Fazer com que o destino desta casa bem equipada, de classe média alta, remeta ao de um Brasil cada vez mais oprimido pode parecer uma metáfora forçada, mas o empenho de Salles na direção é notável por sua elegância e realismo”, disse Stephanie Bunbury do Deadline.
“O relato baseado em fatos de [Walter Salles] sobre a situação dos desaparecidos é compreensivelmente afetado e pode carregar uma certa dose de sentimentalismo. No entanto, I’m Still Here (Ainda Estou Aqui) continua sendo um drama profundo e comovente sobre os desaparecidos da nação”, disse Xan Brooks do The Guardian.
“Vibrante e comovente, com uma performance excepcional de Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva, o filme se destaca por nos fazer experimentar a essência da absoluta arbitrariedade”, disse Fernando E. Juan Lima do Otroscines.
“Talvez, se Ainda Estou Aqui fosse apresentado como a vida de Eunice através dos olhos de Marcelo, a maior parte dos amplos e idealizadores traços desse retrato santificado seriam muito mais aceitáveis”, disse Savina Petkova do The Film Stage.
“Independentemente de qualquer vínculo pessoal com esse período sombrio, os espectadores serão cativados pela história desta família corajosa e, especialmente, pela força de Eunice, tudo graças à atuação de Torres”, disse Ema Sasic do Next Best Picture.
O filme teve suas sessões LOTADAS nos EUA e arrecadou US$ 49 mil no dia de abertura da sexta-feira, apesar de ter sido exibido em apenas 7 cinemas em NY e Los Angeles.
‘Ainda Estou Aqui‘ teve uma média forte de US$ 7 mil por cinema. É uma raridade para filmes não ingleses, e muito menos latino-americanos. No dia 14 de Fevereiro, o filme vai expandir para mais salas de cinemas nos EUA.
O longa-metragem é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram.
No elenco principal, estão nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, que interpretam os filhos na primeira fase do filme, e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha, integrando a família no segundo momento.
Em um momento de reconhecimento internacional pelo drama “Ainda Estou Aqui”, representante do Brasil na corrida pelo Oscar deste ano, o ator Selton Mello estará na nova versão de “Anaconda” de 1997.
De acordo com a revista The Hollywood Reporter, ele vai interpretar um domador de animais brasileiro em um grupo de amigos de longa data que, em uma crise de meia-idade, decide refazer seu filme favorito da juventude.
Na trama, eles partem para a floresta tropical, mas terminam em uma luta pela sobrevivência diante de desastres naturais, cobras gigantes e criminosos violentos.
A história é mais cômica que a original, terror em que Jennifer Lopez, Owen Wilson, Ice Cube e Jon Voight vivem uma equipe de filmagem da National Geographic em busca da maior e mais mortal cobra do mundo, mas acabam caçados por ela.
Com direção de Tom Gormican, e roteiro de Kevin Etten, o filme será gravado Austrália, e conta também com Paul Rudd, Jack Black, Steve Zahn, Thandiwe Newton e Ione Skye.
David Lynch, o renomado diretor da série “Twin Peaks”, faleceu aos 78 anos. O cineasta, que recebeu quatro indicações ao Oscar ao longo de sua carreira, deixou um legado de obras influentes e aclamadas pela crítica, incluindo “Coração Selvagem” e “Eraserhead”.
A triste notícia foi anunciada pela família do diretor em sua página no Facebook, onde expressaram a profunda lacuna deixada por sua partida: “Há um grande vazio no mundo agora que ele não está mais conosco”.
A causa do falecimento não foi divulgada, mas Lynch havia revelado em 2024 ter sido diagnosticado com enfisema pulmonar.
O cineasta, especialista em mistérios surreais e noir, conquistou seu lugar na história do cinema com obras que cativaram o público com sua estética única e narrativas enigmáticas. Sua contribuição para a sétima arte será lembrada e celebrada por gerações futuras.
O tradicional jornal estadunidense The New York Times rasgou elogios ao filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” em sua crítica, assinada pela jornalista Alissa Wilkinson e publicada nesta quinta-feira (16), definindo-o como “belo e devastador” e “habilidosamente elaborado e ricamente filmado”.
“É um retrato comovente de como a política interrompe e remodela a esfera doméstica, e de como solidariedade, comunidade e amor são o único caminho viável para se viver numa tragédia. E nos alerta para desconfiar de qualquer um que tente apagar ou reescrever o passado”, opinou o veículo.
A publicação também destacou a atuação de Fernanda Torres no longa-metragem: “Em sua performance, premiada com o Globo de Ouro, ela surpreende. Proteger seus filhos significa abraçar a alegria em meio ao medo, esperança em meio à dor. Torres traz camadas à sua performance com todas essas emoções, e seus olhos inquisitivos são magnéticos”.
“Ainda Estou Aqui” adapta o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, em que ele conta a história da própria mãe, Eunice Paiva, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer.
Ela se torna advogada e ativista depois do engenheiro civil e ex-deputado federal Rubens Paiva, seu marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura militar na década de 1970.
Torres e sua mãe, Fernanda Montenegro, dão vida a Eunice em diferentes momentos da vida. Selton Mello, Marjorie Estiano, Antonio Saboia, Olivia Torres, Humberto Carrão, Maeve Jinkings e outras estrelas completam o elenco.
Walter Salles é quem assume a direção da produção, que representa o Brasil na corrida pelo Oscar 2025. Murilo Hauser e Heitor Lorega assinam o roteiro, premiado no Festival Internacional de Cinema de Veneza deste ano.
O ano de 2025 promete entregar muita coisa boa para os fãs da Marvel. Entre filmes, séries e animações, o estúdio está com o calendário cheio de lançamentos que prometem dar o que falar nos próximos meses.
O ano de 2024 teve lançamentos de peso para a empresa, incluindo o sucesso de bilheteria "Deadpool & Wolverine". Já na televisão, o Disney+ recebeu produções aclamadas, como "Aghata Desde Sempre" e a animação "X-Men 97".
Em 2025, o calendário de lançamentos prometer ser agitado e diversificado. Entre as principais estreias da Marvel para 2025 estão as animações "Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha" e "Eyes of Wakanda". Além disso, também temos os filmes "Thunderbolt" e "Quarteto Fantástico", bem como as séries "Demolidor: Renascido" e "Ironheart".
Confira a lista completa com todos os lançamentos da Marvel para 2025 a seguir!
9. Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha
Um dos lançamentos mais esperados para 2025 é a série animada Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha. Criada por Jeff Trammell, a animação explora a história de origem de Peter Parker e seus primeiros dias como Spider-Man. A trama, claro, traz a história em uma realidade alternativa aos principais filmes que já vimos no cinema.
A série Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha estreia no dia 29 de janeiro no Disney+.
8. Capitão América: Admirável Mundo Novo
Neste ano de 2025, também chega aos cinemas o filme Capitão América: Admirável Mundo Novo. O novo longa do universo cinematográfico da Marvel é uma continuação dos acontecimentos da série Falcão e o Soldado Invernal, mostrando que o escudo mais famoso das telonas está nas mãos de Sam Wilson (Anthony Mackie).
O personagem, agora, enfrenta novas responsabilidades e desafios ainda mais intensos, além de novas ameaças. O filme é dirigido por Julius Onah e também traz ao elenco Tim Blake Nelson, Shira Haas, Sebastian Stan, Danny Ramirez e outros.
Capitão América: Admirável Mundo Novo chega aos cinemas no dia 13 de fevereiro.
7. Demolidor: Renascido
Os fãs de Demolidor poderão conferir o retorno do personagem na série Demolidor: Renascido. A produção da Marvel Television acompanha um dos heróis mais icônicos dos quadrinhos em uma nova fase. A trama acompanha Matt Murdock (Charlie Cox), um homem que perdeu a visão após um acidente radioativo.
Sem conseguir enxergar, Matt teve todos seus outros sentidos desenvolvidos de forma impressionante, se tornando então um guerreiro. Durante o dia, o personagem trabalha como advogado, mas à noite é o vigilante Demolidor.
A série Demolidor: Renascido estreia no Disney+ no dia 4 de março.
6. Thunderbolts
O ano de 2025 também conta com a estreia do filme Thunderbolts, que traz de volta Florence Pugh ao universo cinematográfico da Marvel. Agora, a atriz interpreta Yelena Belova, uma assassina que entra em um grupo de anti-heróis contratado para fazer missões para o governo dos Estados Unidos.
Além de Pugh, o longa conta ainda como Sebastian Stan como Bucky Barnes, David Harbour como Alexei Shostakov, Wyatt Russell como John Walker e muitos outros. A direção do filme é de Jake Schreier.
Thunderbolts chega aos cinemas no dia 1° de maio de 2025.
5. Ironheart
Neste ano, vamos conhecer a série Ironheart, que chega na metade de 2025. Criado por Chinaka Hodge, a série de ação, drama e fantasia conta a história de Riri Williams, personagem interpretada por Dominique Thorne.
A atriz interpreta uma jovem de 19 anos que estuda no MIT, uma das universidades mais aclamadas dos Estados Unidos, e que se destaca na carreira da ciência. Ao criar uma máquina capaz de detectar Vibranium, Riri desenvolve uma armadura parecida com a do Homem de Ferro.
A série Ironheart está prevista para estrear no Disney+ no dia 24 de junho.
4. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Finalmente chegou o ano de estreia do filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Dirigido por Matt Shakman, o longa acompanha um grupo de astronautas que, durante um voo experimental, passa por uma perigosa tempestade de raios cósmicos. Após o incidente, assim que retornam à Terra, descobrem que adquiriram habilidades um tanto quanto bizarras.
Reed Richards, por exemplo, é capaz de esticar todo o seu corpo, e Johnny Storm, seu irmão mais novo, consegue controlar o fogo e voar. Já o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso. Agora, eles precisam lidar com esses novos poderes e formas.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreia dia 25 de julho nos cinemas.
3. Eyes of Wakanda
A animação Eyes of Wakanda traz uma nova história sobre o herói Pantera Negra. Dessa vez, a trama vai focar nos Guerreiros de Wakanda, que viajam pelo mundo para resgatar artefatos perigosos feitos com o metal Vibranium, que existe em abundância onde vivem.
A série animada é criada por Ryan Coogler e estreia no Disney+ no dia 6 de agosto!
2. Marvel Zombies
A animação de terror Marvel Zombies, criada por Zeb Wells, estreia em 2025 contando uma história que acontece logo após os eventos de What If…?. Tudo começa quando membros dos Vingadores se transformam em zumbis e dão início a um caos que atinge o mundo todo. Agora, os sobreviventes do apocalipse precisam descobrir a cura para o vírus o quanto antes.
A série Marvel Zombies chega ao Disney+ em 3 de outubro de 2025.
1. Wonder Man
Por fim, em 2025 estreia a série Wonder Man, que conta a história de Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II), um ator e dublê de Hollywood que, um certo dia, descobre ter poderes tão extraordinários a ponto de se tornar um super-herói. Então, ele se transforma no Wonder Man!
A série Wonder Man está prevista para estrear em dezembro no Disney+.
E aí, quais lançamentos da Marvel você está mais ansioso para conferir em 2025?