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segunda-feira, 18 de maio de 2026

7 filmes biográficos musicais para te aquecer pra Michael


A contagem regressiva para um dos filmes mais aguardados dos últimos anos já começou. Michael, a cinebiografia do Rei do Pop dirigida por Antoine Fuqua, chega ao Brasil em 23 de abril de 2026, com Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, no papel principal. 

O longa promete mergulhar fundo na trajetória do artista, desde os tempos do Jackson 5 até sua consolidação como o maior nome do entretenimento global. Se você já está ansioso, saiba que o novo trailer do filme só aumenta a expectativa.

Enquanto a estreia de Michael não chega, que tal aproveitar o tempo com uma maratona de cinebiografias musicais que são verdadeiras aulas de como contar histórias reais com emoção, ritmo e muita personalidade? 


Separamos 7 filmes biográficos que combinam talento, drama e música e que vão deixar você ainda mais preparado para a experiência que está por vir. Confira!


7. Bohemian Rhapsody (2018)

Se existe um filme que prova o poder de uma cinebiografia musical bem executada, é Bohemian Rhapsody

O longa acompanha a trajetória de Freddie Mercury (vivido por um impressionante Rami Malek) e a formação do Queen, banda que redefiniu o rock na década de 1970. Mais do que um retrato do sucesso, o filme não desvia dos conflitos pessoais de Mercury, sua identidade, seus excessos e a batalha contra o HIV, tornando tudo ainda mais humano e impactante. 

A sequência final, que recria o show do Live Aid de 1985, é de arrepiar. Ganhou o Oscar de Melhor Ator para Malek, e não é difícil entender o porquê.


6. Rocketman (2019)

Diferente de uma biografia convencional, Rocketman aposta em uma abordagem quase fantástica para contar a história de Elton John

Taron Egerton interpreta o tímido Reginald Dwight, que se transforma no extravagante ícone pop que o mundo conhece, e o faz cantando de verdade. 

O filme não poupa nas contradições do artista: a infância marcada pela frieza do pai, a parceria criativa com Bernie Taupin, os relacionamentos conturbados e a dependência química. 

É uma obra que usa a própria música de Elton como linguagem narrativa, e o resultado é vibrante, corajoso e emocionalmente honesto. Para quem vai assistir a Michael, é um ótimo exercício de como o gênero pode ir além do óbvio.



5. Elis (2016)

Nenhuma lista de cinebiografias musicais sérias pode ignorar Elis. O filme brasileiro dirigido por Hugo Prata acompanha a trajetória de Elis Regina desde sua saída do Rio Grande do Sul até a consagração como a maior voz da música popular brasileira. 

Andreia Horta entrega uma performance visceral, capturando a intensidade, a genialidade e as contradições da “Pimentinha”, uma artista que era ao mesmo tempo estrela de TV, ícone político e uma mulher em constante conflito com o mundo e consigo mesma. 

O longa não romantiza: mostra os altos e baixos de uma carreira marcada por escolhas difíceis, relações complicadas e um talento que simplesmente não cabia em lugar nenhum.


4. O Garoto de Liverpool (2009)

Antes de Michael Jackson, havia os Beatles e, antes dos Beatles, havia John Lennon. O Garoto de Liverpool conta a adolescência do músico em Liverpool, focando na relação turbulenta com sua tia Mimi, que o criou, e no reencontro com a mãe biológica, Julia

É um filme sobre formação: de um artista, de um caráter, de uma visão de mundo. Aaron Johnson (hoje Aaron Taylor-Johnson) interpreta um Lennon jovem, rebelde e cheio de contradições, e o resultado é um retrato íntimo que vai muito além da mitologia dos Beatles

Para quem curte cinema biográfico com profundidade psicológica, é imperdível.


3. Meu Nome É Gal (2018)

Gal Costa foi muito mais do que uma voz bonita, foi uma força da natureza que ajudou a construir a Tropicália e redefiniu a MPB. 

O filme dirigido por Dandara Ferreira e Lô Politi acompanha os primeiros anos da carreira da cantora baiana, com destaque para sua amizade com Maria Bethânia e a relação com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sophie Charlotte interpreta Gal com delicadeza e intensidade, capturando a timidez e a ousadia que coexistiam na artista. 

É um retrato de uma geração que usou a música como resistência e de uma mulher que precisou encontrar sua própria voz dentro de um movimento que, muitas vezes, falava mais alto do que ela.


2. Elvis (2022)

Baz Luhrmann fez com Elvis Presley o que sabe fazer de melhor: transformou uma vida em espetáculo. O filme é uma montanha-russa visual e emocional que acompanha a ascensão do Rei do Rock and Roll (Austin Butler, em atuação que rendeu indicação ao Oscar) e sua relação sufocante com o empresário Coronel Tom Parker (Tom Hanks). 

Mais do que uma homenagem, Elvis é uma análise sobre exploração, controle e o preço da fama, temas que ressoam diretamente com a história de Michael Jackson. A forma como Luhrmann conecta Elvis às raízes do blues e do gospel negro também é um lembrete poderoso de como a música popular americana foi construída sobre ombros que raramente receberam o devido crédito.


1. Blue Moon (2025)

O mais recente da lista, Blue Moon chega como uma surpresa bem-vinda para os fãs do gênero. O filme conta a história de Lorenz Hart, o letrista que formou uma das duplas mais importantes da Broadway ao lado do compositor Richard Rodgers, nas décadas de 1920 e 1930. 

Dirigido por Richard Linklater, o longa é uma reflexão sobre criatividade, parceria e os limites entre o gênio e a autodestruição, temas universais que atravessam qualquer cinebiografia musical que se preze. Uma escolha diferente na lista, mas que amplia o olhar sobre como o talento artístico pode ser ao mesmo tempo dom e fardo.


Bônus: Amy (2015)

Tecnicamente um documentário, Amy merece estar aqui. O filme de Asif Kapadia sobre Amy Winehouse é uma das obras mais devastadoras já feitas sobre o universo musical. 

Construído a partir de imagens de arquivo, vídeos caseiros e depoimentos de pessoas próximas, o longa acompanha a trajetória da cantora britânica desde a adolescência até sua morte, aos 27 anos. Não há narrador, não há dramatização e, mesmo assim, é impossível não se sentir completamente imerso. 

domingo, 9 de março de 2025

Michelle Trachtenberg, a Georgina Sparks de “Gossip Girl”, morre aos 39 anos


Michelle Trachtenberg, atriz norte-americana conhecida pelas séries “Buffy, a Caça-Vampiros” (1997–2003) e “Gossip Girl” (2007–2012), morreu aos 39 anos.

Ela foi encontrada pela mãe em seu apartamento em Nova York, nos EUA, na manhã desta quarta-feira (26), conforme a polícia informou à ABC News

A causa da morte ainda não foi revelada, mas não está sendo investigada como suspeita devido a um recente transplante de fígado, que pode ter gerado complicações.

Trachtenberg nasceu em 11 de outubro de 1985, na Grande Maçã, e começou a atuar na infância, estrelando comerciais de TV, a série da Nickelodeon The Adventures of Pete & Pete” (1992–1996) e o filme “A Pequena Espiã” (1996).

A artista se destacou ao interpretar Dawn Summers, irmã da Buffy Summers vivida por Sarah Michelle Geller, nas três últimas temporadas em “Buffy, a Caça-Vampiros”.

Ela alcançou ainda mais sucesso em outro drama adolescente, “Gossip Girl”. Nele — e, também, em seu revival de 2021 –, encarnou a manipuladora socialite Georgina Sparks.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

“Ainda Estou Aqui” é eleito filme com 2ª a melhor avaliação de 2024 no Letterboxd

O longa “Ainda Estou Aqui“, que rendeu a Fernanda Torres o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, aparece na segunda posição da lista de produções mais bem-avaliadas do ano de 2024 na plataforma Letterboxd

Um hit entre os cinéfilos, o site, que compila críticas e notas para filmes, divulgou o ranking nesta quarta (8).


Confira o top 10 dos filmes mais bem-avaliadas do ano de 2024:

01 - Duna: Parte 2
02 - Ainda Estou Aqui
03 - Como Ganhar Milhões Antes que a Vovó Morra
04
Look Back
05 - Sing Sing
06 - 
Robô Selvagem
07 - HAIKYU!! The Dumpster Battle
08 - 
Hundreds of Beavers
09 - 
Rap World
10 - 
O Brutalista

À frente do drama de Eunice Paiva, dirigido por Walter Salles, está apenas a parte 2 da franquia “Duna”. Na sequência, aparecem como “Sing Sing” (#5), “Robô Selvagem” (#6) e “O Brutalista” (#10), forte candidato ao Oscar. Só não vê quem não quer!

Primeira empreitada de Walter Salles em mais de 12 anos, “Ainda Estou Aqui” chegou aos cinemas do Brasil em novembro. No elenco, além de Fernanda Torres, está sua mãe, Fernanda Montenegro, e Selton Mello. Juntos, eles se dedicam a contar fragmentos da história da família Paiva, profundamente afetada pelo regime militar nos anos 1970.

Baseada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, a obra se centra na figura de Eunice, desde sua atuação em defesa dos direitos humanos à sua luta pessoal contra o mal de Alzheimer. Ela se torna advogada e ativista após o deputado Rubens Paiva, marido e pai de Marcelo, ser preso, torturado e morto pelos agentes.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Jodie Foster revela em entrevista que nunca foi muito fã de atuar

Em conversa com a revista Interview, a atriz Jodie Foster afirmou que “nunca foi apaixonada pela atuação”. Segundo ela, seus interesses estão muito mais alinhados aos aspectos técnicos da arte cinematográfica, ainda que seu nome seja um dos mais cultuados da geração.

Eu nunca fui, naturalmente, uma atriz. Eu simplesmente fiquei presa nisso quando tinha três anos. Provavelmente, eu teria sido uma advogada ou uma professora universitária. Não tem a ver com o meu jeito. Então, eu passei a adorar os aspectos técnicos da produção de filmes, mas nunca me apaixonei pela parte de atuar. Isso era contra a minha natureza, mas acho que me tornou uma pessoa mais rica também.”

Em seguida, a atriz afirmou que com o passar dos anos seu jeito de encarar as produções também foi mudando. Se antes ela trabalhava de forma bem individual, depois passou a se interessar em um entrosamento maior.

Sempre fiz filmes de forma muito solitária, minha personagem era tudo o que importava e eu não precisava lidar muito com os demais atores. Conforme fui ficando mais velha, entendi que isso é meio egoísta da minha parte, e passei a chegar nos sets querendo compartilhar. Chego perguntando ‘Como vamos fazer essa dinâmica aqui?’. Deixou de ser só algo ao meu respeito, e isso tornou as coisas mais interessantes”.

O trabalho mais recente da atriz é a série “True Detective: Terra Noturna”, da plataforma de streaming Max.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Robert Pattinson é confirmado para viver o herói protagonista na trilogia “The Batman”, afirma site

É oficial!

De acordo com o Deadline, a Warner Bros. definiu o ator que vai dar vida ao Batman em seu mais novo projeto. Depois de Robert Pattinson e Nicholas Hoult, conhecido por atuar em “X-Men” e viver Tolkien em sua biografia, disputarem o papel do herói nesta quinta-feira (30), a produtora acabou escolhendo Robert para viver o papel!

O site afirma que o projeto, que será dirigido por Matt Reeves, não será apenas um filme, mas uma trilogia!

O acordo com Pattinson deve ser fechado a qualquer momento, se tornando o ator mais jovem, com 33 anos, a viver o personagem nas telas. As filmagens da trama que vai contar a história de formação do Batman devem começar em breve.

Com produção de Dylan Clark, o primeiro filme de “The Batman” deve chegar aos cinemas em 25 de junho de 2021.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Saiba quem está no Top 10 Brasil de filmes dessa semana nos cinemas

O longa de ação, com atuação póstuma de Paul Walker, arrecadou R$ 36.971.723, levando 2.255.895 espectadores aos cinemas brasileiros, segundo dados divulgados pela empresa de monitoramento Rentrak referentes ao período entre quinta (2) e domingo (5). O filme estreou em 1.112 salas.

Como comparação ao sucesso de "Velozes e furiosos 7", o blockbuster "A série Divergente: Insurgente" conseguiu acumular bilheteria de R$ 30 milhões somente depois do terceiro fim de semana em cartaz.

O primeiro do ranking de filme mais visto no Brasil em sua semana de estreia é "A saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" (2012). O longa faturou R$ 37 milhões e fez 3,1 milhões de espectadores nos primeiros quatro dias em cartaz, no feriado da Proclamação da República, entre 15 e 18 de novembro de 2012.


Velozes e Furiosos 7
Cinderela
Insurgente
Golpe Duplo
Para Sempre Alice
O Sal da Terra
Cinquenta Tons de Cinza
Kingsman - Serviço Secreto
O Garoto da Casa ao Lado
10° Um Momento Pode Mudar Tudo

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dica de Filme | “Yves Saint Laurent”


Fazia tempo que não trazia para vocês uma dica de filme, né? Hoje vou falar um pouquinho sobre o filme Yves Saint LaurentCom 18 anos o estilista ganhou o prêmio de melhor vestido da Secretaria Internacional de Lã, em Paris, e foi convidado para integrar a equipe de Christian Dior. Devido à morte do designer, Yves assumiu a Maison Dior, tornando-se a sensação do mundo fashion aos 21 anos.

O filme mostra, ainda, o seu envolvimento com Pierre Bergé, empresário que passa a administrar a carreira do costureiro e que o incentivou a criar sua própria grife, tornando-se seu companheiro de toda a vida. O casal tem que conviver com a fragilidade emocional de Yves, que era dependente de álcool e de drogas.
Um detalhe importante do filme é a preciosa reconstituição da época, trazendo peças originais de vestidos, croquis e amostras de tecidos, tudo do acervo da Fundação Yves Saint Laurent-Pierre Bergé.
Separei para vocês o trailer legendado, vale a pena o clique:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O QUE ACHAMOS DE: ‘Amante a Domicílio’


Todo serviço parte de uma demanda. Logo, mesmo que a prostituição não seja a profissão mais antiga do mundo, especula-se que coletores de alimentos, caçadores e guerreiros tenham vindo antes, sempre existiram certas necessidades físicas e emocionais. Ao descobrir que podia trocar comida ou abrigo por “amor”, ao invés de forçar alguém a atender suas carências, a humanidade deu importantes passos em direção à civilização.
A profissionalização do sexo, porém, não costuma ser retratada com tanto otimismo. O cinema, por exemplo, tende a mostrar o lado negro do ofício, quando alguém é forçado (pela vida ou por outros) a vender a si mesmo, ao invés de fazê-lo por vontade própria. Em seu quinto filme como diretor, John Turturro decidiu seguir o caminho menos trilhado, mostrando as vantagens terapêuticas da prostituição.

Em Amante a Domicílio, Fioravante, o personagem do diretor/roteirista/protagonista, é um florista talentoso e solitário que aceita se tornar um “Don Juan profissional” para ajudar seu amigo Murray (Woody Allen), em sua plena forma como ator. O mote é introduzido sem floreios. Passados alguns segundos da cena de abertura, o aspirante a cafetão faz sua proposta e Fioravante ensaia rejeitá-la. Algumas curtas cenas depois, a trama se define e ele segue para encontrar a primeira cliente, uma rica médica interpretada por Sharon Stone.


É tudo tão franco e rápido que o potencial do filme se perde. Falta esmero na construção dos personagens. Não conhecemos Fioravante para nos importarmos com sua história. O que o torna um bom amante aos olhos de Murray? Ele não é bonito. Não há menção aos seus dotes físicos. Turturro esboça alguns traços interessantes do seu protagonista, como na cena em que ele cuidadosamente monta um arranjo de flores ou nos livros que compõem a sua estante, mas para aí. Durante o filme, o ator/roteirista/diretor parece perdido, como se não compreendesse o papel que ele mesmo concebeu.

Murray é outro desperdício. Allen, que raramente trabalha para outros diretores, rouba a cena muitas vezes, mas falta sustância ao seu personagem. Torturro apresenta um judeu, dono de uma livraria falida de livros raros, inserido na cultura negra nova-iorquina, que decide prostituir seu velho amigo. Um personagem interessante no papel, mas que não vai além dessa descrição. Como agravante, a presença física de Allen leva à expectativa por um filme de Woody Allen. Turturro tenta, emulando abertamente o estilo do cineasta, da trilha de jazz da abertura, passando pelos cenários de Nova York, citações de literatura e a presença da cultura judaica na trama. Allen, porém, não parecia disposto a ensinar o amigo a como ser Woody Allen.
A clientela do Don Juan, formada apenas por mulheres, chega a tornar questionáveis as intenções artísticas do diretor. Afinal, ele se escalou para encarar, ao mesmo tempo, Sharon Stone e Sofía Vergara e para seduzir a doce Vanessa Paradis, uma viúva judia ortodoxa que encontra no gigolô um terapeuta para a sua solidão.  Ainda assim, Turturro foi ousado ao retratar a prostituição de forma positiva. Quis mostrar que a importância desses profissionais vai muito além do sexo. Porém, bons roteiros precisam de mais do que boas intenções.

NOTA: 70

O QUE ACHAMOS DE: ‘300 – A Ascensão do império’


Se no primeiro filme, 300, de Zack Snyder, nós estivemos por dentro do exército espartano, acompanhando a vida de Leônidas (Gerard Butler) e a fatídica Batalha das Termópilas contra o exército persa, sob o comando de Xerxes (Rodrigo Santoro), em “300 – A Ascensão do Imperio”, de Noam Murro, o foco é no exército formado pelo restante da Grécia, com ênfase nos atenienses e no seu comandante, Temístocles (Sullivan Stapleton).

Os persas continuam sendo os inimigos da vez, mas agora o confronto é no mar contra a tropas de Artemísia, uma assassina nascida na Grécia, criado na Pérsia e lindamente interpretada pela Eva Green, ponto alto do filme. Antes de qualquer coisa é bom deixar claro que enquanto o primeiro filme foi inspirado na HQ de Frank Miller, que por sua vez foi inspirada num episódio verídico da história mundial, o roteiro do segundo foi inspirado também num episódio verídico da história mundial (mas sem adaptações para as HQs), com as devidas intervenções e licenças poéticas da obra de Frank Miller e da adaptação de Snyder.


No entanto, o que teria grande potencial para ser uma boa história, mostrando um pouco do antes, o durante e o depois dos acontecimentos de 300, como o “nascimento” do deus-rei Xerxes, dá lugar a uma sequência cansativa de discursos bélicos e diálogos enfadonhos e falas idiotas, como aquela em que, nitidamente, os barcos são atingidos por formações rochosas e alguém grita “Rochas!”… (sério? sério? se ninguém tivesse dito seria impossível perceber ¬¬ ), além de imitações de cenas clássicas de 300 e falta de foco em elementos mais atrativos da trama, apelando, inclusive, para repetições completamente desnecessárias, como a da cena em que Temístocles atinge o pai de Xerxes com uma flecha.


Justiça seja feita, as cenas de luta são muito bem coreografadas, com bastante sangue (o que muitas vezes vira um defeito) e slow-motion, e junto como a cena de hot-hard-sex e os “pulmões” da Eva Green, representam, basicamente, toda a ação e o ápice do filme. A direção de arte continua muito boa, mas, na minha opinião, não é mérito nenhum da atual equipe, pois o único trabalho foi de manter a linha criada no filme anterior, o que, inclusive, não deve ter sido tão complicado, já que A Ascensão do Império contou com a supervisão do próprio Zack Snyder.


Acredito que os grandes erros no roteiro foram não ter dado mais destaque ao Xerxes (como todos esperavam) e não ter criado uma história mais significativa para Temístocles, para que o público pudesse se apegar mais ao personagem, como foi o caso de Leônidas, que, ao contrário do líder ateniense, pudemos acompanhar, praticamente, toda a sua história desde a infância. Particularmente me pareceu um filme bem descartável, daqueles que torna quase impossível ter um poster pendurado na parede, ao contrário do seu antecessor. Na verdade, 300 – A Ascensão do Império, tem inúmeras cenas bonitas, não conseguiu agradar nem 70% dos críticos de cinema do planeta


NOTA: 5.0

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Tatuagem, o filme brasileiro mais premiado de 2013


Ontem (28/08) parei para assistir “Tatuagem”, longa-metragem de Hilton Lacerda, que por incrível que parece, passou despercebido por mim na época de seu lançamento em escala nacional.

Vencedor de quatro Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de melhor filme, e de cinco Redentores no Festival do Rio, o filme, primeiro longa de ficção de Hilton Lacerda, foi a grande sensação do circuito alternativo dos cinemas brasileiros em 2013, levando sete anos para ser realizado.

Dizer que hoje é mais simples fazer cinema por causa da facilidade de suportes não é verdade. Até porque a banalização compromete o bom resultado”, afirma o diretor.

O pernambucano diz que o longa de ficção está na pauta do que ele gosta de fazer, “estabelecer um olhar periférico. Gosto do menor no lugar do maior, você vê isso em Febre do rato (2011), Amarelo manga (2002) e Baixio das bestas (2006) – filmes que ele roteirizou, os três com direção de Cláudio Assis.

Em Tatuagem, no Recife de 1978, Clécio Wanderley (Irandhir Santos) é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que realiza shows repletos de deboche e com cenas de nudez. A principal estrela da equipe é Paulete (Rodrigo Garcia), com quem Clécio mantém um relacionamento.

Um dia, Paulete recebe a visita de seu cunhado, o jovem Fininha (Jesuíta Barbosa), que é militar. Encantado com o universo criado pelo Chão de Estrelas, ele logo é seduzido por Clécio. Não demora muito para que eles engatem um tórrido relacionamento, que o coloca em uma situação dúbia: ao mesmo tempo em que convive cada vez mais com os integrantes da trupe, ele precisa lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura.

O longa nasceu, como conta Hilton Lacerda, de uma conversa como escritor, dramaturgo e cineasta João Silvério Trevisan.

Surgiu a ideia de partir de um grupo de teatro que foi importante para uma geração inteira, o Vicencial, que teve força de 1972 a 1979.


Anarquistas, eles colocavam discussões de gênero, inquietações políticas, tudo com muita irreverência.

Como o filme se passa em 1978, uma questão importante, ele explica, “era como estabelecer um olhar contemporâneo naquela época. Então, os personagens pensam no futuro que imaginam. No discurso de um deles está a ficção científico-filosófica, eles enxergam o presente e todas as caretices que vivemos hoje,” explica.

Hilton acredita que a sociedade atual está escrava “de consequências de políticas conservadoras”, o que tem levado a manifestações recorrentes em todo o país e principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

No Festival do Rio, onde recebeu cinco prêmios (entre eles o de Melhor Filme do Voto Popular e Especial do Júri), Tatuagemacabou tendo sua sessão transferida para outro local em consequência de manifestações. O diretor não se importou e disse que, no fim das contas, o que está ocorrendo, afetou o evento e vem mobilizando a sociedade tem tudo a ver com o que está sendo abordado no seu filme.


NOTA: 10

Anna Faris e Chris Pratt farão filme juntos


Chris Pratt e Anna Faris podem ser casados na vida real, mas no cinema eles serão apenas Vacation Friends. O duo irá estrelar a comédia da 20th Century Fox na qual serão dois aventureiros jovens que se tornam amigos de outro casal enquanto fazem uma viagem ao México. Após a viagem, os personagens de Faris e Pratt retornam para a vida que sempre viveram, mas o outro casal não consegue fazer o mesmo.

O longa será dirigido por Steve Pink (A Ressaca, About Last Night) e foi escrito por Tom Mullen e Tim Mullen. As filmagens estão marcadas para o verão norte-americano de 2015, o que exigirá bastante de Pratt, já que ele está cotado para o novo Jurassic Park, que será lançado no ano quem vem, além de estar na continuação de Guardiões da Galáxia, da Marvel.

Já Faris continua na comédia Mom (CBS), que foi renovada para a segunda temporada.

O casal já atuou junto em Uma Noite Mais Que Louca (2011), Qual Seu Número? (2011) e em Para Maiores (2013).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Robin Williams é encontrado morto em casa aos 63 anos; polícia investiga se houve suicídio por asfixia



O ator e comediante norte-americano Robin Williams foi encontrado morto nesta segunda-feira (11), aos 63 anos. A notícia, segundo a agência de notícias Reuters, foi dada pela polícia do condado de Marin, na Califórnia, Estados Unidos.

Os investigadores apuram se o astro de Hollywood teria cometido suicídio por asfixia. Mara Buxbaum, agente do ator, revelou que o astro estaria com um quadro de "depressão severa".

O corpo do ator vai passar por perícia nesta terça-feira, quando também serão feitos exames toxicológicos, já que o astro lutava há anos contra a dependência química e alcoólica.

Segundo as autoridades locais, o serviço de emergência recebeu um chamado às 11h55 e dizia que Williams estava inconsciente e sem respirar dentro de sua casa. O ator foi declarado morto às 12h02.

Ainda segundo a polícia, o astro foi visto pela última vez na casa onde morava com a esposa, Susan Schneider, na manhã de domingo.

Schneider fez um comunicado onde se diz inconsolável e pediu privacidade em um "momento de dor profunda".

Esta manhã eu perdi meu marido e meu melhor amigo enquanto o mundo perdeu um dos melhores artistas e um ser humano lindo. Eu estou completamente inconsolável. Nós, da família de Robin, pedimos privacidade durante esse período de dor profunda. Queremos que o foco agora não seja a morte de Robin, mas os incontáveis momentos de alegrias e risadas que ele proporcionou.

Na última semana, boatos já circulavam na internet sobre a morte do ator, mas a notícia acabou sendo desmentida.

Robin Williams se consagrou em filmes para os mais diversos públicos. Entre os mais lembrados estão a dublagem do Gênio, da animação Alladin (1992) e os longas Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Hook — A volta do Capitão Gancho (1991), Uma Babá Quase Perfeita (1993) e Patch Adams — O Amor é Contagioso (1998). Em 1997, ele foi o ganhador do Óscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em Gênio Indomável.

O comediante ainda recebeu outras quatro indicações à estatueta, além de faturar cinco Globos de Ouro.


Vícios e problemas de saúde

Robin Williams foi viciado em cocaína no fim da década de 1970. Os motivos que o incentivaram a largar as drogas foram a morte do amigo e comediante John Belushi por overdose e o nascimento de seu filho, Zachary Pym.

Mas, em 2006, o ator assumiu que se tratava de outro vício: o álcool. O fato veio à tona quando o astro se inscreveu em um centro de reabilitação para dependentes químicos em Newberg, no Estado americano de Oregon. Três anos mais tarde, ele foi internado com problemas cardíacos e chegou a fazer uma cirurgia no coração.

Robin Williams nasceu em 21 de julho de 1951 em Chicago, nos Estados Unidos, filho de uma ex-modelo e um executivo automobilístico. Além de Susan Schneider, o astro teve outros dois casamentos. O primeiro, com Valerie Velardi, durou 10 anos. Em 1989, ele se casou com a babá Marsha Garces, que já estava grávida do ator. O relacionamento durou 19 anos.

O astro deixou quatro filhos: Zachary Pym, de 31 anos, Zelda Rae, de 25, Cody Alan e William Reeve, ambos de 22.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Transformers: A Era da Extinção bate recorde na China


Em apenas 11 dias, TRANSFORMERS: A ERA DA EXTINÇÃO já se tornou o filme de maior bilheteria de todos os tempos na China. O filme faturou US$ 219 milhões nas bilheterias do país, deixando para trás AVATAR, de James Cameron.

A previsão é que ele ultrapasse a casa dos US$ 300 milhões por lá. Para se ter uma ideia da cifra absurda, nos EUA o filme arrecadou US$ 180 milhões no mesmo período. Impressionante...

Revista Preview | Capa de Agosto



Em agosto, a revista PREVIEW mostra a força do cinema... Ou melhor, a força “no” cinema. Direto do Budapeste, na Hungria, a publicação acompanhou de perto as filmagens de “Hercules”, superprodução que coloca Dwayne Johnson na pele do herói mitológico.

No mesmo ritmo, a revista mostra o que o público pode esperar de “Os Mercenários 3”, com retrospectiva dos fortões da franquia no cinema, mostrando também que a pancadaria vai rolar a solto na volta das “Tartarugas Ninjas” as telonas.

A entrevista da edição fica por conta do veterano ator de Hollywood Morgan Freeman, que conta como foi participar de “Lucy”, novo filme de ação estrelado por Scarlett Johansson.

Depois de tanta adrenalina, os leitores ainda poderão conferir “The Rover”, “Rio, Eu Te Amo”, “100 Passos de Um Sonho”, e o lançamento em blu-ray da série “Twin Peaks”.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Minuto Chato | 60 segundos...



É o tempo que os participantes do Festival do minuto têm para contar uma história. Os interessados têm até 30 de setembro para enviar seus vídeos. E este ano o tema é: Minuto Chato.

Explica-se: o filme deve brincar, refletir ou ilustrar algo chato. O festival recebe inscrições e vídeos através de seu canal oficial www.festivaldominuto.com.br, e qualquer um pode participar, independente de idade, escolaridade, lugar onde mora – e não há limites de inscrição por pessoa.

Se inspire!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cinebiografia de Freddie Mercury pode ter ótima novidade!



Sabe-se que não é de hoje que muitos fãs da banda Queen, aguardam uma cinebiografia muito bem feita de um dos maiores cantores do Reino Unido, Freddie Mercury. Com esta expectativa em alta, muitos boatos rolaram e uma das certezas que já surgiram é que o ator Sacha Baron Cohen (famoso Borat), deve assumir o papel de Freddie, o que na minha opinião é uma das escolha mais acertadas que os produtores poderiam ter.

Agora surge novo rumor, e desta vez, pode ser um daqueles que dará a coroa para um filme que já surge para ser uma das melhores cinebiografias já feitas, isto porque, especula-se que Tom Hooper, diretor de “Os Miseráveis”, pode assumir a direção do filme e assim reeditar a grata parceria que fez com Cohen no musical.


Para quem não sabe, Tom Hooper foi indicado ao Oscar 2013, e ganhou notoriedade com o musical. Antes dele Stephen Frears, que dirigiu “A Rainha” era o candidato à direção.

Sobre a cinebiografia, sabe-se que o filme deve retratar os anos em que a famosa banda Queen estava sendo formada, esta história deve ir até o show no Live Aid, em 1985, que consagrou a banda e a levou a um patamar de glória e sucesso.

O filme não tem título, muito menos data de estreia, mas as especulações já começam a dar corpo para esse tão aguardado filme.