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terça-feira, 26 de maio de 2015

Apps musicais para celular – Por Louisy Rodrigues

(Domingão, céu cinza, friozinho em PoA e o novo álbum do Alabama Shakes no player: hora do post!)

Não é novidade pra ninguém que o celular de hoje é a televisão dos anos 70, né? É tanta coisa pra explorar, redes sociais a granel, aplicativos, jogos, que a gente até se sente meio perdido.
(Acho que esse é um sinal da idade...os mais jxovens CERTAMENTE NÃO SE SENTEM PERDIDOS! Rs)

Enfim, é difícil se manter antenado. Principalmente se vc é um homemdxibemtrabalhadorhonesto e não tem tempo pressas coisas. Às vezes, eu tiro um domingo desses pra ver o que tá rolando na interwebz, mas é bem às vezes.

Pensando nisso, vou falar aqui de 3 bizus musicais que eu ando explorando. Allonz-y!

1) Superplayer
O Superplayer é um aplicativo bem simpático, que tem uma versão paga (sem comerciais) e uma livre. Eu gosto dele, pois ele faz umas playlists com uns nomes bem legais, tipo “arrumando a casa” ou “esquenta pra balada” ou mesmo “acorda, vagabundo” (bem eu! rs) e vc chega se anima pra fazer alguma coisa que não seja ficar na frente do seu PC/tablet/smartphone. Além disso, eles tbm organizam playlist por humor (aloka!, amor livre, dor de cotovelo, feliz, motivado...) e por gênero, as well (rock, pop, samba, sertanejo...)...Além da interface linda e super colorida! Recomendo horrores!

2) MixRadio
Esse eu descobri ontem, catando no Tecmundo. Ele é legal pq te dá uma lista de artistas e vc vai clicando nos que vc gosta pra montar sua playlist. Mas, detalhe: pra cada artista que vc clica, ele abre uma nova lista com artistas similares! E vc vai clicando e abrindo mais, clicando, abrindo mais, clicando, abrindo mais, clicando, abrindo mais ......GENIAL!!!! Boa maneira pra conhecer novos artistas e expandir seus horizontes musicais! Já montei a minha playlist (com 103 artistas, diga-se de passagem...) E ainda tem uma opção pra vc “baixar sua playlist” pra que ela funcione sem conexão por 30 dias (imprescindível em tempos em que essas operadores mercenárias cortam seu precioso 3g!). AMEY!

Tecmundo, txiamo!

3) Google Play Musique (desculpa, meu google é em frrrrrrancês – mas é pq eu tou aprendendo, jemt!)
Sabe quando o seu trabalho tem filtros de conteúdo e vc não pode acessar sites de música pra dar aquela ouvida ixperta no meio do expediente? Pois, se dê uma conferida no google play music, pois pode ser que ele esteja disponível! Tem uma versão paga, com acesso ilimitado ou uma versão gratiiiis, na qual dá pra caçar algumas músicas de graça e comprar outras tantas (óbvio que eu tou procurando as músicas gratuitas...nessas já achei It’s gettin’ better man, do Oasis e até Hallelujah do Jeff Buckley...o probs é que são muito poucas e vc tem que ficar garimpando...GOOGLE, LIBERA PRA NÓIS!). Dos três é o mais peba, mas muito válido tbm!

Enjoy and have fun!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Louisy Rodrigues vai ao Lollapalooza e deixará você por dentro de tudo!!



Olá, pessoas,

Depois de uma semana difícil e tensa, hoje estou embarcando para Recife, para a Semana Santa! Meu calendário de sacrifício e reflexão será o seguinte:

1) Quinta-feira santa: Franz Ferdinand em Recife!
2) Sexta-feira da Paixão (não se esqueçam, não pode comer carne! rs): viajo para São Paulo, para o Lollapalooza!
3) Sábado de aleluia: Lollapalooza!
4) Domingo de Páscoa: volta pra casa, porque dinheiro não nasce em árvore, né, gente!?

Bom, vou tentar ficar postando coisas durante esses quatro dias: comentários dos shows, fotos (vou TENTAR com a minha máquina horrível), tendências etc! Caso não dê, vai ter review completo quando eu voltar! Porém o foco é postar durante o festival!

É isso aí!! Parcimônia na Semana Santa!!! Feliz Páscoa, pessoal! Aguardem notícias!

terça-feira, 12 de março de 2013

Top 10 – “Meus Heróis Morreram de Overdose”



Bom dia, meu poooovo!

Olhe aqui eu voltando, depois de um longo inverno.

Well, semana passada, hein, só “desgraça”, hein? Morte de Chorão, morte de Chávez, morte do meu orçamento para esse mês... o BRASEEEEL NÃO TÁ PREPARADO, MÉLDÉLS!

A morte do Chávez e do meu orçamento nem tanto, mas a do Chorão me deu a ideia do post de hoje: uma playlist macabra, de pessoas que morreram de overdose. Tudo bem que sexo e drogas sempre são vendidas junto com a ideia do rock e da rebeldia, porém montar essa lista me deu uma noção mais real de como elas (as drogas) acabaram, de uma maneira tão trágica e prematura, com vidas tão brilhantes. Só ver que a maioria aí morreu antes dos 40 (Sid Vicious, do Sex Pistols, então, nem se fala: tinha 21 ANOS!!! VENTCHE E UM, #minhagentequéquéisso... Morto, rico e bem novinho... e ainda tem aquele seleto clubinho dos 27... eu, hein, quero distância dali! rs). Enfim, chega de papo moralista, até porque eu passaria anos e anos dando sermão na galere (e também porque grande parte da obra musical deles depende do vício e dos momentos de viagem).


Vamos lá, top 10 músicas de artistas que morreram de overdose (músicas em ordem aleatória):


1.        Charlie Brown Jr. – O côro vai comê!: começando prestigiando o rock nacional, com a sua morte mais recente, essa música é, talvez, uma das mais famosas do Charlie Brown. Como todos sabem, Chorão foi encontrado mortão da silva no seu (bem detonado, lascado e destruído) AP. No local, saquinhos brancos achados no chão que, certamente, não eram farinha, aveia quacker ou fermento.


2.        Nirvana – Aneurysm: nossa, foi muito difícil escolher só UMA música do Nirvana, mas Aneurysm, dizem, tem uma relação umbilical com as drogas, então é a eleita (além de que eu LOVIS essa música). Kurt, versão oficial, se suicidou. Ao lado, uma ruma de remédio e umas seringazinhas de heroína. Dizem que ele ficou muito loks, deprê, e deu um tiro na cabeça com uma espingarda. Isso é uma pena porque, além de todo o resto, Kurt era lindo!! Até hoje, vendo as fotos dele, eu não entendo como é que um cara tão mal cuidado era tão bonito. Contraria todas as expectativas gente!!


3.       Led Zeppelin – Rock’n Roll: o morto da vez é o baterista John Bonhan, que não eeeera muuuito rebelde, em relação a alguns da lista. Só sei que o cara encheu tanto a cara (tomou 40 doses de vodka), que morreu asfixiado no próprio vômito. Tenso. Rock’n roll, a música, foi escolhida porque, enfim, ela é autoexplicativa, tem muito esse clima de rebeldia (mais de rebeldia, menos de drogas... mas tá tudo junto mesmo, então, c’est l avie).


4.       Jimi Hendrix - All Along The Watchtower: All along the watchtower só tá aqui porque foi tocada pelo U2 ;) (tou de brinks, a versão de Jimi é assa também). Ele também foi encontrado nadando no vômito e foi porque ele passou a nite na baladz, curtxindo uma festa. Ele tinha tanto vinho, MAS TANTO VINHO, que os PULMÕES estavam cheios. Dizem que ele foi forçado a beber. Também levantaram a hipótese de suicídio. Mas o fato é que a morte dele, do que aconteceu mesmo, é um dos grandes mistérios da história da música. Jimi também integra o macabro grupo dos 27.


5.        Elis Regina – Prá dizer adeus: yes, nós temos rebeldes! Olhae, o Brasil aparecendo de novo. E com uma perda inestimável: Elis Regina e sua voz linda e poderosa (Maria Rita chega nem aos pés) morreu de uma overdose de cocaína e álcool. Sua maior rebeldia era ser uma entusiasta da democracia nos anos de chumbo, pois, apesar de ousada e atrevida, ela não chegou a ser espalhafatosa. Ocupa seu lugar de direito na nossa seleta listinha.


6.        Whitney HoustonI will always love you: pra Whitney, não podia haver outra música (aliás, ALGUÉM CONHECE OUTRA MÚSICA DELA?!?!?). Outra perda recente da história da música, nem tão rock’n roll e tal, mas muito glam: cheirou umas e se afogou na banheira.


7.        Janis Joplin – It ain’t me, babe: méldéls, a mulherada também tem seus momentos! Janis, linda, sweet, morreu, também, aos 27 anos (êta, grupo maledeto, só leva gente boa!). It ain’t me, babe foi escolhida pela conjunção de fatores dela: a música, originalmente, é de Bob Dylan, mas Janis regravou e ficou muito legal (mais lenta e psicodélica), assim como Johnny Cash (que aparecerá de novo na lista!!), que cantou com June Carter e deu uma pegada folk nela. Enfim, em qualquer versão, vale a pena ouvir!


8.        The DoorsLight my fire: quando penso no The Doors, não tenho para onde corer: começa a tocar aquele pianinho do começo e me vem o verso “c’mon, babe, light my fire”. Abrindo os três últimos da lista, mais um lindo e mais um morto aos 27. Jim Morrison, mesmo preso, era lindo (#snif). Na sua morte, teoria da conspiração (ventila que o governo americano – sempre ele – esteja envolvido) e drogas, claro, apesar do laudo oficial ter saído como infarto. Uma curiosidade (PARA MULHERES): dizem que quem for ao túmulo dele, em Paris, e passar a mão naquele local de uma estátua dele que lá está, fica grávida!! #Corre,Gente. Isso foi tão difundido que o saco da estátua ficou “desbotado”!


9.        Sex Pistols - Sex on 45: apesar de ter muito Sex na linha, os caras gostavam mesmo de anarquia (e sexo e drogas e roquenroll!). Sid Vicious, baixista e cantor da banda (outra gracinha), nem esperou chegar aos 27 (help), morrendo aos 21 (HELP!). A sua história inclui: uma mãe muito loks também (dizem que a heroína que ele injetou foi roubada dela...good boy!) e um amor punk post-modern com Nancy Spungen (dizem que ele a matou, mas, sei lá, dizem tantas coisas), e, ao final, numa carta suicida, ele pediu que fosse enterrado ao lado dela. Essa história tá retratada num filme, “Sid and Nancy, o amor mata” (bem leve, né?). Sid, obviamente, não chegou aos 45 para ver como o sexo nessa idade, sendo o rebelde-mor da nossa listinha.

10.      Johnny Cash – Cocaine blues: Encerro a lista, com super chave de ouro, com Johnny Cash. Por três motivos: primeiro, porque eu amo Johnny Cash e sofro de desgosto por não poder tê-lo visto ao vivo (mas ainda o peguei vivo e me emocionei ao som de Hurt, que podia muito bem fechar a lista, de maneira melancólica); segundo porque o cara era um rebelde típico, com seu topete vintage que deixava as roadies num frenesi danado. Claro que teve muita droga na história dele e Cocaine blues não deixa mentir. Ele foi preso e, quando saiu, fez um show na prisão (em Folsom Prison) para os presos, num dos CD’s mais memoráveis que eu tenho. O diretor da prisão, à época, pediu que ele não tocasse Cocaine blues (ou foi Folsom blues, não lembro, tenho que rever o documentário!), para não estimular os presos. E ele, o que fez? Tocou, claro!! Mas Johnny Cash ocupa a lista, em terceiro lugar e principalmente, porque ele morreu de...
...
DIABETES! E aos 71 anos! #Troll

Johnny Cash é a prova de que o amor, mais do que matar (como no caso de Sid, Kurt e tantos outros), o amor salva. Johnny Cash, ao contrário dos outros rebeldes, escolheu uma caretona, linda , June Carter, cantora folk, e viveu por muitos e muitos anos. Johnny tava afundado nas drogas, mas quando June o deixou, ele se reabilitou (não sem esforço) e se livrou delas. A história é contada no filme I walk the line (traduzido como Johnny e June), maravilhoso, estrelado por Joaquim Pheonix e Reese Witherspoon (ajuda, Google, comé que se escreve o nome dessa mulher), que também é o título de uma música de Johnny e podia também ter sido eleita para fechar a lista. Enfim, linda história de amor e redenção (tenho que parar ou passo o resto da vida falando sobre Johnny Cash).

Apesar de toda a melosidade, recuperação etc etc, essa é uma playlist de REBELDES e DROGADOS, então “lay off that whiskey and let that cocaine be!”


Por Louisy Rodrigues

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

The Cure - Por Louisy Rodrigues



SE VOCÊ ACHA QUE O THE CURE É UMA BANDINHA ALEGRE E DIVERTXIDA POR CAUSA DE BOYS DON’T CRY, PREPARE-SE!!!

(...)


Introdução triunfal, né? NOT.

O The Cure vem ao Brasil!!!!...E eu, enquanto estou aqui na expectativa para a compra dos ingressos, vou escrever um pouco (pouco?) para vocês, mais para saciar a minha ansiedade do que para entretê-los (brincadeira, gentes lindas!!!). Não sei se é porque eu vivi um amor grande, triste e conturbado ao som do The Cure, mas esses ingleses me tocaram profundamente (sempre eles!) e hoje eu sou muito grata a Robert Smith que decidiu trazer seu show de quase (PASMEM!) TRÊS HORAS para as terras tupiniquins.

O show do The Cure já era plantado desde o ano passado, quando o sr. Smith, disse após uma apresentação na Suíça que viria à América do Sul! Desde então, fãs em polvorosa esperam por esse momento, que está chegando, e é claro que eu, amante incondicional do amor e das músicas sobre sofrimento do amor, não podia deixar de dar pitaco e fazer uma mini (mini?) análise de qualquer coisa sobre a banda. Para isso, escolhi o meu CD favorito do The Cure (pelo menos por enquanto) e que também ocupa um lugar no Top 10 CDs do coração: o Disintegration.


Como eu disse acima, eu conheci o The Cure num momento de fraqueza emocional (tempos difíceis...) e, como dá pra perceber pelo nome, o Disintegration não é, digamos, um álbum muito alegre. De fato, não é. É pesado. Então, amigo, se a sua vibe é curtir a dor de um amor acabado, em suas várias nuances, esse é o seu CD! Aliás, eu só recomendo escutar o Disintegration se o seu estado de espírito for esse, pois, se não, você corre forte risco de não aguentar 10 minutos de música com, pelo menos, 4 ou 5 minutos apenas instrumentais.

Mas, enfim, o CD! O Desintegration é espetacular!!! E, como já disse, é sombrio. A começar pela capa, que me dá medo (sério!). O CD todo tem uma tônica bem dark e foi feito no meio de muita pressão pra fugir do estereótipo pop, e de muita droga, as well (o efeito delas, aliás, é PERCEPTÍVEL nas músicas! Rs!). A crítica especializada diz que esse é o melhor álbum do The Cure e ele é tão aclamado/amado por todo mundo que a banda saiu em turnê tocando APENAS o CD e pior: NA ORDEM! Eu tenho um CD chamado Entreat que mostra um show dessa época em Wembley e em verdade, em verdade, eu vos digo: é quase a mesma coisa do que ficar em casa, pois a execução das músicas se aproxima muito à do álbum (tirando a música que dá nome ao CD, que ganhou uma acelerada ao vivo). Mas os shows lotavam e os fãs iam à loucura!


ENFIM, O ÁLBUM (bora parar de fugir do assunto!). Ele é de 1989 (ano do meu nascimento! Só amor!), tem doze músicas, todas possuindo instrumental longo, triste, com linhas de baixo bem acentuadas, sintetizadores constantes e bateria marcante. Como eu conheço cada canção de cór e salteado, dá para fazer um comentário rápido (rápido?) sobre elas:

- Plainsong + Pictures of You: Começo épico e dá a tônica do álbum. Com as duas primeiras músicas do CD, essa dobradinha [vai aprontar altas confusões] é de matar. Soube que em alguns shows a banda as vinha tocando juntas e se isso acontecer em São Paulo, vou enfartar. Eu sempre dizia para o meu ~ex~ (alguns anos mais velho do que eu) que toda vez que eu escutava Plainsong, imaginava ele cantando pra mim. E depois vinha Pictures of You para preencher os momentos de vazio que ficavam quando ele ia embora (ain, que romântxico! Contudo, já dizia Falcão, “o amor é lindju, mas é de vrido!”). Nossa, como eu já chorei ouvindo Pictures of You!! Arre!

- Closedown + Lovesong + Last Dance: músicas lindas e que vão dando a toada do CD... Lovesong entrou para o Greatest Hits. Já se você fechar os olhos em Last Dance dá pra ver a poeira da sua casa formando um casal dançando a última dança (com o perdão do pleonasmo) na penumbra.


- Lullaby + Fascination Street + Prayers for Rain + The Same Deep Water as You: Com essas músicas, o CD vai se desenvolvendo na mesma estrutura das cinco primeiras. Lullaby é uma das minhas músicas favoritas e se destaca nesse meião, chamando a sua mente (que já ia looooge com os instrumentais) de volta pro álbum. Ela já foi single e entrou pro Greatest Hits também.  Fascination Street é aquela “reviravolta”, acelerando o ritmo, que cai novamente com Prayers for Rain e The Same Deep Water as You. Apesar de gostar de todas as músicas, se eu fosse escolher a menos boa seria Prayers e The Same Deep Water as You também iria no mesmo caminho, não fosse a letra, que é simplesmente linda (simplesmente no sentido de simples mesmo, porque ela é muito simples).

- Disintegration + Homesick + Untitled: Finalmente, o final (arre, redundância de novo!!). Não adianta o CD ser todo bom e o desfecho ser uma bela porcaria ficar abaixo das expectativas, né? É o anticlímax e deve ser evitado a qualquer custo. Mas não é o que acontece aqui. O final é apoteótico! Nessas últimas músicas, a banda joga o resto de sofrimento na ponta do microfone e tão líquidas e certas quanto as suas lágrimas nesse momento, amigo, é a dor que transpassa nessas músicas. Em Disintegration, um dos pontos altos, é possível escutar os objetos quebrando (tem esse efeito na música, prestem atenção!) e as coisas estão, literalmente, se desintegrando, assim como a alma do eu-lírico! É, de longe, a música mais agitada do CD e a versão ao vivo, acelerada, ficou infinitamente melhor! Aí vem Homesick, uma introdução linda com piano e aquela sensação de abandono. Finalmente, Untitled completa o álbum e o feeling deixado por Homesick, deixando a mensagem de que a vida é isso aí!

Enfim, é a sua dose diária de tristeza. Mas é um excelente CD.


Porém caso você tenha achado over, horrível e deprimente, para a sua felicidade essa fase do The Cure ocorreu apenas no começo da carreira, depois no Disintegration e agora no final, com o 4:13 Dream. Se você, leitor meu de cada dia, escutar os Between Days desses CDs (com o perdão do trocadilho temático! Rs!) não vai reconhecer a banda e vai entender o porquê dela ter sido UM GRANDE SUCESSO POP (isso mesmo, você leu POP! PÓPÊ! Que nem o Papa que é “pope” em inglês e pop em português e que renunciou!).

Então, fica a dica! Quem quiser acompanhar isso (e muito mais), a oportunidade começa amanhã, à meia-noite, no site da Livepass. E EU, que estou mais tranquila e menos ansiosa pelos ingressos, vou abandoná-los para ouvir os barracos da reunião do condomínio vizinho (#adoro)! Rs!


Fuiz!











Por Louisy Rodrigues

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

The Sounds of Universe Coming in my Window - Por Loisy Rodrigues


Olá!


Atendendo a um chamado do meu amigo Dado Dardinelhes, venho aqui no Ponto Zzero escrever sobre música. Sinceramente, não sei de onde surgiu o convite, porque eu não sou musicista e muito menos jornalista, mas acho que deve ter sido por, para além da matemática e da teoria, eu sentir a música em tudo o que eu faço no meu dia-a-dia. Quem me conhece sabe que, para cada situação, algo me remete à alguma música, que eu estou sempre cantando (mal) ou sempre tendo algum plano infalível imprestável de montar uma banda.

Uma pequena apresentação: meu nome é Louisy Rodrigues e, até segunda ordem, serei uma colaboradora do PZ. Já toquei guitarra e baixo em algumas bandas de garagem, era percursionista no grupo de música armorial do Colégio Marista e hoje toco surdo na bateria da torcida Camisa 12 do ABC. Tudo parecido, né? Minha banda do coração é U2, mas como fã desnaturada que sou, já há algum tempo que não ouço nada e me dedico a descobrir bandas de ontem, hoje e amanhã.
Não defini ainda como será o formato da sessão música do PZ. Se Dado me der carta branca, juro que vai ser algo diferente. Vai depender do meu humor. E, como o de toda boa mulher, o meu é altamente instável. Porém, hoje, no meu primeiro escrito vai ser sobre o Lollapalooza.


O Lollapalooza, como devem saber, é americano e já vinha dando seus pulos na América do Sul desde o ano passado, mas apenas em 2013 é que veio para o Brasil. A edição brasileira vai acontecer no final de março desse ano e tem algumas bandas “B” que valem muito a pena. Então, se você vai, olho nelas.

No dia 29, primeiro dia do festival, vale muuuuuito a pena reservar um espaço para ver a dobradinha Of Monsters and Men, no palco Butantã, e o Temper Trap, que se apresenta logo em seguida no palco Cidade Jardim, o principal. O Of Monsters and Men é uma banda da Islândia que, apesar da frialdade do lugar, tem um som que eu defino como deprê-alegre. A voz da vocalista dá umas cores às músicas, mas a melodia mais parada traz um pouco de melancolia a elas. O resultado é algo que tem um quê de fantástico e que merece MUITO ser ouvido. Já o Temper Trap tem a lindíssima Sweet Disposition, que é deprê DE VERDADE! Confesso que não conheço mais nada e que o álbum deles, o Conditions, tá encostado na minha pasta para ser ouvido no futuro... mas deve ser no mesmo tom de Sweet Disposition: um cara com uma voz legal, linhas de baixo triste, muito sintetizador e explosões na música em determinados momentos para dar um ar dramático... Enfim, pratos cheios para momentos introspectivos!

No sábado, 30 de março, eu vou destacar o Ludov, velha conhecida brasileira, que vai animar o palco Alternativo logo no começo da tarde. Então, para não ficar naquela espera frenética pelos headliners, é bom dar uma conferida. Porém, para mim, a grande estrela da noite (e foi a banda que me compeliu a comprar o ingresso para esse dia, ignorando todas as outras) é o Two Door Cinema Club. Se eu for escrever sobre ela, acho que vou criar um tratado. Espero no futuro fazer um post só para o Two Door, mas o que eu posso adiantar é que esses irlandeses tem um dos sons mais incríveis que eu ouvi nos últimos 5 anos. Se tem uma banda que vale pelo festival todo, essa é o Two Door. Percam todos os outros shows, saiam da vigília pelo Franz no palco Butantã, e vão vê-la, ou arrependam-se pelo resto da vida!!


Finalmente, no domingo, aquele que considero o melhor dia no geral (e o único para o qual eu NÃO vou...#snif), tem o Vanguart no palco Alternativo, banda brasileira que vem crescendo muito no cenário alternativo. O grande problema é que é no MESMÍSSIMO horário do Kaiser Chiefs no palco Cidade Jardim e, amigo, na boa, Kaiser Chiefs é FO*&... não vou comentar sobre, pois disse que o post ia ser sobre bandas “B”, e Kaiser Chiefs é famosíssima no cenário nacional, mas o Yours Truly, Angry Mob é um cd do qual eu gosto muito, que tem uma música linda para as pessoas que, como eu, não gostam de trabalhar (Retirement) e, enfim, é um dos ícones do indie rock moderno. Depois do Kaiser Chiefs, tem o The Hives no mesmo palco, então fica para ele que vale a pena. Por fim, destaco o Hot Chip... é uma banda indie-electro-pop que tem potencial para fazer um grande show. Eu só conheço uma música, Ready for the floor, mas o clipe e a música são tão genais que dá vontade de conhecer mais (se eu me lembrasse de baixar os álbuns, com certeza já estaria surtando, mas eu sempre me esqueço...). Mas, o que quer que vocês façam, NÃO VÃO para o Gui Boratto, no palco Perry...nossa, ele é horrível. Ele “abriu” o show da Madonna e eu dormi. O set dele é tiro e queda pro sono!!

Enfim, QUE VENHA O LOLLA! O site oficial do evento tem uma área para organizar os line ups que o usuário quer ver! Organizem-se AND GO!!!



Por Louisy Rodrigues