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domingo, 16 de julho de 2023

Britney Spears coloca condição para lançamento de livro, segundo site

O recém anunciado livro de memórias de Britney Spears, “The Woman in Me”, pode não ganhar uma versão para os fãs da cantora ouvirem. Acontece que a pop star parece não estar muito animada para gravar a voz necessária para transformar a obra, que será lançada dia 24 de outubro, em um áudiolivro.

De acordo com o TMZ, Britney Spears parece não estar muito certa de que lerá pessoalmente as revelações escritas no seu livro para transformá-lo em audiobook. O site aponta que as fontes próximas à cantora não deixou claro o que não querer realizar as gravações.

Segundo o veículo estadunidense, a pop star estaria achando que é demais gravar todo o conteúdo presente em 288 páginas que narrarão a história da sua vida. Além de relatar o início da carreira, os fãs poderão ler detalhes sobre os momentos difíceis que a cantora enfrentou.

A equipe da cantora, inclusive, já planeja alternativas para conseguir lançar o áudiolivro. Por isso, fonte disseram ao TMZ que uma lista já está sendo construída com possíveis nomes para substituir a voz de Britney Spears na versão audível do “The Woman in Me”. 

Enquanto o martelo não é batido sobre as gravações, as fontes revelaram que Cade Hudson, empresário da artista, está em uma viagem para o México com ela. A ideia é voltar do momento com a decisão tomada sobre as gravações do futuro áudiolivro.

Os fãs da estrela pop e curiosos para ler a história contada por ela não precisarão esperar muito tempo até ter em mãos a versão traduzida da obra. No Brasil, o livro ficará a cargo da Buzz Editora, que anunciou que em nosso país o projeto estará disponível no mesmo dia do lançamento da versão original.

Escrito com notável franqueza e humor, o livro inovador de Spears ilumina o poder duradouro da música e do amor – e a importância de uma mulher contar sua própria história, em seus próprios termos, finalmente”, traz um dos trechos da sinopse do livro.

A Mulher em mim”, em sua primeira edição no Brasil, contará com uma tiragem de 50 mil exemplares.

sábado, 10 de junho de 2023

Luís da Câmara Cascudo | Biografia

Luís da Câmara Cascudo (Natal, RN, 30 de dezembro de 1898 - Natal, RN, 30 de julho de 1986) foi um folclorista, historiador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro. Pertencente a uma família rica potiguar, Câmara Cascudo tornar-se talvez o mais importante pesquisador da etnografia e do folclore brasileiro.

Exerceu várias profissões públicas, entre as quais professor, diretor de escola, secretário do Tribunal de Justiça e consultor jurídico do estado. Iniciou o curso de medicina, mas desistiu deste e acabou por se formar em Direito na velha faculdade do Recife.

Ao desejar ser jornalista, seu pai, um homem rico, instalou o jornal A Imprensa para seu filho, que neste mantinha uma coluna chamada de "Bric-A-Brac" onde escrevia observações sobre a gente e a cena cultural de Natal. Iria colaborar posteriormente em vários outros jornais de capitais brasileiras, em especial no Recife.

Seu primeiro livro é editado em 1921, com o título de "Alma Patrícia", no qual escreve pequenos estudos sobre poetas e prosadores da cidade de Natal à época. Seguiram-se a este "Joio" e "Histórias que o tempo leva". Sua primeira obra no campo do folclore, que o tornaria famoso neste campo de estudo é "Vaqueiros e Cantadores" de 1939.

De orientação política conservadora, é um importante propagandista da ideologia integralista (a versão brasileira do fascismo), exercendo militância na imprensa. Fundador da Sociedade Brasileira de Folclore, propõe uma teoria para a Cultura popular, além de estabelecer um elaborado estudo sobre a literatura oral no Brasil, valorizando-a.

Em 1951, começa a dar aulas como professor de direito internacional público na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e três anos mais tarde lança sua obra mais importante no campo do folclore, o "Dicionário do Folclore Brasileiro", obra de referência mundial. Outros livros de sua autoria e que o tornam uma autoridade no estudo do folclore e etnografia brasileira seguem-se, como "Rede de Dormir", de 1959, "História da Alimentação no Brasil", de 1967, e "Nomes da Terra", de 1968, "Civilização e cultura" de 1973. 

Publicou depois, entre outros, "Geografia dos Mitos Brasileiros", com o qual recebeu o prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras. Traduziu ainda obras de Michel de Montaigne e Henry Koster

Ao todo, é autor de 31 livros.O pesquisador trabalhou até seus últimos anos e foi agraciado com dezenas de honrarias e prêmios, teve até mesmo sua imagem estampada na cédula de 50 mil cruzeiros, lançada em 1991, após a sua morte. 

Faleceu na mesma cidade em que nasceu, Natal, aos 87 anos.

Obras de Luís da Câmara Cascudo

(1939) Vaqueiros e Cantadores: folclore poético do Sertão de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará 

(1943) Antologia do Folclore Brasileiro 

(1947) Geografia dos Mitos Brasileiros 

(1949) Os Holandeses no Rio Grande do Norte 

(1955) História do Rio Grande do Norte 

(1957) Jangadas: Uma Pesquisa Etnográfica 

(1959) Rede de Dormir 

(1965) História da Republica no Rio Grande do Norte 

(1967) Folclore do Brasil: Pesquisas e Notas 

(1968) Coisas que o Povo Diz 

(1974) A Vaquejada Nordestina e Suas Origens 

(1977) Antologia da Alimentação no Brasil 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Com look ousado, Madonna inaugura exposição de relançamento do livro “SEX”

 

No alto de seus 64 anos de idade, Madonna provou mais uma vez que tem envelhecido como vinho: a cantora surgiu toda de lingerie na inauguração da exposição de relançamento do livro “SEX”. O evento aconteceu na noite desta quinta-feira (1º), no Miami Art Basel, em Miami Beach, EUA. O intuito da cerimônia era celebrar a edição comemorativa de 30 anos do livro, que se trata de uma compilação de fotos erótico-artísticas reveladas ao público pela primeira vez em 1992.

A nova tiragem do clássico livro, que foi um tanto polêmica à época de seu lançamento original, se apresenta em uma edição limitada de 800 cópias. Para ter direito a uma delas, a pessoa interessada deve desembolsar a quantia de US$2.750.

A exposição inspirada na obra é realizada em parceria com a grife Yves Saint Laurent e ficará disponível até domingo (4). Nela, estão expostas ao público 17 fotos que podem ser vistas no recheio do livro.


Através dos stories do Instagram, a artista publicou uma série de registros da exposição, incluindo produtos licenciados inspirados no livro. Ela mostrou uma ecobag com as escritas do título do livro e da marca.

Originalmente, “SEX” chegou junto com o lançamento de “Erotica”, um álbum conceitual sobre sexo e romance. Durante a divulgação, Madonna apresentou o alter ego “Mistress Dita”, inspirada na atriz alemã Dita Parlo. Além disso, o livro continha imagens explícitas da cantora, com a fotografia do famoso Stephen Meisel.

O livro lançado em 1992 está programado para receber um relançamento de seu 30º aniversário durante a mostra de arte, cortesia de Yves Saint Laurent e da Callaway, de Nova York. A nova edição de “SEX” terá 800 páginas e virá com sua própria exposição de arte com curadoria de Madonna e do diretor criativo da YSL, Anthony Vaccarello.

Além disso, em uma outra postagem realizada nas redes sociais da própria grife, confirma o evento e que a exposição será realizada no projeto Rive Droite de Yves Saint Laurent. Vale lembrar que no mês passado, Madonna refletiu sobre o impacto cultural de “Sex” em uma postagem polêmica no Instagram,

Também escrevi sobre minhas fantasias sexuais e compartilhei meu ponto de vista sobre sexualidade de maneira irônica. Passei os próximos anos sendo entrevistada por pessoas de mente estreita que tentaram me envergonhar por me fortalecer como mulher. Fui chamada de prostituta, bruxa, herege e diabólica. Agora Cardi B pode cantar sobre seu WAP. Kim Kardashian pode enfeitar a capa de qualquer revista com sua bunda nua e Miley Cyrus pode aparecer como uma bola de demolição”, disse Madonna.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Obras de Monteiro Lobato entram para domínio público

Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.

Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.

Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior.

Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

Polêmico

Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Acervo

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizadocom 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original – o texto da maneira exata como foi escrito – por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume. (Secretaria Especial de Cultura).

quarta-feira, 15 de março de 2017

Bowie, A Biografia | Por Wendy Leigh

Bowie, a biografia, de Wendy Leigh publicado pelo selo Best Seller do Grupo Editorial Record, aqui no Brasil, se propõe a contar a vida de David Bowie, nascido David Jones até a sua inesperada morte em janeiro deste ano.

É mais uma das inúmeras biografias do rock star britânico que revolucionou o mundo com o seu comportamento libertário e permissivo em uma época em que devemos nos lembrar, não só o movimento hippie era um fato como a própria liberdade sexual feminina se tornava uma pauta mundial, muito embora isso não apareça como fatores do mundo em que Bowie tenha experimentado, de acordo com essa biografia.

Aliás, antes de começar a falar especificamente dessa biografia, gostaria de fazer um comentário sobre essa coisa chamada narrativa de vida. Biografar é uma maneira de criar narrativas, estabelecer uma sequência causal entre fatos, encontros e ações e dizem muito a respeito não apenas do que acontece, seja por meio de declarações ou notícias da época, que em si mesmas já são considerações e perspectivas que produzem essas coisas, mas também da memória (coisa muito fugaz) dos que são entrevistados e da própria interpretação do biógrafo.

E por que eu estou dizendo isso?

Porque essa biografia de David Bowie parece se concentrar muito, como escutei por aí de algumas pessoas que já a leram, nos aspectos sexuais do astro, e é claro que ela realmente o faz, mas isso ocorre porque a maioria das pessoas parecem se predispor a falar apenas dos relacionamentos que tiveram com o cantor.

A maioria dos relatos que vamos encontrando são justamente de como Bowie era charmoso, sensual, bem-dotado e bom de cama. Claro que a própria biógrafa tem um papel importante nisso, já que é ela quem vai costurando a história do artista, mas ainda assim não se pode negar que todas essas afirmações existiam em abundância.

O próprio Bowie sempre se utilizou das polêmicas em relação a sua orientação sexual e aos papéis de gênero que exercia, e acredito que eram muito mais por uma questão de se por em destaque mesmo do que por ser daquela forma. Ele era um ator que vestia a personagem transgressiva nesse aspecto.

Digo isso não pelo que Wendy Leigh quer nos mostrar, porque ela parece sempre reiterar que David era, de certa forma, um aproveitador dos melhores, um egoísta que parecia pensar somente em si e em como alcançar o estrelato.

O fato que me leva a crer isso é que Bowie vai deixando muito rapidamente com o passar dos anos a questão de transitar entre o masculino e o feminino, coisa que era muito presente em seu início de carreira.

Outro é que, embora ele tenha se afirmado bissexual, depois homossexual e voltado a ser bissexual e no fim dito ser heterossexual, ele sempre se envolveu amorosamente com mulheres. O homossexual aparece como uma espécie de outra forma de ter prazer para ele, que sempre pareceu ser bastante focado em seu desejo pelo sexo oposto. Muito diferente, por exemplo, do também britânico Freddy Mercury, que também praticava um certo liberalismo, mas que se envolveu amorosamente com alguns dos homens com os quais se deitava.

Era quase como se fosse um pequeno fetiche de David, o de ser adorado por todos. Outro me pareceu também ser as mulheres negras, que de acordo com o livro teria sido sempre a preferência do cantor.

A questão de cor também passa pela forma como as pessoas descrevem a beleza de David, sempre com uma pele tão branca, tão perfeitamente branca.

E assim eu vou percebendo uma construção de uma personagem que pode parecer extremamente revolucionária e libertária, mas que no fim não acaba me convencendo muito disso.

O que só me lembra da questão de que há sempre em torno dos artistas uma lenda criada que sempre vai se tornando mais polida e mais distante de uma visão totalmente crítica e acurada do seu comportamento.

Se essa minha interpretação é algo que foi direcionado pela narrativa construída por Wendy Leigh? Não tenho dúvidas de que sim, mesmo que ela não tenha tido essa intenção conscientemente, afinal, a partir das cores que ela me presenteou eu pintei a minha imagem de David Bowie e que não é tanto a dessa pessoa super libertária e isenta de um comportamento que não é livre de problemas, por mais avant garde que seja.

Mas isso são leituras que eu faço de David Bowie que me é apresentado, não da agradável leitura que é essa biografia escrita por Leigh em suas 320 e poucas páginas e que valem muito a pena serem lidas, seja para conhecer a trajetória do mito enquanto homem como para ter uma visão mais crítica do homem David Bowie.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Com leveza, Rita Lee narra as coisas boas e más da vida em autobiografia

Rita Lee tinha seis anos quando perdeu a virgindade com chave de fenda criminosamente manipulada pelo técnico que viera consertar a máquina de costura da mãe da então menina paulistana. Bastou uma distração da mãe para que a garota fosse sexualmente abusada. Dramático, o episódio é revelado por Rita nas páginas 13 e 14 da autobiografia lançada neste mês de novembro pela editora Globo Livros. Tão ou mais traumático na vida de Rita quanto a saída do grupo Os Mutantes, contada 100 páginas depois, nem o drama do abuso torna o livro pesado. A caminho dos 69 anos, a serem completados em 31 de dezembro deste ano de 2016, Rita Lee Jones rememora coisas boas e más da vida com leveza, sinceridade e com a espirituosidade característica dos textos da artista.

Sim, Rita sustenta que foi expulsa d'Os Mutantes – ao qual se refere no livro como Os Mutas – e avalia com rigor os discos do trio que formou em 1966 com os irmãos Arnaldo Dias Baptista e Sergio Dias Baptista. Mas, como ela mesma ressalta, conta no livro apenas o lado da moeda dela. O título Uma autobiografia já explicita o caráter pessoal do texto, nem por isso menos revelador. Rita recorda em detalhes a infância e a adolescência vivida com a mãe, as três irmãs e a madrinha em clã majoritariamente feminino, mas governado com rédeas curtas pelo pai austero, apelidado no livro de Sargento.

Rita é de Sampa, mas nunca foi santa. Jamais esconde as traquinagens que fez ao longo da vida. Desde fumar maconha com o pai (a inesperado convite dele) no sótão da casa da família até as peraltices adolescentes e adultas. Diplomática, às vezes não dá nome à santa (como o da cantora então desconhecida que Rita surpreendeu na casa de Jorge Ben Jor ao procurar o compositor para pedir música para Os Mutantes), mas às vezes não se furta a qualificar colegas com adjetivos pouco lisonjeiros, casos de Edu Lobo, retratado como arrogante, e da própria família Baptista, apontada como pouco asseada.

Contudo, Rita jamais destila rancor. Os veneninhos são embutidos na narrativa com fofura e finas ironias. Nem por isso a falta de afinidade com o guitarrista Sergio Dias fica menos evidente. Editada com quatro cadernos de fotos que retratam todas as fases de Rita, a autobiografia flui tanto pelo poder de sedução do texto como pela interessante história de vida da autora.

Uma das bossas da edição é incluir adendos creditados a um fantasminha camarada que expõe dados concretos da biografia de Rita, já que ela assume não ter rigor com datas. É Phanton, o fantasminha, quem informa que o seminal trio Teenage Singers, um dos embriões que gestaram Os Mutantes, entrou no estúdio pela primeira vez em 1964 para fazer vocais em álbum do cantor paulistano José Glagliard Filho, conhecido artisticamente como Prini Lorez. É também Phanton quem conta que a estreia d'Os Mutantes no programa de TV de Ronnie Von – cantor que batizou e avalizou o grupo, aliás – aconteceu em 15 de outubro de 1966.

Só que datas são detalhes tão pequenos na vida assumidamente gauche de Rita Lee, ovelha negra da família e da própria música pop brasileira. Importa muito mais o amor de Rita pela cachorra Danny, exposto ao longo do livro. A propósito, Danny adoeceu quando Rita foi presa, em 1976, e esperou a dona sair da prisão para enfim sair de cena, como a artista conta na fase em que já estava envolvida com o compositor e guitarrista Roberto de Carvalho, fiel parceiro na música e na vida, com quem fez o Carnaval pop entre 1979 e 1982.

Longe de ter feito autobiografia chapa branca, Rita de Sampa apresenta livro com todas as cores vivas da vida, sem carregar no drama, mas sem escondê-lo quando ele existiu. Casos da depressão da maturidade e da decisão de interromper uma gravidez arriscada. "Mesmo já tendo abandonado a religião, entrei no mea culpa catolicista e me autocondenei ao mármore do inferno", lembra Rita, falando sério, mas no tom espirituoso do texto.

Mais para o fim, Rita assume o vício do alcoolismo. A bebida, argumenta, a ajudou a não encarar de frente as sucessivas perdas (do pai Charles, da irmã Mary e da mãe cúmplice, Romilda, a Chesa). "A novela da vida virou disco-internação-show-internação-casa-internação, e assim caminhava minha maturidade transviada", admite Rita na página 211.

Com doses altas de autocrítica vocal ("Cantar nunca foi natural para mim", acredita) e de orgulho da própria trajetória ("Não faço a Madalena arrependida com discursinho antidrogas, não me culpo por ter entrado em muitas, eu me orgulho de ter saído de todas"), Rita Lee Jones faz no livro um sedutor balanço existencial, sem saudosismo, já enxergando no horizonte a finitude. Mas sem saber o final, como já dizia há 40 anos na letra de Coisas da vida (Rita Lee, 1976), exposta na abertura do livro: "Depois da estrada começa uma grande avenida / No fim da avenida / Existe uma chance, uma sorte, uma nova saída / Qual é a moral? Qual vai ser o final / Dessa história?". Até aqui, a história foi bonita, corajosa, e, em muitos momentos, feliz. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Livro expõe conhecimento de Renato Russo sobre o motor da indústria pop

É exagero romântico afirmar – como tem sido dito em depoimentos para reportagens sobre os 20 anos de morte de Renato Russo (1960 – 1996) – que a biografia da fictícia The 42nd St. Band serviu de base e guia para a carreira do cantor e compositor carioca à frente da banda Legião Urbana. Escrita entre 1975 e 1976, quando Russo tinha somente 15 e 16 anos, a fragmentada biografia da banda inglesa mostra – isso, sim – como o futuro ídolo pop já conhecia muito bem as engrenagens que movimentam a indústria da música. O que certamente o ajudou a conduzir os rumos da Legião, mas não a ponto de reproduzir a saga da 42nd St. Band no mundo real.

Ao historiar a trajetória da banda imaginária, formada em 1974 a partir da reunião de músicos reais (como o guitarrista Mick Taylor, então recém-saído do grupo inglês The Rolling Stones) com músicos criados pela mente inventiva de Russo (como o baixista Eric Russell, espécie de alter-ego do autor nessa fase adolescente), o artista revela vasto e precoce conhecimento das relações de poder travadas entre bandas, gravadoras e jornalistas.

Traduzido dos originais em inglês, dispersos em folhas soltas, o livro inédito ora lançado pela editora Companhia das Letras impressiona sobretudo quando Russo inventa longas entrevistas da banda – ou de um dos integrantes da 42nd St. Band – com veículos como a revista Rolling Stone. A riqueza de detalhes expostos por Russo nas imaginadas entrevistas é tanta que elas parecem reais.

A própria exposição da trajetória do grupo até 1988 é tão minuciosa que o romance da banda imaginária, como o livro é caracterizado na capa, jamais deixa dúvidas sobre o caráter prodigioso da mente de Russo. Na biografia, o autor lista álbuns (inclusive os abortados no meio do processo de gravação), músicas, turnês e as diversas formações da banda entre episódios como a morte folhetinesca do tecladista Allan Reeves (na página 144, um mórbido Russo ainda imagina o fim de seis músicos da banda, informando a idade e a causa da morte de cada um).

Por conta desse caráter meticuloso, o livro corre o risco de soar chato para quem tem pouco interesse pelos bastidores da indústria pop, movida a egos (os dos músicos, dos jornalistas, dos empresários e dos executivos do mercado fonográfico). Em contrapartida, quem gosta do assunto pode até enxergar na biografia da 42nd St. Band um manual de sobrevivência na selva do universo pop.

São tantas particularidades que, mesmo fragmentada e eventualmente até contraditória, a narrativa reitera o brilho da mente de escritor detalhista, povoada com lembranças do passado, presente e futuro da banda fictícia biografada no livro e com intuições do futuro que ele iria vivenciar de forma real já a partir de 1978 com a criação do grupo punk Aborto Elétrico, embora seja bobagem tentar correlacionar a história da 42nd St, Band com a do Aborto Elétrico e, sobretudo, com a da banda Legião Urbana.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Agora vai? Amazon divulga suposta data de lançamento do novo livro de “As Crônicas de Gelo e Fogo”

Já faz mais de cinco anos que os fãs da série “Game of Thrones” e da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo” aguardam o sexto livro, “Os Ventos do Inverno”, que vem sendo constantemente adiado pelo autor George R.R. Martin.

Demorou tanto para chegar, aliás, que a própria série derivada da saga, “Game of Thrones”, lançada em 2011, já ultrapassou o enredo dos livros em 2016, com a estreia da sexta temporada.

Mas a Amazon da França deu uma luz aos fãs da saga ao divulgar uma suposta data de lançamento do novo livro, o “Os Ventos do Inverno”, em seu site: 9 de março de 2017. Mas será que essa data é real mesmo, gente?

Se for, vai ser ótimo, pois o livro vai chegar antes da sétima e penúltima temporada de “Game of Thrones”, marcada para estrear no segundo semestre do ano que vem.

Entretanto, a editora do autor George R.R. Martin, a Random House, garante que a data oficial de lançamento ainda não foi decidida. Portanto esta da Amazon, para março de 2017, continua sendo apenas um rumor.

Confira o comunicado que a Random House enviou para a Entertainment Weekly:

Como sua editora, nós apoiamos George R.R. Martin enquanto ele trabalha arduamente para terminar ‘Os Ventos do Inverno’. Qualquer data listada online para o livro está incorreta. Assim que tivermos uma data para a publicação do livro, o mundo irá saber”.

Enquanto o livro não chega oficialmente, vários capítulos já foram disponibilizados pelo autor em seu blog. Mesmo ainda não tendo uma data oficial, será que agora vai?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Livro analisa a ideologia política de Cazuza e Renato Russo nos anos 1980

Embora grupos como Titãs e Plebe Rude tenham seduzido a juventude roqueira da década de 1980 com obras contestatórias, é consenso que Agenor de Miranda Araújo Neto (1958 – 1990) e Renato Manfredini Jr. (1960 – 1996) foram os maiores porta-vozes musicais da geração daqueles anos em que o rock brasileiro esteve com cotação alta no mercado fonográfico. O recém-lançado livro Brasil - Cazuza, Renato Russo e a transição democrática (Editora Civilização Brasileira) reflete sobre as questões políticas e sociais embutidas nos cancioneiros dos dois compositores cariocas.

Escrito pelo jornalista Mario Luis Grangeia, doutorando em sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o livro contextualiza e entrelaça as obras dos dois ícones do rock brasileiro dos anos 1980.

Egresso do grupo carioca Barão Vermelho, formado em 1981 Cazuza aguçou a veia política na carreira solo iniciada em 1985 e desenvolvida sob os efeitos devastadores do vírus da Aids. Renato Russo foi o mentor da banda brasiliense Legião Urbana, formada em 1982 numa cidade então em combustão, imersa no fogo ateado pelo movimento punk dos anos 1970 com chamas que se mantiveram altas na capital do Brasil entre 1978 e 1982, anos em que Russo esteve à frente do grupo Aborto Elétrico.

Russo é o compositor de Que país é este?, rock que começou a ser veiculado em shows em 1978, expondo a sujeira até então varrida para baixo dos tapetes nacionais. Cazuza é parceiro de George Israel e Nilo Romero na composição de Brasil, o rock que sambou e sapateou na cara do país em 1988, dez anos depois, na voz da cantora Gal Costa. Granjeia parte destas duas músicas-emblemas para abordar os cancioneiros de Cazuza e Renato Russo em um país que atravessou os anos 1980 em processo de redemocratização.

O autor se vale de trechos de entrevistas concedidas pelos artistas para montar o painel sócio-político-musical da época. Fatos da vida pessoal dos artistas, como a homossexualidade e a contaminação pelo vírus HIV, entram em pauta, no sentido de que também foram questões políticas numa década em que houve quem caracterizasse a Aids como “peste gay”.

Mesmo sem apresentar uma visão original sobre as obras postas em discussão, o livro tem o mérito de dissecar significados e sentidos políticos das músicas de Cazuza e Renato Russo, mostrando oscilações nas visões dos compositores, cujas ideologias foram da esperança ao desencanto com os rumos sócio-políticos do Brasil.

Brasil - Cazuza, Renato Russo e a transição democrática expõe como os dois roqueiros jamais se calaram diante das mazelas do Brasil, levantando as vozes (de tenor, no caso de Cazuza, e barítono, no caso de Renato Russo) contra as injustiças e os algozes das liberdades democráticas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

George R.R. Martin, criador de “GoT”, terá nova saga adaptada na TV

Em breve nós veremos mais um trabalho de George R. R. Martin na TV. O criador de “Game of Thrones” contou ontem no blog dele que a Universal Cable Productions acaba de adquirir o direito para criar uma série da saga “Wild Cards”.

Wild Cards” começou a ser publicado nos 80 por Martin e vários amigos de RPG dele e hoje tem mais de vinte publicações. A história se passa numa NY dos anos 40 após um grande ataque de vírus alienígena mortal. 90% da população da cidade morre, enquanto os demais desenvolvem superpoderes.

Ou seja, há uma série na vibe “super-heróis” do criador de Game of Thrones! “Wild Cards é uma série de livros, graphic novels, jogos… Mas acima de tudo, é um universo tão grande, diverso e incrível quanto as séries de quadrinhos da Marvel e da DC“, disse Martin na publicação.

Martin diz que o universo da série é compartilhado, com todas as publicações feitas por vários escritores ao longo dos 30 anos da série. Inclusive, os livros já são vendidos no Brasil!
Ele encerra dizendo que não está envolvido no projeto para a TV, já que tem exclusividade da HBO. A Universal Cable Productions é responsável por fazer “Mr Robot” e não deu uma previsão de lançamento.

Bom, “Game of Thrones” está acabando e super-heróis estão na moda. Imagina tudo isso junto numa série nova? Deve ficar muito legal!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

“Ninguém pode estar tão desapontado quanto eu,” diz George R. R. Martin sobre adiamento de “The Winds of Winter”

George R. R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, disse que o lançamento do sexto volume da série será novamente adiado, uma vez que ele “ainda não está pronto”.

The Winds of Winter” tinha seu lançamento programado juntamente com a sexta temporada da série de TV, Game of Thrones, em abril deste ano.

Em uma postagem em seu blog, George R. R. Martin disse que ele já escreveu grande parte da história, mas que ele ainda está “há meses de terminar… e isso se o processo de escrita caminhar bem.”

Acreditem em mim, não me dá prazer algum digitar estas palavras. Vocês estão desapontados e vocês não estão sozinhos.” o autor disse.

Os meus editores e a minha editora estão desapontados, a HBO está desapontada, meus agentes e editoras estrangeiras e tradutores estão desapontados… mas ninguém pode estar tão desapontado quanto eu. Por meses eu não quis nada mais do que ser capaz de dizer, “eu terminei e entreguei “The Winds of Winter” no último ou antes do último dia de 2015. Mas o livro não está pronto. Também não é provável que ele seja terminado amanhã ou na próxima semana.”

Em janeiro de 2015, o autor disse aos fãs que a continuação do quinto volume lançado em 2011, A Dança dos Dragões, não seria lançado até meados de 2016.

O autor ainda pediu para os fãs pararem de incomodá-lo com perguntas sobre a história da série de TV e ainda admitiu que ele teve um ano cheio, o que pode ter afetado seu tempo de escrita.

A escrita não foi tão rápida ou tão boa quanto eu gostaria que tivesse sido,” ele escreveu. Você pode culpar minhas viagens ou minhas postagens no blog ou distrações com outros projetos ou seja lá o que for, mas talvez isso tudo tenha sido um impacto… você pode culpar a minha idade, talvez isso também tenha sido um impacto… Mas, se a verdade tem que ser dita, algumas vezes a escrita vai bem e algumas outras ela não vai e isso sempre foi real para mim, desde quando eu tinha os meus vinte e poucos anos.”

George R. R. Martin reconheceu que será estranho para os seus leitores, porque, pela primeira vez, os telespectadores de Game of Thrones estarão na frente dos leitores na história dos livros. Mas ele disse que, de qualquer maneira, o sexto volume de As Crônicas de Gelo e Fogo já seria diferente.

Quando você me pergunta, “a série de TV contará o futuro dos livros?” tudo o que eu posso dizer é “sim e não,” e balbuciar mais uma vez sobre o efeito borboleta. Estas pequenas e lindas borboletas cresceram e se transformaram em poderosos dragões. Alguns dos spoilers que você pode encontrar na sexta temporada podem nem mesmo ser spoilers… porque a série de TV e os livros divergiram-se e continuarão a fazer isso.”

sexta-feira, 1 de abril de 2016

James Dean era escravo sexual de Marlon Brando, afirma nova biografia

Polêmica à vista! O livro ‘James Dean: Tomorrow Never Come’, escrito por Darwin Porter e Danforth Prince, afirma que o intérprete foi escravo sexual do lendário ator Marlon Brando e que também teve relações sexuais com Walt Disney.

A publicação conta que Brando conheceu o intérprete de Juventude Transviada (1955) em Nova York. Na ocasião, Dean aproveitou para confessar seu amor e admiração e o ator de O Poderoso Chefão respondeu com um beijo. Escrito por dois veteranos jornalistas de celebridades que conheceram as duas estrelas de Hollywood, o livro traz entrevistas de alguns dos amigos dos atores, incluindo o compositor Alec Wilder. “Definitivamente eram um casal. É possível dizer que a ‘fidelidade sexual’ não fazia parte de seus vocabulários”, lembra Wilder, e acrescenta que o próprio Dean lhe contou sobre o affair.

As polêmicas revelações ainda detalham a vida sexual do casal, que gostava de praticar jogos sadomasoquistas. De acordo com o escritor Stanley Haggart, amigo de Dean, Brando supostamente se divertia em apagar cigarros no corpo de Jimmy. O escritor afirma que enquanto o protagonista de Apocalipse Now gostava de atormentar seu jovem companheiro, a quem via como um mero brinquedo sexual, Dean estava completamente apaixonado. “Acredito que Brando usava Jimmy sadicamente, que o seguia por todos os lados com a língua de fora”, explica.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o livro também afirma que Dean manteve relações íntimas com Walt Disney, que muitos afirmam ter sido homossexual, mesmo sem que exista uma comprovação.

sábado, 21 de novembro de 2015

Com novas versões a cada mês, o mercado de bíblias continua no topo

O livro sagrado dos cristãos ainda é o mais vendido do mundo

Os mais velhos se lembram bem do ofício de homens como José Maria Nogueira Lira. Há mais de 30 anos, ele andava pelas ruas de Fortaleza, batendo de porta em porta. Dali, empenhou-se e abriu uma loja. Depois foram mais sete espaços físicos e ainda um ambiente virtual, este lançado há sete anos, até Nogueira Lira se tornar um empresário reconhecido por vender variações de um único produto que parece não ser afetado por crises (e nem sair de moda): a Bíblia.

Fundador da empresa Casa da Bíblia, Nogueira Lira está no centro de um mercado do livro que, além de ser o mais vendido de todos os tempos, provavelmente ainda é o mais vendido em todos os anos. Em 2014, foram distribuídas 34 milhões de unidades só das entidades ligadas a Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma associação que atua em 200 países e que recém-divulgou e seu relatório anual. O número significou um crescimento de 6% em relação a 2013. Só no Brasil, foram 7,6 milhões de volumes editados pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), ligada à SBU.

— É tranquilamente o livro mais distribuído do mundo — afirma Erní Seibert, secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB. — É um patrimônio da Humanidade. Se você viajar para a Europa e quiser entender a arquitetura, precisa conhecer a fé cristã. Se quiser entender a obra do Aleijadinho no Brasil, precisa do texto bíblico. Não é um livro apenas para religiosos.

ONZE MILHÕES DE BÍBLIAS NO BRASIL

A SBB atua majoritariamente no ramo evangélico e é o maior entre os mais de 50 membros da Associação de Editores Cristãos do Brasil (Asec). A diferença entre as bíblias evangélica e católica está apenas na exclusão de sete livros do Antigo Testamento por parte da primeira, além das traduções que diferem por editoras. Já os livros que interpretam o texto conforme determinadas doutrinas religiosas são chamados de “bíblias de estudo”, nada mais do que uma tradução acompanhada por comentários.

O texto bíblico é sempre o mesmo, independentemente da denominação cristã. Mas há mais de uma dezena de traduções para o português — afirma Emílio Fernandes Júnior, presidente da Asec. — Infelizmente, ainda não há dados oficiais de venda deste segmento no Brasil. Recentemente a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato dos Editores de Livros passaram a incluir o segmento de Bíblias na pesquisa do mercado editorial e essa distribuição começa a aparecer. Estima-se que em 2014, no Brasil, tenham sido distribuídos 11 milhões de Bíblias, tanto católicas quanto evangélicas.

A Bíblia original, escrita em aramaico, grego e hebraico, está em domínio público, o que significa que qualquer pessoa pode traduzir e publicar o livro — e aí, sim, haverá proteção de direitos, por 70 anos a partir da morte do tradutor. As diferentes traduções diferem basicamente na linguagem. Uma das mais conhecidas foi feita pelo português João Ferreira de Almeida (1628-1691) e é muito utilizada, sobretudo por doutrinas protestantes.

— Os tradutores são considerados como autores, porque são responsáveis pelo que se chama de obra derivada — explica o monsenhor Jamil Alves, diretor editorial das Edições CNBB, criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em 2005. — Desde a sua criação, a Edições CNBB já produziu mais de um milhão de bíblias.

Já a editora Ave-Maria, uma das maiores no segmento de bíblias católicas, tem no mercado obras como “A Bíblia infantil”, “Bíblia católica do jovem”, “Minha primeira Bíblia com a Turma da Mônica” e a tradicional “Bíblia sagrada”. Desde 1959, já publicou 200 edições de bíblias, numa média anual de 600 mil volumes vendidos.

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— Quando há incoerência nos textos, a Igreja intervém por meio da Congregação para a Doutrina da Fé — afirma Aliston Monte, gerente de Marketing da Ave-Maria. — O maior consumidor são as paróquias. Em muitos municípios do país não há livraria, mas paróquia sempre tem. E também há empresas que compram para presentear funcionários e clientes.

Segundo a última edição do Guinness Book, a Bíblia já foi traduzida para 349 idiomas e é o livro mais vendido do mundo. Os números absolutos, porém, são incertos. O Guinness cita estimativas de que mais de cinco bilhões de cópias de bíblias foram distribuídas desde o século XIX. Como comparação, os sete volumes da série “Harry Potter”, bem mais jovem que a Bíblia, mas uma sensação desde 1997, venderam 450 milhões.

— Todos os meses são lançadas bíblias novas — conta Ossian Carlos Vital, gerente administrativo da Casa da Bíblia virtual, aquela fundada pelo ex-vendedor Nogueira Lira. — Mesmo quando as editoras não têm algo novo, mudam a capa, o design. O mercado está sempre movimentado.