quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Anitta, Ivete Sangalo e Jota Quest estão entre os vencedores do duvidoso Prêmio Multishow

Anitta, Jota Quest, Simone e Simaria e Wesley Safadão estão entre os vencedores do duvidoso Prêmio Multishow entregue na noite desta terça-feira (25) no Rio de Janeiro.

Apresentado por já sem graça Tata Werneck e Fabio Porchat, o evento coroou Anitta com o “Melhor Show” e “Blecaute” como a “Melhor Música”. Vale lembrar que parte das categorias teve votação popular. De qualquer forma, para quem acompanha o cenário musical nacional, percebe logo de cara a falta de grandes nomes da música de 2016 e de álbuns que verdadeiramente mereciam está na premiação, mas foram ignorados.

Versão do Ano:Chico Buarque Song”, Céu
Música Chiclete:Camarote”, Wesley Safadão
Experimente: Simone e Simaria
Melhor Música:Blecaute”, Jota Quest, Anitta & Nile Rodgers
Melhor Cantor: Luan Santana
Melhor Cantora: Ivete Sangalo
Melhor Grupo: Henrique & Juliano
Melhor Show: Anitta
Melhor Hit:Playsom”, Baiana System
Melhor Clipe:Eu, Você, o Mar e Ela”, Luan Santana 

Depois de negar parceria, Tinashe confirma dueto com Britney Spears em “Slumber Party”

Tinashe bem que tentou despistar, mas sua parceria com Britney Spears é sim verdadeira. As duas cantoras posaram nesta terça-feira (25) para as redes sociais confirmando a colaboração.

A expressão que você faz quando os rumores são verdadeiros e você colaborou com seu ídolo e basicamente toda a sua vida é um sonho então você se mantém linda para Brit, mas por dentro você está uma bagunça e morta”, escreveu usando a hashtag #SlumberParty.

Apesar dos supostos problemas enfrentados por Britney Spears para a gravação do videoclipe do novo single do álbum “Glory”, pelo visto, finalmente a coisa desenrolou.

A cantora descobriu que o empresário Adam Kluger, da Kluger Agency, estava se passando por representante dela e fraudando valores para merchandising do app Bumble (criado por ex-funcionários do Tinder). A ideia é que o clipe novo mostre o Bumble, algo que Britney já fez com outros produtos, em outros clipes. Porém, de acordo com o site TMZ, Kluger fechou um patrocínio de US$ 800 mil com o aplicativo para o clipe, e informou à RCA Records que o valor devido era US$ 450 mil. Ou seja, pouco mais de 50%. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O ator Chris Pratt conta em detalhes como secou 27 kg em 6 meses

Conhecido principalmente por sua participação em filmes de comédia, como "Noivas em guerra" e "10 anos de pura amizade", o ator norte-americano Chris Pratt decidiu transformar sua forma física para interpretar um super-herói no filme "Os guardiões da galáxia". Para isso, conseguiu enxugar 27 kg em seis meses apostando em exercícios pesados e uma dieta saudável.

O galã de 35 anos, que chegou a pesar 136 kg em sua fase mais crítica, deu adeus à cintura avantajada, fruto de muita bebida alcoólica e fritura, e conquistou um abdome trincado, com direito a tanquinho e entradinhas marcadas.

"As pessoas não me viam nesse tipo de papel. Nem eu tenho certeza se conseguia me ver nesse tipo de papel. Sempre achei que era muito gordo para ser um super-herói", declarou o ator ao site australiano News.
Treino de Chris Pratt

Para conquistar o corpo musculoso, o ator teve de suar – e muito – a camisa. Segundo contou ao portal Greggenheim, o treino, prescrito por um personal trainer, consistia em uma combinação de variados exercícios. Pratt apostou no Crossfit, treino para triathlon – com natação, bicicleta e corrida –, musculação, flexão de braço e exercícios de P90X, um programa que mescla atividades de resistência, trabalho cardiovascular e artes marciais.

Durante cinco meses, o ator treinou cerca de 4 horas por dia, 7 dias por semana. Ele explica que a técnica de variar constantemente as modalidades faz com que o corpo não se acostume ao exercício e, assim, continue gerando resultados.
O ator é casado com a também atriz de comédia Anna Faris, que, segundo ele próprio, o prefere mais cheinho.

Mudanças na alimentação

Foram muitos os ajustes feitos na dieta do ator. Instruído por uma nutricionista, Pratt passou a ingerir 4 mil calorias diárias, com o objetivo de construir músculos, e muita água. "Eu fazia xixi o dia inteiro, todos os dias. Essa parte foi um pesadelo", disse à revista Men’s Health.
Durante os seis meses de transformação, o ator aboliu alimentos processados e bebidas alcoólicas do cardápio, especialmente sua costumeira cervejinha.

A alimentação adotada por Chris Pratt é similar à dieta paleolítica, que exclui o consumo de glúten, açúcar, laticínios, leguminosas e comidas processadas, além de reduzir significativamente a ingestão de carboidratos. O cardápio é baseado em proteínas animais de alta qualidade, gorduras saudáveis e vegetais sem amido. "Na verdade, eu perdi peso comendo mais, mas ingerindo a comida certa, saudável. Assim, quando eu terminei de gravar o filme, meu corpo não estava no estado de inanição", relatou à People Magazine.

O ator afirmou, ainda, que se acostumou a trocar os snacks calóricos, como salgadinho, por nozes e frutas secas. Seu único "abuso", segundo conta, é o frozen yogurt. "Ainda assim, ele é consideravelmente menos calórico do que o sorvete. Um copo de frozen yogurt sabor chocolate tem só 500 calorias, enquanto a mesma quantidade de sorvete tem cerca de 1.500", declarou.
Manutenção

Para manter a forma, Pratt afirma que mudou dramaticamente seus hábitos alimentares e estilo de vida. "Eu tenho mais energia. Eu durmo melhor. Meu desejo sexual aumentou. O sangue está fluindo. Eu estou menos suscetível a impulsos. Estou em um modo diferente", disse ao portal Esquire.

Além de manter a dieta balanceada, o ator realiza cerca de uma hora de exercício físico quatro vezes por semana.
Às vezes, eu acordava no meio da noite e não estava respirando, tive um pouco de apneia do sono. Meu pescoço pressionava minha garganta, então sentia pânico a noite toda.’

Quando está fora de forma, você quer resultados instantâneos. Mas, quando está em forma, você sabe que é o resultado de fazer um pouco todos os dias. Momentos não são apenas momentos. Um momento pode ser uma semana ou um mês.’
Ao invés de pensar ‘adoraria comer esse hambúrguer agora’, eu estou considerando o futuro. Eu penso que, se comer aquele hambúrguer, são 1.200 calorias, e amanhã vou queimar 800 calorias malhando. É melhor comer uma salada e agora e ainda assim fazer o exercício e, desta forma, estarei progredindo de fato.’

Não dá para comer batata frita, hambúrguer ou nada frito. Você tem de cortar carboidratos. E tem de se exercitar cinco vezes por semana.’

Jack O’Connell, de “Skins”, viverá o estilista Alexander McQueen no cinema

O ícone da moda Alexander McQueen será interpretado no cinema pelo Jack O’Connell, que ganhou fama como o Cook de “Skins”.

A Entertainment Weekly confirmou o ator como protagonista e Andrew Haigh (“Looking”) como diretor da biografia.

Alexander McQueen foi um dos estilistas mais famosos de sua geração. Ele começou seu legado assumindo o lugar de John Galliano na Givenchy. Alexander também comandava a própria grife, que levava seu nome.

Ele chegou a desenhar para grandes ícones do cinema e música, como Björk, Beyoncé, Fergie, Rihanna, Janet Jackson, Mary J. Blige, Lady GaGa, Sarah Jessica Parker e David Bowie.

Alexander McQueen sofria uma forte pressão do trabalho e infelizmente se suicidou em 2010, aos 40 anos de idade. A biografia vai retratar sua ascensão ao mundo moda e sua vida íntima.

O filme terá como base o livro “Blood Beneath the Skin”, de Andrew Wilson. A produção tem estreia prevista para 2017.

Britney Spears quase leva golpe para produzir segundo clipe de “Glory”

Britney Spears quer gravar outro clipe para o álbum “Glory” – para a música “Slumber Party”, acredita-se – mas está enfrentando problemas na produção. Ela descobriu que o empresário Adam Kluger, da Kluger Agency, estava se passando por representante dela e fraudando valores para merchandising do app Bumble (criado por ex-funcionários do Tinder).

A ideia é que o clipe novo mostre o Bumble, algo que Britney já fez com outros produtos, em outros clipes. Porém, de acordo com o site TMZ, Kluger fechou um patrocínio de US$ 800 mil com o aplicativo para o clipe, e informou à RCA Records que o valor devido era US$ 450 mil. Ou seja, pouco mais de 50%.

O advogado de Britney Spears acusa Kluger de má fé e golpe, além de ter usado o nome da cantora para fechar uma publicidade, sem ser representante dela de verdade. O empresário, porém, se defende, dizendo que sua empresa faz justamente isso: põe artistas e anunciantes em contato para viabilizar projetos através de merchandising.

Apesar de toda confusão, o que importa é: vai ter clipe novo!

“Indiana Jones 5” não contará com o envolvimento de George Lucas

George Lucas participou do roteiro dos quatro filmes de “Indiana Jones”, mas ele não terá envolvimento na nova aventura do arqueólogo. Um pena!

David Koepp, conhecido por “Indiana Jones 4” e “Jurassic Park”, vai escrever o longa e contou ao Collider sobre o projeto.

Ele não está envolvido, até onde eu sei. Não conversei com ele em nenhum momento. (…) Eu estou profundamente imerso enquanto falamos. Tudo o que posso dizer é que há muitos aliens e Indy morre no final (risos). (…) Acho que vai dar muito certo”.

Bem piadista esse David Koepp, não é mesmo? Eles vão focar em outra assunto: “O MacGuffin, o artefato que Indy está perseguindo, é muito importante. Vamos escolher algo mais bacana dessa vez”, contou. Estamos na torcida para que não tenham aliens.

Indiana Jones 5” está previsto para chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Xuxa passa a concorrer com Luciano Huck e ganha novo programa na Record

A Record pegou todos de surpresa com a decisão sobre o futuro de Xuxa na grade do canal para o ano que vem.

Mesmo com a baixa audiência nas noites de segunda-feira, Xuxa Meneghel vai ganhar um novo programa na Record, já a partir de março de 2017. A atração vai lembrar o “Planeta Xuxa“, que comandou na Globo entre 1997 e 2002.

Esse programa será exibido nas tardes de sábado já a partir de março e terá como público-alvo os jovens, com intenção de concorrer com o “Caldeirão do Huck”.

Nesta segunda-feira (24), a atração musical será gravada em São Paulo. Por isso, parte da produção do “Xuxa Meneghel” vai ser deslocada para este estado.

Esse segundo programa de Xuxa vai ter longa duração e deverá anteceder, na grade, o “Programa da Sabrina“, atualmente exibido na faixa das 20h30.

Ao contrário do que se especulava, o programa “Xuxa Meneghel” não vai ser extinto, e muito menos mudará de formato. Continuará como talk show de segunda, enquanto ela terá também uma outra atração aos sábados.

De Volta ao Normal: Chegamos ao Fim da Música Pop Excêntrica?

Será que chegou o fim de uma era, na qual a excentricidade artística moldava a Música Pop?  O questionamento foi levantado pelo Carl Williott, jornalista colunista do Idolator, site de Pop dos EUA. Veja detalhes…

Chegamos, mesmo, ao Fim da Era da Música Pop Excêntrica? Parece que sim. Os artistas estão saindo do Pop extravagante e tendo um choque de normalização. O que pode ser algo aconchegante, mas pode tornar as coisas entediantes.

Tudo é culpa de Lady GaGa! Ela chegou em 2008 só de sutiã e casaco, cantando umas músicas estranhas que deixava todo mundo perplexo e encantando, ao mesmo tempo. Eram dias com surrealismo e dadaísmo com performances sangrentas, vestidos de carne, ovos alienígenas e roupas de passarela nas ruas.

E não era só isso, a mulher tinha carisma, performance teatral e talento. Uma estrela desconhecida procurando pela fama.

Ela conseguiu os holofotes, porém num mundo competitivo, se aparece algo ou alguém ditando tendência começam a aparecer seus concorrentes. Até quem não era tão excêntrico ficou um pouco mais, digamos, chamativo, para não ser somente uma sombra da loucura de GaGa.
Entre 2008 e 2013, a Mother Monster abriu passagem para outras cantoras, como Kesha que era a rainha do glitter; Nicki Minaj usava muitas perucas em seu estilo Harajuku Barbie; Miley Cyrus exorcizou sua Hannah Montana. Algumas outras também começaram a entrar na dança, como Katy Perry que andava por aí com cubos na cabeça; Rihanna ficou bem mais dark; e até Kanye West virou maníaco por estilo.

Eram múltiplas ideias de múltiplos artistas aparecendo a cada dia, a cada premiação, a cada novo vídeo… E então… As coisas começaram a ficar forçadas e não tinha mais para onde expandir.

As excentricidades começaram a perder força, e as cantoras foram se normalizando. Em 2013, apesar dos esforços, as cantoras pop mais impactantes não foram as grandes da músicas, e tudo caiu de “Incrível!” para “Ok! Já vimos isso!”. Será que o vídeo teaser de Katy Perry queimando a peruca azul tem algo de premonição?

Crítica | “A Tempestade ou O Livro dos Dias” – Legião Urbana

A Tempestade ou O Livro dos Dias, penúltimo álbum de estúdio da banda Legião Urbana, foi lançado em 20 de setembro de 1996. Em 11 de outubro daquele mesmo ano, Renato Russo, vocalista e principal letrista da banda, veio a falecer, no Rio de Janeiro, vítima de complicações geradas pela AIDS. A divulgação de A Tempestade lembrou aos brasileiros a tristeza e um pouco de morbidez que fora a divulgação de Por Aí (1991), de Cazuza, que também morrera de AIDS, em 1990.

Mesmo sabendo da doença desde 1989, Renato Russo manteve para si todas as indicações de que era portador do vírus. Haviam inúmeras especulações sobre isso, mas elas iam e vinham à medida que a banda lançava um novo disco e resolvia fazer a parte que “menos gostava” do processo, ou seja, sair em turnê. É importante lembrar que o grupo vinha da estrondosa jornada de shows do álbum O Descobrimento do Brasil (1993), que desgastou bastante a já frágil saúde de Renato Russo. No período de inatividade após o fim da turnê, o músico voltou a beber descontroladamente e há indícios que tenha voltado a usar drogas pesadas, embora por um curto espaço de tempo, pois viriam nesse meio tempo dois projetos solo (nos quais o produtor e músico Carlos Trilha tem importância vital) e que ocupariam Russo imensamente, o primeiro, o excelente álbum em inglês, The Stonewall Celebration Concert (1994), e o segundo, o ótimo álbum em italiano, Equilíbrio Distante (1995). Foi após o lançamento e relativamente breve divulgação deste último, que os arranjos para A Tempestade começaram a aparecer.


A ideia de um novo disco da Legião era uma necessidade criativa para Renato (mesmo padrão, tanto na doença quanto na sequência de lançamento de um penúltimo álbum, e depois, um disco póstumo, observados com o Queen, entre Innuendo e Made in Heaven), e o projeto começou com forte presença de Carlos Trilha (que gravou os teclados, bateria eletrônica/caixa de ritmos e baixo eletrônico), mas devido ao comportamento explosivo de Renato nesse momento, o peso da produção ficou com Dado Villa-Lobos, que dividiu os créditos de produtor com a Legião Urbana, mas que foi muito mais presente, tanto no trabalho com o disco quanto servindo de ligação entre o amigo moribundo e o restante da banda.

O grupo está aqui em um estágio de maturidade tremendo. Mesmo com a voz de Renato Russo visivelmente mais fraca (isso é ainda mais perceptível nas faixas escolhidas para o disco seguinte, Uma Outra Estação, de 1997, que deveria ter sido parte de um álbum duplo, lançado com A Tempestade, mas a ideia foi abandonada devido ao valor que o projeto ficaria no mercado, afinal, eram 15 músicas em cada CD!), o tom melancólico das letras e a musicalidade, havia uma atmosfera toda especial na produção do disco, algo que ganharia ainda mais significado algumas semanas depois, quando da morte do vocalista. Na capa do álbum não haviam as frases habituais da banda, mas o dizer “O Brasil é uma república federativa, cheia de árvores e gente dizendo adeus“, de Oswald de Andrade.


Ainda sobre a produção, vale levantar um fato curioso: Renato queria que o disco se chamasse A Tempestade (título da última peça de Shakespeare), mas Bonfá (ou Dado? As fontes sempre divergem quanto a isso), queria que se chamasse O Livro dos Dias. O disco acabou ganhando os dois títulos, mas só A Tempestade foi impresso na capa e dentre as canções, só entrou O Livro dos Dias. A faixa A Tempestade foi colocada no álbum seguinte.

Exceto em dois casos, Longe do Meu Lado (parceria com Bonfá) e Soul Parsifal (parceria com Marisa Monte), todas as faixas de A Tempestade foram compostas por Renato Russo, e não há como negar o tom melancólico, intimista e reflexivo das canções. Percebam, por exemplo, que em Natália, a primeira faixa, não há exatamente uma garota com esse nome, mas uma “entidade”, um “estado da vida”, a juventude, sendo analisada. O oposto disso vem com Leila, música coberta de ternura que narra uma amizade entre um homem (Renato?) e uma mulher. Diferente de Natália, Leila traz estrofes com guitarra menos pesada e mais sintetizadores orquestrais, sendo musicalmente mais densa, poeticamente mais expansiva, cronista, e talvez feliz.


Baseada no filme homônimo do diretor italiano Michelangelo Antonioni, L’Avventura traz o ótimo violão de Dado e bateria simples, mas precisa, de Bonfá, em uma mensagem ampla de significados, uma música de amor diferente, um tipo de exercício que vai do eu lírico para seu par, em um ambiente musical contendo algumas distorções de cordas (torna a base da canção triste, mas sutil), que também observamos em alguns momentos de Música de Trabalho, com a diferença que esta é de uma ousadia deliciosa de Bonfá nas guitarras, com diversas camadas de cordas metálicas acompanhadas de uma percussão que lembra uma marcha bastante acelerada, excelente arranjo para uma canção sobre excesso de trabalho e desprendimento das pessoas que amamos em prol do “fazer muito dinheiro”.

Em seguida vem uma poesia sobre o abandono, Longe do Meu Lado, a faixa mais Lana Del Rey de um álbum já bastante denso e depressivo. Ela é belíssima, traz uma única frase forte na voz de Renato — aqui, ele se sentia mais confortável nos graves quase em fade out, por motivos óbvios — e uma peça orquestral que segue todo o lamento do cantor. Na sequência, temos a única música que recebeu a gravação definitiva dele para o disco, A Via Láctea [o vocalista não conseguiu fazer nada além da voz-base para as outras faixas]. A letra indica debilitação do eu lírico, fala de uma “febre que não passa” e, por mais triste que seja, traz uma pitada de esperança. A voz marcante, os teclados de Trilha e o belo teminha de violão ao final definem a faixa como a primeira parte de um canto do cisne que se completaria no encerramento do disco.

Música Ambiente traz um pedal de efeito wah wah em uma linha de fundo, com violões utilizados no momento e no tom certos, e um tom psicodélico no tema de guitarra ao final, tudo para nos contar a história de um relacionamento bom que está “marcado para morrer”. É uma faixa simples em sua mensagem, mas não chorosa. A morte aqui (a partida de um dos pares é para a morte, não para “outro lugar na Terra”) é tratada como parte de um ciclo. A camada instrumental final aglutina isso de maneira perfeita, fazendo jus ao título. Esta é, juntamente com Soul Parsifal — parceria com Marisa Monte, que mostra um outro jeito do Legião fazer música, especialmente na harmonia –, a faixa mais diferente de A Tempestade. Ouçam com atenção a voz de Renato Russo nessa música. Mesmo em tons baixos, ela está quase tão imponente como antes, um dos melhores registros desses tapes-base gravados por ele já muito doente.


Com construções rítmicas levemente diferentes, três blocos pequenos de arranjos muito bem tocados (bons momentos de violão e viola, além de uma guitarra mais pesada no bloco do meio) e uma mensagem de crítica social cheia de sentimento, Aloha é uma canção de “juventude tardia”. Ou de um homem de quase 40 anos que ainda se via, em algumas coisas, como um jovem rebelde. Hoje, a mensagem pode parecer clichê para alguns, mas ela tem significado tão simples e tão honesto que não deixa de encantar. Mas talvez, a verdadeira mensagem para a juventude tenha sido reservada para Dezesseis, que cita Janis Joplin, Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles e talvez traga um lamento oculto à morte de Ayrton Senna, em 1994, assim como o personagem da canção, ceifado em um acidente de carro, após “a curva fatal“. Há um coro final que fortalece o tom de música-homenagem, toda construída como um rock mais sujo que era a característica da Legião.

Uma dica: ao ouvir Mil Pedaços, façam uma vez sem um dos lados do fone e depois troquem, para perceber a participação discreta, mas muito bela do cello na segunda metade, a percussão leve do final e, claro, o caráter de uma balada de amor aos moldes românticos da banda. Uma peça acústica realmente tocante.

Já em 1º de Julho, que é uma demo — infelizmente! -, o tom é outro. A faixa foi composta para Cássia Eller, que a gravou no seu álbum de 1994. A força vocal do cantor aqui é grande e limpa, porque a demo foi gravada, juntamente com Carlos Trilha, nas sessões de The Stonewall.

A tríade que finaliza o fisco é para tocar o coração do mais duro dos humanos. Esperando Por Mim tem uma linha de baixo e teclados melancólicos e alguns canais de violões muito inspiradores, dando a base de uma despedida para familiares e amigos. O cantor anuncia o fim de um ciclo e Dado caprichou muito na produção da faixa, condição que não vemos tanto na instrumentalização (cadê a verdadeira bateria dessa faixa?) de Quando Você Voltar, apesar de a letra e a voz de Renato Russo valeram a pena. Não é nem de longe uma canção ruim, é que se colocarmos frente à produção de todas as outras, acaba se tornando um pouco acomodada demais.


E então chega a faixa que [espaço para o crítico ficar de lado por uma frase] quase sempre me faz chorar ou lacrimejar ou ficar olhando para o nada por alguns minutos. O Livro dos Dias. A canção é uma análise direta de uma vida boêmia. Não há grandes explosões das cordas ou da bateria, mas todo o arranjo funciona para colocar um fim emotivo à jornada, crescendo no refrão e deixando o ouvinte com uma guitarra tocando uma linha de conciliação, talvez da música que definia ali o seu fim, em um último estágio das coisas. Tendo em vista o que aconteceu depois, foi um adeus muitíssimo bem dado.

A Tempestade ou O Livro dos Dias não foi um álbum de hits. Apesar de ter vendido bastante, não se trata de uma produção constantemente lembrada pela maioria dos legionários Brasil a fora. A questão é que os registros, o contexto e a qualidade de produção desse projeto, mesmo que tragam um Renato Russo de voz debilitada, mostram uma banda em um estágio mais exigente e musicalmente até melhor que em outros discos mais badalados. É preciso ter cuidado, porém. Com tanto sentimento em jogo, ouvir A Tempestade ou O Livro dos Dias pode trazer uma torrente de sentimentos para qualquer um. Não é raro querer pedir um abraço longo de alguém, depois de terminada a audição.

A Xuxa virou youtuber e o primeiro vídeo dela é maravilhoso!

Depois de Celso Portiolli e Gretchen, vem aí mais uma grande estrela se aventurando no Youtube: a nossa rainha dos baixinhos! A Xuxa abriu um canal nesse final de semana e lançou uma introdução que nos deixou com vontade de quero mais!

O primeiro vídeo é um teaser chamado “A Nave pousou no Youtube” (melhor referência). Com um começo que promete mostrar as polêmicas de Xuxa atrás das câmeras, o que a gente acaba vendo é que vamos conhecer um lado divertido e maravilhoso dela.

Pelo que vimos, tudo vai rolar na casa dela e teremos vários quadros! Toda terça sai vídeo novo e já queremos ver o que vai sair disso.

Após três singles, Guimê revela capa do álbum que lançará em novembro

Esta é a capa de Sou filho da lua, primeiro álbum de MC Guimê, nome artístico do cantor e compositor paulista Guilherme Aparecido Dantas, projetado em 2012 no universo do funk ostentação e do rap.

O álbum sai em novembro em edição da Warner Music. Três singles – Não roba minha brisa (lançado em 22 de abril), Viva la vida (faixa gravada com o duo Tropkillaz e revelada em julho) e Fato raro (música editada em single e na trilha sonora do filme É fada!) – já deram a pista do álbum em que Guimê faz conexões com o rapper carioca Marcelo D2 (em Cadê a mina?) e com o grupo carioca Cone Crew Diretoria (na faixa Gata, eu vim do gueto), entre outros convidados.

A propósito, Emicida, Negra Li e Rael estariam entre os convidados do álbum Sou filho da lua.

domingo, 23 de outubro de 2016

Academia Sueca diz que Bob Dylan é quem decide se quer receber o Nobel

O comitê que premiou Bob Dylan com o Prêmio Nobel de Literatura informou que está a critério do cantor e compositor americano participar ou não da cerimônia de premiação, que acontece em dezembro.

Dylan, conhecido por fugir da imprensa, ainda não fez nenhum comentário sobre o prêmio de US$ 900 mil, apesar das repetidas tentativas por parte da Academia Sueca de contatá-lo desde que o nomearam como vencedor, em 13 de outubro.

Neste sábado (22), a imprensa sueca informou que o membro da academia Per Wastberg havia dito que caso Dylan permanecesse em silêncio seria "rude e arrogante".

A academia, no entanto, informou que os comentários de Wastberg não refletiam sua visão. "O autor premiado com o Prêmio Nobel toma sua própria decisão em relação às cerimônias envolvendo a apresentação do prêmio", disse Sara Danius, secretária permanente da Academia, em comunicado.

"A Academia Sueca nunca manteve uma visão sobre as decisões dos vencedores de prêmios neste contexto, nem irá agora, independentemente da decisão alcançada."

A Academia deu a Dylan, de 75 anos, o prêmio por "ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição de música norte-americana". Foi uma escolha controversa.

Bob Dylan revolucionou a música popular americana com clássicos como "Blowin' in the wind", "The times they are a-changin", "Subterranean homesick blues" e "Like a rolling stone".
Ainda assim, alguns questionaram se seu trabalho se qualifica como literatura. Outros reclamaram que a Academia Sueca perdeu a oportunidade de trazer a atenção a artistas menos conhecidos.

A cerimônia de premiação do Nobel ocorre todo os anos no dia 10 de dezembro. Se Dylan mantiver seu silêncio, não será o primeiro a "ignorar" a decisão da Academia.

Um precedente de rejeição ao Nobel de Literatura é o do francês Jean-Paul Sartre, que, contrário a todo tipo de distinções, não o aceitou em 1964, embora seu nome figure na lista de vencedores.

Claudia Leitte terá que devolver R$ 1,2 milhão na Lei Rouanet99

A cantora Claudia Leitte ainda não se entendeu muito bem com a Lei Rouanet. No início do ano, ela desistiu de captar R$ 356 mil em leis de incentivo para a publicação de um livro por causa da repercussão negativa.

Agora, ela teve suas prestações de contas reprovadas, após captar R$ 1,2 milhão para uma série de 12 shows entre maio, junho e julho de 2013 em Rio Branco (AC), Macapá (AP), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Brasília (DF).

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (31) uma portaria informando que a cantora terá que devolver R$ 1.274.129,88 para os cofres do Fundo Nacional de Cultura.

Outros sete projetos, que vão desde o desfile de carnaval do meio-oeste catarinense, a festival de dança em Anápolis, também tiveram suas contas reprovadas.


Todos os projetos que tiveram as contas reprovadas - inclusive o de Cláudia Leitte - também receberam uma sanção administrativa de inabilitação. Ou seja, eles não poderão mais utilizar a lei de incentivo pelo prazo de três anos.

A assessoria da cantora respondeu dizendo que está averiguando as causas da reprovação. Leia abaixo, na íntegra, o comunicado enviado:

"Na qualidade de advogado da Produtora CIEL, informo que todos os eventos do projeto foram realizados e devidamente comprovados ao Ministério da Cultura. Estamos averiguando os motivos da reprovação da prestação de contas junto ao MinC e informamos ainda que entraremos com recurso, pois a CIEL está apta a comprovar a realização dos eventos, bem como a distribuição dos ingressos. Dessimoni e Blanco Advogados".

Radialista diz que Lana Del Rey lançará seu novo álbum no mês que vem

Pouco mais de 1 ano após o lançamento de seu álbum mais recente, “Honeymoon”, Lana Del Rey pode estar planejando liberar mais um disco no próximo mês.

De acordo com o radialista Mike Adam, da rádio AMP, que revelou poucas semanas antes do novo álbum de Lady Gaga ser anunciado, que ele estava chegando, Lana lançará seu novo álbum no mês de novembro.

Como já era de se esperar, o tweet se espalhou pelas redes sociais e os fãs ficaram muito animados com a novidade, apesar de que, até agora, nada foi confirmado oficialmente.

Anteriormente, em entrevista, Lana já havia expressado sua vontade de lançar 1 álbum por ano e ainda disse que sua gravadora estava bastante flexível em relação a isso. Por isso, é bastante provável que os rumores sejam verdadeiros.

sábado, 22 de outubro de 2016

Madonna anuncia data de exibição da “Rebel Heart Tour” na TV nos EUA

A “Rebel Heart Tour” já tem data para ser exibida no horário nobre da TV americana. E quem revelou o dia foi a própria Madonna na noite desta sexta-feira (21). De acordo com mensagem da cantora nas redes sociais, a o show da turnê poderá ser assistido no dia 9 de dezembro no canal Showtime.

Na apresentação, Madonna elenca seus hits e surpreende o público com a primeira performance gravada de “Take a Bow”. Os convidados especiais, como Katy Perry, também terão destaque no show.