Um guia informativo do mundo do entretenimento, com resenhas sobre música, críticas e dicas de filmes, notícias sobre lançamentos de livros, poesias e textos de artistas e intelectuais brasileiros. Do pop ao rock. Dos poemas aos ensaios. Dos artigos as crônicas. Atualizado diariamente com o melhor do Brasil e mundo. Acompanhe a gente no Facebook: "Ponto Zzero", fanpage oficial.
Anitta,
Jota Quest, Simone e Simaria e Wesley
Safadão estão entre os vencedores do duvidoso Prêmio Multishow entregue na noite desta terça-feira (25) no Rio de
Janeiro.
Apresentado
por já sem graça Tata Werneck e Fabio Porchat, o evento coroou Anitta com o “Melhor Show” e “Blecaute” como a “Melhor Música”. Vale
lembrar que parte das categorias teve votação popular. De qualquer forma, para
quem acompanha o cenário musical nacional, percebe logo de cara a falta de
grandes nomes da música de 2016 e de álbuns que verdadeiramente mereciam está
na premiação, mas foram ignorados.
Versão do Ano: “Chico Buarque Song”, Céu
Música Chiclete: “Camarote”, Wesley Safadão
Experimente:
Simone e Simaria
Melhor Música: “Blecaute”, Jota Quest, Anitta & Nile
Rodgers
Melhor Cantor:
Luan Santana
Melhor Cantora:
Ivete Sangalo
Melhor Grupo: Henrique
& Juliano
Melhor Show:
Anitta
Melhor Hit: “Playsom”, Baiana System
Melhor Clipe: “Eu, Você, o Mar e Ela”, Luan Santana
Tinashe bem que tentou despistar, mas sua parceria com Britney
Spears é sim verdadeira. As duas cantoras posaram nesta terça-feira (25) para
as redes sociais confirmando a colaboração.
“A expressão que você faz quando os rumores
são verdadeiros e você colaborou com seu ídolo e basicamente toda a sua vida é
um sonho então você se mantém linda para Brit, mas por dentro você está uma
bagunça e morta”, escreveu usando a hashtag #SlumberParty.
Apesar
dos supostos problemas enfrentados por Britney
Spears para a gravação do videoclipe do novo single do álbum “Glory”, pelo visto, finalmente a coisa
desenrolou.
A
cantora descobriu que o empresário Adam
Kluger, da Kluger Agency, estava
se passando por representante dela e fraudando valores para merchandising do
app Bumble (criado por ex-funcionários do Tinder). A ideia é que o clipe novo
mostre o Bumble, algo que Britney já fez com outros produtos, em outros clipes.
Porém, de acordo com o site TMZ,
Kluger fechou um patrocínio de US$ 800 mil com o aplicativo para o clipe, e
informou à RCA Records que o valor
devido era US$ 450 mil. Ou seja, pouco mais de 50%.
Conhecido
principalmente por sua participação em filmes de comédia, como "Noivas em guerra" e "10 anos de pura amizade", o ator
norte-americano Chris Pratt decidiu
transformar sua forma física para interpretar um super-herói no filme "Os guardiões da galáxia". Para
isso, conseguiu enxugar 27 kg em seis meses apostando em exercícios pesados e
uma dieta saudável.
O
galã de 35 anos, que chegou a pesar 136 kg em sua fase mais crítica, deu adeus
à cintura avantajada, fruto de muita bebida alcoólica e fritura, e conquistou
um abdome trincado, com direito a tanquinho e entradinhas marcadas.
"As pessoas não me viam nesse tipo de papel.
Nem eu tenho certeza se conseguia me ver nesse tipo de papel. Sempre achei que
era muito gordo para ser um super-herói", declarou o ator ao site
australiano News.
Treino de Chris Pratt
Para
conquistar o corpo musculoso, o ator teve de suar – e muito – a camisa. Segundo
contou ao portal Greggenheim, o treino, prescrito por um personal trainer,
consistia em uma combinação de variados exercícios. Pratt apostou no Crossfit,
treino para triathlon – com natação, bicicleta e corrida –, musculação, flexão
de braço e exercícios de P90X, um programa que mescla atividades de
resistência, trabalho cardiovascular e artes marciais.
Durante
cinco meses, o ator treinou cerca de 4 horas por dia, 7 dias por semana. Ele
explica que a técnica de variar constantemente as modalidades faz com que o
corpo não se acostume ao exercício e, assim, continue gerando resultados.
O
ator é casado com a também atriz de comédia Anna Faris, que, segundo ele próprio, o prefere mais cheinho.
Mudanças na alimentação
Foram
muitos os ajustes feitos na dieta do ator. Instruído por uma nutricionista,
Pratt passou a ingerir 4 mil calorias diárias, com o objetivo de construir
músculos, e muita água. "Eu fazia
xixi o dia inteiro, todos os dias. Essa parte foi um pesadelo", disse
à revista Men’s Health.
Durante
os seis meses de transformação, o ator aboliu alimentos processados e bebidas
alcoólicas do cardápio, especialmente sua costumeira cervejinha.
A
alimentação adotada por Chris Pratt
é similar à dieta paleolítica, que exclui o consumo de glúten, açúcar,
laticínios, leguminosas e comidas processadas, além de reduzir
significativamente a ingestão de carboidratos. O cardápio é baseado em
proteínas animais de alta qualidade, gorduras saudáveis e vegetais sem amido.
"Na verdade, eu perdi peso comendo
mais, mas ingerindo a comida certa, saudável. Assim, quando eu terminei de
gravar o filme, meu corpo não estava no estado de inanição", relatou à
People Magazine.
O
ator afirmou, ainda, que se acostumou a trocar os snacks calóricos, como
salgadinho, por nozes e frutas secas. Seu único "abuso", segundo conta, é o frozen yogurt. "Ainda assim, ele é consideravelmente menos
calórico do que o sorvete. Um copo de frozen yogurt sabor chocolate tem só 500
calorias, enquanto a mesma quantidade de sorvete tem cerca de 1.500",
declarou.
Manutenção
Para
manter a forma, Pratt afirma que mudou dramaticamente seus hábitos alimentares
e estilo de vida. "Eu tenho mais
energia. Eu durmo melhor. Meu desejo sexual aumentou. O sangue está fluindo. Eu
estou menos suscetível a impulsos. Estou em um modo diferente", disse
ao portal Esquire.
Além
de manter a dieta balanceada, o ator realiza cerca de uma hora de exercício
físico quatro vezes por semana.
‘Às vezes, eu acordava no meio da noite e não
estava respirando, tive um pouco de apneia do sono. Meu pescoço pressionava
minha garganta, então sentia pânico a noite toda.’
‘Quando está fora de forma, você quer
resultados instantâneos. Mas, quando está em forma, você sabe que é o resultado
de fazer um pouco todos os dias. Momentos não são apenas momentos. Um momento
pode ser uma semana ou um mês.’
‘Ao invés de pensar ‘adoraria comer esse
hambúrguer agora’, eu estou considerando o futuro. Eu penso que, se comer
aquele hambúrguer, são 1.200 calorias, e amanhã vou queimar 800 calorias
malhando. É melhor comer uma salada e agora e ainda assim fazer o exercício e,
desta forma, estarei progredindo de fato.’
‘Não dá para comer batata frita, hambúrguer
ou nada frito. Você tem de cortar carboidratos. E tem de se exercitar cinco
vezes por semana.’
O
ícone da moda Alexander McQueen será
interpretado no cinema pelo Jack
O’Connell, que ganhou fama como o Cook de “Skins”.
A Entertainment Weekly confirmou o ator
como protagonista e Andrew Haigh (“Looking”) como diretor da biografia.
Alexander McQueen foi um dos estilistas mais famosos de sua geração. Ele
começou seu legado assumindo o lugar de John
Galliano na Givenchy. Alexander
também comandava a própria grife, que levava seu nome.
Ele
chegou a desenhar para grandes ícones do cinema e música, como Björk, Beyoncé, Fergie, Rihanna, Janet Jackson, Mary J. Blige,
Lady GaGa, Sarah Jessica Parker e David
Bowie.
Alexander McQueen sofria uma forte pressão do trabalho e infelizmente se
suicidou em 2010, aos 40 anos de idade. A biografia vai retratar sua ascensão
ao mundo moda e sua vida íntima.
O
filme terá como base o livro “Blood
Beneath the Skin”, de Andrew Wilson.
A produção tem estreia prevista para 2017.
Britney Spears quer gravar outro clipe para o álbum “Glory” – para a música “Slumber Party”, acredita-se – mas está
enfrentando problemas na produção. Ela descobriu que o empresário Adam Kluger, da Kluger Agency, estava se passando por representante dela e
fraudando valores para merchandising do app Bumble (criado por ex-funcionários
do Tinder).
A
ideia é que o clipe novo mostre o Bumble, algo que Britney já fez com outros
produtos, em outros clipes. Porém, de acordo com o site TMZ, Kluger fechou um patrocínio de US$ 800 mil com o aplicativo
para o clipe, e informou à RCA Records
que o valor devido era US$ 450 mil. Ou seja, pouco mais de 50%.
O
advogado de Britney Spears acusa
Kluger de má fé e golpe, além de ter usado o nome da cantora para fechar uma
publicidade, sem ser representante dela de verdade. O empresário, porém, se
defende, dizendo que sua empresa faz justamente isso: põe artistas e
anunciantes em contato para viabilizar projetos através de merchandising.
Apesar
de toda confusão, o que importa é: vai ter clipe novo!
George Lucas participou do roteiro dos quatro filmes de “Indiana Jones”, mas ele não terá
envolvimento na nova aventura do arqueólogo. Um pena!
David Koepp, conhecido por “Indiana
Jones 4” e “Jurassic Park”, vai
escrever o longa e contou ao Collider sobre o projeto.
“Ele não está envolvido, até onde eu sei. Não
conversei com ele em nenhum momento. (…) Eu estou profundamente imerso enquanto
falamos. Tudo o que posso dizer é que há muitos aliens e Indy morre no final
(risos). (…) Acho que vai dar muito certo”.
Bem
piadista esse David Koepp, não é
mesmo? Eles vão focar em outra assunto: “O
MacGuffin, o artefato que Indy está perseguindo, é muito importante. Vamos
escolher algo mais bacana dessa vez”, contou. Estamos na torcida para que
não tenham aliens.
“Indiana Jones 5” está previsto para
chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019.
A
Record pegou todos de surpresa com a decisão sobre o futuro de Xuxa na grade do canal para o ano que
vem.
Mesmo
com a baixa audiência nas noites de segunda-feira, Xuxa Meneghel vai ganhar um novo programa na Record, já a partir de março de 2017. A atração vai lembrar o “Planeta Xuxa“, que comandou na Globo entre 1997 e 2002.
Esse
programa será exibido nas tardes de sábado já a partir de março e terá como
público-alvo os jovens, com intenção de concorrer com o “Caldeirão do Huck”.
Nesta
segunda-feira (24), a atração musical será gravada em São Paulo. Por isso,
parte da produção do “Xuxa Meneghel”
vai ser deslocada para este estado.
Esse
segundo programa de Xuxa vai ter
longa duração e deverá anteceder, na grade, o “Programa da Sabrina“, atualmente exibido na faixa das 20h30.
Ao
contrário do que se especulava, o programa “Xuxa Meneghel” não vai ser extinto, e muito menos mudará de
formato. Continuará como talk show de segunda, enquanto ela terá também uma
outra atração aos sábados.
Será
que chegou o fim de uma era, na qual a excentricidade artística moldava a Música Pop? O questionamento foi levantado pelo Carl Williott, jornalista colunista do Idolator, site de Pop dos EUA. Veja
detalhes…
Chegamos,
mesmo, ao Fim da Era da Música Pop Excêntrica? Parece que sim. Os artistas
estão saindo do Pop extravagante e tendo um choque de normalização. O que pode
ser algo aconchegante, mas pode tornar as coisas entediantes.
Tudo
é culpa de Lady GaGa! Ela chegou em
2008 só de sutiã e casaco, cantando umas músicas estranhas que deixava todo
mundo perplexo e encantando, ao mesmo tempo. Eram dias com surrealismo e
dadaísmo com performances sangrentas, vestidos de carne, ovos alienígenas e
roupas de passarela nas ruas.
E
não era só isso, a mulher tinha carisma, performance teatral e talento. Uma
estrela desconhecida procurando pela fama.
Ela
conseguiu os holofotes, porém num mundo competitivo, se aparece algo ou alguém
ditando tendência começam a aparecer seus concorrentes. Até quem não era tão
excêntrico ficou um pouco mais, digamos, chamativo, para não ser somente uma
sombra da loucura de GaGa.
Entre
2008 e 2013, a Mother Monster abriu passagem para outras cantoras, como Kesha que era a rainha do glitter; Nicki Minaj usava muitas perucas em seu
estilo Harajuku Barbie; Miley Cyrus
exorcizou sua Hannah Montana. Algumas outras também começaram a entrar na
dança, como Katy Perry que andava
por aí com cubos na cabeça; Rihanna
ficou bem mais dark; e até Kanye West
virou maníaco por estilo.
Eram
múltiplas ideias de múltiplos artistas aparecendo a cada dia, a cada premiação,
a cada novo vídeo… E então… As coisas começaram a ficar forçadas e não tinha
mais para onde expandir.
As
excentricidades começaram a perder força, e as cantoras foram se normalizando.
Em 2013, apesar dos esforços, as cantoras pop mais impactantes não foram as
grandes da músicas, e tudo caiu de “Incrível!”
para “Ok! Já vimos isso!”. Será que o
vídeo teaser de Katy Perry queimando
a peruca azul tem algo de premonição?
A Tempestade ou O Livro dos Dias,
penúltimo álbum de estúdio da banda Legião
Urbana, foi lançado em 20 de setembro de 1996. Em 11 de outubro daquele
mesmo ano, Renato Russo, vocalista e
principal letrista da banda, veio a falecer, no Rio de Janeiro, vítima de
complicações geradas pela AIDS. A divulgação de A Tempestade lembrou aos brasileiros a tristeza e um pouco de
morbidez que fora a divulgação de Por Aí
(1991), de Cazuza, que também
morrera de AIDS, em 1990.
Mesmo
sabendo da doença desde 1989, Renato Russo
manteve para si todas as indicações de que era portador do vírus. Haviam
inúmeras especulações sobre isso, mas elas iam e vinham à medida que a banda
lançava um novo disco e resolvia fazer a parte que “menos gostava” do processo, ou seja, sair em turnê. É importante
lembrar que o grupo vinha da estrondosa jornada de shows do álbum O Descobrimento do Brasil (1993), que
desgastou bastante a já frágil saúde de Renato
Russo. No período de inatividade após o fim da turnê, o músico voltou a
beber descontroladamente e há indícios que tenha voltado a usar drogas pesadas,
embora por um curto espaço de tempo, pois viriam nesse meio tempo dois projetos
solo (nos quais o produtor e músico Carlos
Trilha tem importância vital) e que ocupariam Russo imensamente, o primeiro,
o excelente álbum em inglês, The
Stonewall Celebration Concert (1994), e o segundo, o ótimo álbum em
italiano, Equilíbrio Distante
(1995). Foi após o lançamento e relativamente breve divulgação deste último,
que os arranjos para A Tempestade
começaram a aparecer.
A
ideia de um novo disco da Legião era uma necessidade criativa para Renato
(mesmo padrão, tanto na doença quanto na sequência de lançamento de um
penúltimo álbum, e depois, um disco póstumo, observados com o Queen, entre Innuendo e Made in Heaven),
e o projeto começou com forte presença de Carlos
Trilha (que gravou os teclados, bateria eletrônica/caixa de ritmos e baixo
eletrônico), mas devido ao comportamento explosivo de Renato nesse momento, o
peso da produção ficou com Dado
Villa-Lobos, que dividiu os créditos de produtor com a Legião Urbana, mas que foi muito mais presente, tanto no trabalho
com o disco quanto servindo de ligação entre o amigo moribundo e o restante da
banda.
O
grupo está aqui em um estágio de maturidade tremendo. Mesmo com a voz de Renato Russo visivelmente mais fraca
(isso é ainda mais perceptível nas faixas escolhidas para o disco seguinte, Uma Outra Estação, de 1997, que deveria
ter sido parte de um álbum duplo, lançado com A Tempestade, mas a ideia foi abandonada devido ao valor que o
projeto ficaria no mercado, afinal, eram 15 músicas em cada CD!), o tom
melancólico das letras e a musicalidade, havia uma atmosfera toda especial na
produção do disco, algo que ganharia ainda mais significado algumas semanas
depois, quando da morte do vocalista. Na capa do álbum não haviam as frases
habituais da banda, mas o dizer “O Brasil
é uma república federativa, cheia de árvores e gente dizendo adeus“, de Oswald de Andrade.
Ainda
sobre a produção, vale levantar um fato curioso: Renato queria que o disco se
chamasse A Tempestade (título da
última peça de Shakespeare), mas Bonfá (ou Dado? As fontes sempre divergem quanto a isso), queria que se
chamasse O Livro dos Dias. O disco
acabou ganhando os dois títulos, mas só A
Tempestade foi impresso na capa e dentre as canções, só entrou O Livro dos Dias. A faixa A Tempestade foi colocada no álbum
seguinte.
Exceto
em dois casos, Longe do Meu Lado
(parceria com Bonfá) e Soul Parsifal (parceria com Marisa Monte), todas as faixas de A Tempestade foram compostas por Renato Russo, e não há como negar o tom
melancólico, intimista e reflexivo das canções. Percebam, por exemplo, que em Natália, a primeira faixa, não há
exatamente uma garota com esse nome, mas uma “entidade”, um “estado da vida”,
a juventude, sendo analisada. O oposto disso vem com Leila, música coberta de ternura que narra uma amizade entre um
homem (Renato?) e uma mulher.
Diferente de Natália, Leila traz estrofes com guitarra menos
pesada e mais sintetizadores orquestrais, sendo musicalmente mais densa,
poeticamente mais expansiva, cronista, e talvez feliz.
Baseada
no filme homônimo do diretor italiano Michelangelo
Antonioni, L’Avventura traz o
ótimo violão de Dado e bateria
simples, mas precisa, de Bonfá, em
uma mensagem ampla de significados, uma música de amor diferente, um tipo de
exercício que vai do eu lírico para seu par, em um ambiente musical contendo
algumas distorções de cordas (torna a base da canção triste, mas sutil), que
também observamos em alguns momentos de Música
de Trabalho, com a diferença que esta é de uma ousadia deliciosa de Bonfá nas guitarras, com diversas
camadas de cordas metálicas acompanhadas de uma percussão que lembra uma marcha
bastante acelerada, excelente arranjo para uma canção sobre excesso de trabalho
e desprendimento das pessoas que amamos em prol do “fazer muito dinheiro”.
Em
seguida vem uma poesia sobre o abandono, Longe
do Meu Lado, a faixa mais Lana Del
Rey de um álbum já bastante denso e depressivo. Ela é belíssima, traz uma
única frase forte na voz de Renato — aqui, ele se sentia mais confortável nos
graves quase em fade out, por motivos óbvios — e uma peça orquestral que segue
todo o lamento do cantor. Na sequência, temos a única música que recebeu a
gravação definitiva dele para o disco, A
Via Láctea [o vocalista não conseguiu fazer nada além da voz-base para as
outras faixas]. A letra indica debilitação do eu lírico, fala de uma “febre que não passa” e, por mais triste
que seja, traz uma pitada de esperança. A voz marcante, os teclados de Trilha e
o belo teminha de violão ao final definem a faixa como a primeira parte de um
canto do cisne que se completaria no encerramento do disco.
Música Ambiente traz um pedal de efeito wah wah em uma linha de fundo,
com violões utilizados no momento e no tom certos, e um tom psicodélico no tema
de guitarra ao final, tudo para nos contar a história de um relacionamento bom
que está “marcado para morrer”. É uma
faixa simples em sua mensagem, mas não chorosa. A morte aqui (a partida de um
dos pares é para a morte, não para “outro
lugar na Terra”) é tratada como parte de um ciclo. A camada instrumental
final aglutina isso de maneira perfeita, fazendo jus ao título. Esta é,
juntamente com Soul Parsifal —
parceria com Marisa Monte, que
mostra um outro jeito do Legião fazer música, especialmente na harmonia –, a
faixa mais diferente de A Tempestade.
Ouçam com atenção a voz de Renato Russo
nessa música. Mesmo em tons baixos, ela está quase tão imponente como antes, um
dos melhores registros desses tapes-base gravados por ele já muito doente.
Com
construções rítmicas levemente diferentes, três blocos pequenos de arranjos
muito bem tocados (bons momentos de violão e viola, além de uma guitarra mais
pesada no bloco do meio) e uma mensagem de crítica social cheia de sentimento, Aloha é uma canção de “juventude tardia”. Ou de um homem de
quase 40 anos que ainda se via, em algumas coisas, como um jovem rebelde. Hoje,
a mensagem pode parecer clichê para alguns, mas ela tem significado tão simples
e tão honesto que não deixa de encantar. Mas talvez, a verdadeira mensagem para
a juventude tenha sido reservada para Dezesseis,
que cita Janis Joplin, Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles
e talvez traga um lamento oculto à morte de Ayrton Senna, em 1994, assim como o personagem da canção, ceifado
em um acidente de carro, após “a curva
fatal“. Há um coro final que fortalece o tom de música-homenagem, toda
construída como um rock mais sujo que era a característica da Legião.
Uma
dica: ao ouvir Mil Pedaços, façam uma
vez sem um dos lados do fone e depois troquem, para perceber a participação
discreta, mas muito bela do cello na segunda metade, a percussão leve do final
e, claro, o caráter de uma balada de amor aos moldes românticos da banda. Uma
peça acústica realmente tocante.
Já
em 1º de Julho, que é uma demo —
infelizmente! -, o tom é outro. A faixa foi composta para Cássia Eller, que a gravou no seu álbum de 1994. A força vocal do
cantor aqui é grande e limpa, porque a demo foi gravada, juntamente com Carlos Trilha, nas sessões de The Stonewall.
A
tríade que finaliza o fisco é para tocar o coração do mais duro dos humanos. Esperando Por Mim tem uma linha de baixo
e teclados melancólicos e alguns canais de violões muito inspiradores, dando a
base de uma despedida para familiares e amigos. O cantor anuncia o fim de um
ciclo e Dado caprichou muito na
produção da faixa, condição que não vemos tanto na instrumentalização (cadê a
verdadeira bateria dessa faixa?) de Quando
Você Voltar, apesar de a letra e a voz de Renato Russo valeram a pena. Não é nem de longe uma canção ruim, é
que se colocarmos frente à produção de todas as outras, acaba se tornando um
pouco acomodada demais.
E
então chega a faixa que [espaço para o crítico ficar de lado por uma frase]
quase sempre me faz chorar ou lacrimejar ou ficar olhando para o nada por
alguns minutos. O Livro dos Dias. A
canção é uma análise direta de uma vida boêmia. Não há grandes explosões das
cordas ou da bateria, mas todo o arranjo funciona para colocar um fim emotivo à
jornada, crescendo no refrão e deixando o ouvinte com uma guitarra tocando uma
linha de conciliação, talvez da música que definia ali o seu fim, em um último
estágio das coisas. Tendo em vista o que aconteceu depois, foi um adeus
muitíssimo bem dado.
A Tempestade ou O Livro dos Dias não foi um álbum de hits. Apesar de ter vendido
bastante, não se trata de uma produção constantemente lembrada pela maioria dos
legionários Brasil a fora. A questão é que os registros, o contexto e a
qualidade de produção desse projeto, mesmo que tragam um Renato Russo de voz debilitada, mostram uma banda em um estágio
mais exigente e musicalmente até melhor que em outros discos mais badalados. É
preciso ter cuidado, porém. Com tanto sentimento em jogo, ouvir A Tempestade ou O Livro dos Dias pode
trazer uma torrente de sentimentos para qualquer um. Não é raro querer pedir um
abraço longo de alguém, depois de terminada a audição.
Depois
de Celso Portiolli e Gretchen, vem aí mais uma grande
estrela se aventurando no Youtube: a nossa rainha dos baixinhos! A Xuxa abriu um canal nesse final de
semana e lançou uma introdução que nos deixou com vontade de quero mais!
O
primeiro vídeo é um teaser chamado “A
Nave pousou no Youtube” (melhor referência). Com um começo que promete
mostrar as polêmicas de Xuxa atrás
das câmeras, o que a gente acaba vendo é que vamos conhecer um lado divertido e
maravilhoso dela.
Pelo
que vimos, tudo vai rolar na casa dela e teremos vários quadros! Toda terça sai
vídeo novo e já queremos ver o que vai sair disso.
Esta
é a capa de Sou filho da lua,
primeiro álbum de MC Guimê, nome
artístico do cantor e compositor paulista Guilherme
Aparecido Dantas, projetado em 2012 no universo do funk ostentação e do
rap.
O
álbum sai em novembro em edição da Warner
Music. Três singles – Não roba minha
brisa (lançado em 22 de abril), Viva
la vida (faixa gravada com o duo Tropkillaz
e revelada em julho) e Fato raro
(música editada em single e na trilha sonora do filme É fada!) – já deram a pista do álbum em que Guimê faz conexões com o rapper carioca Marcelo D2 (em Cadê a mina?)
e com o grupo carioca Cone Crew
Diretoria (na faixa Gata, eu vim do
gueto), entre outros convidados.
A
propósito, Emicida, Negra Li e Rael estariam entre os convidados do álbum Sou filho da lua.
O
comitê que premiou Bob Dylan com o Prêmio Nobel de Literatura informou que
está a critério do cantor e compositor americano participar ou não da cerimônia
de premiação, que acontece em dezembro.
Dylan,
conhecido por fugir da imprensa, ainda não fez nenhum comentário sobre o prêmio
de US$ 900 mil, apesar das repetidas tentativas por parte da Academia Sueca de contatá-lo desde que
o nomearam como vencedor, em 13 de outubro.
Neste
sábado (22), a imprensa sueca informou que o membro da academia Per Wastberg havia dito que caso Dylan
permanecesse em silêncio seria "rude
e arrogante".
A
academia, no entanto, informou que os comentários de Wastberg não refletiam sua
visão. "O autor premiado com o
Prêmio Nobel toma sua própria decisão em relação às cerimônias envolvendo a
apresentação do prêmio", disse Sara
Danius, secretária permanente da Academia, em comunicado.
"A Academia Sueca nunca manteve uma visão
sobre as decisões dos vencedores de prêmios neste contexto, nem irá agora,
independentemente da decisão alcançada."
A
Academia deu a Dylan, de 75 anos, o prêmio por "ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição de
música norte-americana". Foi uma escolha controversa.
Bob Dylan revolucionou a música popular americana com clássicos
como "Blowin' in the wind",
"The times they are a-changin",
"Subterranean homesick blues"
e "Like a rolling stone".
Ainda
assim, alguns questionaram se seu trabalho se qualifica como literatura. Outros
reclamaram que a Academia Sueca perdeu
a oportunidade de trazer a atenção a artistas menos conhecidos.
A
cerimônia de premiação do Nobel
ocorre todo os anos no dia 10 de dezembro. Se Dylan mantiver seu silêncio, não
será o primeiro a "ignorar"
a decisão da Academia.
Um
precedente de rejeição ao Nobel de
Literatura é o do francês Jean-Paul
Sartre, que, contrário a todo tipo de distinções, não o aceitou em 1964,
embora seu nome figure na lista de vencedores.
A
cantora Claudia Leitte ainda não se
entendeu muito bem com a Lei Rouanet.
No início do ano, ela desistiu de captar R$ 356 mil em leis de incentivo para a
publicação de um livro por causa da repercussão negativa.
Agora,
ela teve suas prestações de contas reprovadas, após captar R$ 1,2 milhão para
uma série de 12 shows entre maio, junho e julho de 2013 em Rio Branco (AC),
Macapá (AP), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR),
Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO),
Brasília (DF).
O
Diário Oficial da União publicou
nesta sexta-feira (31) uma portaria informando que a cantora terá que devolver
R$ 1.274.129,88 para os cofres do Fundo
Nacional de Cultura.
Outros
sete projetos, que vão desde o desfile de carnaval do meio-oeste catarinense, a
festival de dança em Anápolis, também tiveram suas contas reprovadas.
Todos
os projetos que tiveram as contas reprovadas - inclusive o de Cláudia Leitte - também receberam uma sanção
administrativa de inabilitação. Ou seja, eles não poderão mais utilizar a lei
de incentivo pelo prazo de três anos.
A
assessoria da cantora respondeu dizendo que está averiguando as causas da
reprovação. Leia abaixo, na íntegra, o comunicado enviado:
"Na qualidade de advogado da Produtora CIEL,
informo que todos os eventos do projeto foram realizados e devidamente
comprovados ao Ministério da Cultura. Estamos averiguando os motivos da
reprovação da prestação de contas junto ao MinC e informamos ainda que
entraremos com recurso, pois a CIEL está apta a comprovar a realização dos
eventos, bem como a distribuição dos ingressos. Dessimoni e Blanco Advogados".
Pouco
mais de 1 ano após o lançamento de seu álbum mais recente, “Honeymoon”, Lana Del Rey pode estar planejando liberar mais um disco no próximo
mês.
De
acordo com o radialista Mike Adam,
da rádio AMP, que revelou poucas semanas antes do novo álbum de Lady Gaga ser anunciado, que ele estava
chegando, Lana lançará seu novo álbum no mês de novembro.
Como
já era de se esperar, o tweet se espalhou pelas redes sociais e os fãs ficaram
muito animados com a novidade, apesar de que, até agora, nada foi confirmado
oficialmente.
Anteriormente,
em entrevista, Lana já havia expressado sua vontade de lançar 1 álbum por ano e
ainda disse que sua gravadora estava bastante flexível em relação a isso. Por
isso, é bastante provável que os rumores sejam verdadeiros.
A
“Rebel Heart Tour” já tem data para
ser exibida no horário nobre da TV americana. E quem revelou o dia foi a
própria Madonna na noite desta
sexta-feira (21). De acordo com mensagem da cantora nas redes sociais, a o show
da turnê poderá ser assistido no dia 9 de dezembro no canal Showtime.
Na
apresentação, Madonna elenca seus
hits e surpreende o público com a primeira performance gravada de “Take a Bow”. Os convidados especiais,
como Katy Perry, também terão
destaque no show.