sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Homem de Aço | Novo filme de Superman resgata paralelos com Jesus Cristo


Zack Snyder e o roteirista David Goyer falaram sobre a trama de “Homem de Aço”, simbolismos e destruição promovida por deuses.

Quando você tem dois deuses batalhando, é como se o seu mundo fosse feito de papel”, contou Snyder, diretor da nova aventura do Super-Homem.

Deuses não são cuidadosos. Um deles é, pelo menos, mas isso não importa muito no calor da batalha”, falou em coletiva de imprensa na última semana de maio, em Los Angeles, referindo-se aos antagonistas do longa, Superman (Henry Cavill) e o General Zod (Michael Shannon).

A ideia do diretor é fazer um encontro entre a destruição e o simbolismo nessa nova aventura do herói.

Nosso objetivo foi pegar um quadrinho e leva-los às telas da melhor maneira possível, sem preocupações com realismo e fatos do mundo real. É uma obra de ficção, mas com preocupações verdadeiras sobre o que ela representa. Superman é uma metáfora sobre encontrar seu lugar no mundo, para essa jornada. Todo mundo é incompreendido quando jovem, quando criança. Esse um sentimento universal”, continua o diretor.

David Goyer contou que “todos conseguem se identificar com não ser compreendido e buscar seu lugar no mundo. Mas a grande diferença é que Kal-El tem a responsabilidade de escolher entre mudar o planeta ou não. Ele conta com os ensinamentos de seus pais para escolher, mas ao final é a voz de seu pai biológico, Jor-El, que o guia na decisão definitiva. Kriptonianos não escolhem seus destinos – essa é a diferença fundamental entre humanos e eles”.


A grande preocupação dos produtores do filme é em tornar o Superman um herói “bacana”, já que existe alguns super-heróis muito mais malandros por aí nas telas conquistando a nova geração de expectadores da sétima arte.

Superman é legal? É legal fazer o certo. Ele é um trabalhador voluntário em escala global, alguém que não busca glórias pelo que faz. Superman é legal sim”, afirmou Snyder.

Homem de Aço” também resgata o simbolismo como elemento chave da trama.

A relação entre Jesus Cristo e Superman não foi inventada por nós. Existe desde a criação do personagem. Mas é uma dessas coisas que desaparecem nas últimas décadas... eu achei que deveríamos voltar a falar dessa mitologia e da importância desse personagem e sua relevância para o momento”, explica o diretor.

A mitologia da história estabelece um paralelo interessante com a história de Cristo, dando uma camada de interesse extra ao filme. Filosofia, religião, respeito aos quadrinhos, tudo isso nos interessou”.


O roteirista também exalta outras referências mitológicas.


O mito de Moisés é outra influência. Superman tem raízes no Novo e também no Velho Testamento. Ele é um personagem messiânico e ao mesmo tempo meio Beowulf, meio Gligamesh, entre outros heróis clássicos que representam a conciliação entre os deuses e nós”.