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Um membro do Parlamento Britânico citou a cantora Kylie Minogue durante um discurso que fez na última sexta-feira (16) sobre a importância do mês do orgulho queer, celebrado em junho. Em sua fala, Lloyd Russel-Moyle fez uma referência ao single “Padam Padam”, que já é um hit absoluto neste momento em todo o Reino Unido.
“O mês do orgulho é um momento para nos lembrarmos de onde viemos e garantir que o amor conquiste o ódio. Então, happy pride month e vamos deixar nossos corações vencerem! Para usar as palavras de Kylie, sr. Deputado, padam padam!”.
“Padam Padam”, vale lembrar, é uma onomatopeia usada para se referir às batidas do coração. Também na sexta, a faixa em questão alcançou o top 10 da parada “Official Singles”. A canção ocupa neste momento a 9ª posição. Esta foi a primeira vez que Kylie apareceu na lista desde 2011, quando emplacou outro sucesso com o britânico Taio Cruz. Seu último hit solo a conquistar tamanha projeção foi “All The Lovers”, um ano antes no #3 lugar.
Um novo disco da estrela, intitulado “Tension”, chegará ao streaming no próximo dia 22 de setembro, marcando sua primeira estreia desde “DISCO”, lançado em 2020.
A Luminate entrevistou cerca de 3.900 pessoas nos Estados Unidos para entender os hábitos dos consumidores nesse momento de ressurgimento do vinil. Na pesquisa foi constatado que apenas 50% dos entrevistados, que consumiam vinil, tinham vitrola em casa para ouvi-los. Em outras palavras, a outra metade não podem ouvir a música na qual gastaram, como consta os dados da Luminate, cerca de US$ 25 a US$ 45.
“50% dos consumidores que compraram vinil nos últimos 12 meses possuem um toca-discos, em comparação com 15% entre os ouvintes de música em geral”, de acordo com a pesquisa da Luminate.
O site Hypebot chama esse fenômeno de ‘música como souvenir’. Na análise do site, desde que os downloads começaram a substituir os CDs e o streaming, consequentemente, os downloads, os fãs querem algo de seus artistas favoritos para possuir e manter.
Ainda de acordo com o Hypebot, às vezes, há um desejo de apoiar o artista de maneiras que os fãs sabem que US $ 9,99 por mês para 100 milhões de faixas não consegue. Para outros, um ótimo disco com uma bela capa é uma obra de arte.
Mas, quem está impulsionando as vendas de vinil?
Segundo Luminate, os superfãs e a Geração Z estão impulsionando as vendas de vinil. Cerca 31% dos fãs da Geração Z desejam que os artistas ofereçam mais opções de produtos para que possam mostrar seu apoio. Já os superfãs têm 3 vezes mais chances de comprar vinil no ano passado.
Neste
domingo (26), SZA conquistou um feito histórico na Billboard 200.
Agora, “S.O.S” é o primeiro disco de R&B feminino a completar 10
semanas no topo da parada desde “Mariah Carey”, que passou 11 semanas em
#1, em 1991.
Desde
2010, apenas 8 álbuns passaram esse tempo em primeiro lugar. Dois dos mais
recentes a atingir tal feito foram “Un Verano Sin Ti”, de Bad Bunny;
e “25”, de Adele.
Vale
lembrar que, na última semana, o disco de SZA vendeu — entre reproduções
em streaming, cópias digitais e físicas — o equivalente a 87 mil unidades.
Em
segundo lugar na parada está P!nk com seu “TRUSTFALL”, lançado em
17 de fevereiro. Taylor Swift ocupa a terceira posição com “Midnights”,
enquanto a quarta colocação fica com Metro Boomin, com “Heroes &
Villains”. “Dangerous: The Double Album”, de Morgan Wallen,
fecha o Top 5.
Um
dos discos de maior sucesso dos últimos tempos, “S.O.S” chegou às
plataformas digitais em 9 de novembro de 2022. Além de “Kill Bill”,
atual single da era, o material reúne um total de 23 faixas, incluindo
participações de Don Toliver, Phoebe Bridgers, Travis Scott
e mais.
O
cantor americano MAX e Noah Cyrus lançaram nesta sexta-feira
(10) a música “Team”. Com
instrumental sutil e letra romântica, os artistas mostram um lado mais suave.
A
música deve fazer parte do NC-17,
primeiro álbum da Noah.
Letra:
Look at me
You think that I’m tryin’ to fight ya
But I’ll always be on your side, yeah
Oh-woah-yeah
You know me
Why you’re all waste on theyour friends
then
Making me feel like your friends did
Oh-woah-yeah
How many times do I have to convince you
that I’ll always be on your team
You’re run oin your mouth and you’re
talking about me but things don’t always look what they seem
So whenever you’re losing
I celebrate ya
Appreciate ya
I’ll get you up on your feet
Whenever you’re winning
I’ll give you strength, boy
Now shitare your name, girl
Cause I’ll always be on your, I’ll
always be on your team
Ya, I’ll always be on your team
Look at me, baby you know that I’m no
angel
I know I’m whole lot to handle
Oh-woah-yeah
But you know me
When I love you, I love you harder
With all of my, all of my heart
Oh-woah
So whenever you’re losing (losing)
I celebrate ya (l celebrate)
Appreciate ya (appreciate ya)
I’ll get you up on your feet
Whenever you’re winning (winning)
I’ll give you strength, girl
Now shitAnd I’ll check your name, boy
Cause I’ll always be on your, I’ll
always be on your team
Your team (oh yeah)
Ya, I’ll always be on your team (oh
yeah)
Your team (oh yeah)
How many times do I have to convince you
that I’ll always be on your team
A primeira
estimativa de vendas do relançamento do álbum “Beyoncé” foi revelada pelo site Hits
Daily Double nesta quarta-feira (26). De acordo com a publicação, o álbum
homônimo da Beyoncé deve fechar a
sua primeira semana com até 90 mil unidades, incluindo os streams (cada 1.500
streams equivale a 1 unidade vendida).
A novidade de adicionar streams à contagem da
Billboard 200 gerou a inclusão das versões standard e “platinum” no Spotify, por exemplo, e todos os clipes do álbum
visual no VEVO.
Mesmo assim, é possível que a cantora não
fique no 1º lugar na próxima atualização. Além de Taylor Swift e One Direction
permanecerem firmes nas vendas, também chega às lojas o “SHADYXV”, do Eminem. A
coletânea tem estimativa de vendas até 165 mil, incluindo streams.
Os novos discos do Rick Ross, Selena e Iggy Azalea também podem estrear no Top
10. A nova atualização da Billboard 200 com estes discos na parada só será
anunciada na quarta-feira, 3 de dezembro.
O álbum novo da Taylor
Swift, intitulado “1989”, em
referência ao ano de nascimento da cantora, dominou o mercado americano em sua
semana de lançamento. De acordo com a Billboard,
as 1.287.000 cópias vendidas nos EUA representam 22% do total de 5.790.000
unidades de discos vendidas no país no mesmo período. Em outras palavras, “1989”, o líder da Billboard 200, vendeu
mais que todos os álbuns do 2º ao 107º lugar da parada combinados.
A
compilação de vários hits “Now 52”,
por exemplo, ficou em 2º lugar no ranking – com apenas 103 mil cópias vendidas.
Não se compara. “1989” já é o
lançamento mais vendido do ano nos EUA, batendo uma série de recordes.
“1989” é o primeiro álbum totalmente pop
da Taylor Swift. O disco conta com
colaborações de Max Martin, Shellback, Ryan Tedder e Jack Antonoff.
Confira o Top 10:
01) 1989 – Taylor Swift (lançamento)
02) Now 52 – Hits (lançamento)
03) Motevallo – Sam Hunt
(lançamento)
04) My Dream Duets – Barry Manilow
(lançamento)
05) Old Boots, New Dirt – Jason Aldean
(6-5)
06) Anything Goes – Florida Georgia Line
(5-6)
07) Led Zeppelin IV – Led Zeppelin
(relançamento)
08) Love Ran Red – Chris Tomlin
(lançamento)
09) 5. The Gray Chapter – Slipknot
(1-9)
10) Black Veil Brides – Black Veil
Brides (lançamento)
No começo do novo século o R&B parecia tomar de
conta do mundo, principalmente dos EUA. Madonna,
como sempre, nadava contra a correnteza, com seu auge no nono álbum de estúdio
de sua carreira, "American Life",
lançado em 2003. Bem experimental e conceitual, o álbum foi recebido com extrema
divisão - enquanto uns amaram a ousadia da Rainha do Pop em fazer um material
tão estranho para o cenário mainstream, outros detestaram seu conteúdo pesado,
provocativo e, para uns, ofensivo (a faixa-título, por exemplo, foi eleita pela
revista "Blender" a 10ª pior música de todos os tempos).
Madonna então precisava reinventar sua imagem,
coisa que ela sempre se mostrou especialista - depois de ser massacrada com o
"Erotica", sendo apontada
como morta na carreira, ela vai lá e ganha o amor da crítica primeiramente com
o doce "Bedtime Stories" e
depois, a cartada final, com o premiadíssimo "Ray of Light". Jogando toda a pegada experimental do "American Life", a eterna Material
Girl volta ao passado, mais precisamente na década de 80, para construir um
álbum que viria a colocar seu nome no topo do mundo novamente. Estamos falando,
lógico, do "Confessions on a Dance
Floor", lançado em 2005.
Construído genialmente como um enorme set de DJ -
as músicas não possuem fim, são todas instrumentalmente ligadas, sem cortes e
intervalos - onde a diva controla as emoções num jogo decrescente de melodia,
as músicas foram postas da mais animada até a mais pesada, temos que tentar
sentar para analisar todas as músicas agora, o que é quase impossível, pois
ficar parado com esse álbum é quase heresia. Mas vamos lá.
1. HUNG UP
"Time goes by so slowly...". Contando um caso
pessoal, certa vez estava eu numa festa quando essa música começa a
tocar. Imediatamente solto "Meu deus, Hung Up!!!11!1" e um amigo, que
não é ligado em música pop, pergunta "Que música é essa?" e eu
respondo "Deixa ela começar que tu vai lembrar". Foi só a melodia
crescer e o sample de "Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After
Midnight)" do ABBA começar a derrubar todo mundo que ele falou "Essa
música é vida!". Além do sample, efeitos sonoros de relógio regem esse
hino que é um marco na carreira da cantora, tanto pela sua grandiosidade quanto
por ser sua primeira música lançada digitalmente no iTunes. Resultado? Entrou
para o Guinness Book como a canção com mais #1s no mundo na época (41
países), um feito inimaginável no engatinhar da era digital. A faixa vendeu até
hoje a p e n a s nove milhões de cópias. Tá?
2. GET TOGETHER
"Eu procurei minha vida toda para encontrar o segredo, e tudo que
fiz foi abrir meus olhos. Baby, nós podemos fazer, nós podemos fazer isso dar
certo". Eita. "Get Together" é o terceiro single do
"Confessions" e é uma verdadeira viagem de sintetizadores
onde, com vocais secos pelos efeitos sonoros, Madonna canta sobre amor de forma
genialmente pop. Indicado ao Grammy de "Melhor Gravação Dance", não
há um segundo de "Get Together" que esteja fora do lugar, numa faixa
que é digna do posto de "obra-prima", mesmo não tendo o desempenho comercial
merecido - só para reforçar de que não, uma faixa NÃO precisa ser hit para ser
"boa". Nem todos os #1 do mundo fariam jus à essa canção. "Nós podemos ficar juntos? Eu realmente quero estar com você. Venha
conferir comigo, espero que você sinta a mesma coisa".
3. SORRY
"Je suis désolée. Lo siento. Ik ben droevig. Sono spiacente.
Perdóname". Existe forma mais genial do que começar uma música
que se chama "Sorry" pedindo perdão em cinco línguas diferentes?
Existe. É jogar a melodia lá em baixo logo após isso e ir crescendo como se não
houvesse amanhã até cair no refrão destruidor na mais elevada potência.
"Sorry" é um grande desabafo cheio de sinceridades onde Madonna joga
na cara do (ex) amado tudo o que ele fez de errado. "Você não é nem metade do homem que você acredita ser. Fique com as
suas palavras porque você foi longe demais", canta ela de forma
debochada como se apontasse o dedo da cara do outro (quem nunca?).
Poderosíssimo, o segundo single do álbum é mais um hino que inicia a transição
do lirismo proposto pelo todo ao começar a tirar o pé do amor à primeira vista
de "Get Together", ainda que o instrumental seja para rolar no chão
da balada. "Gomen nasai. Mujhe maph kardo. Przepraszam.
Slicha. Forgive me. Eu já ouvi tudo isso antes".
4. FUTURE LOVERS
Madonna abre "Future Lovers" fazendo um
convite. "Vou te falar de amor. Vamos esquecer sua vida,
esquecer seus problemas, política, contas e empréstimos. Venha comigo".
Nós aceitamos e caímos com tudo na faixa, que de forma futurista trata de um
amor transcendente ("Conecte-se com o céu, futuros
amantes viajam para lá como uma missão"). Usada como música de
abertura da "Confessions Tour", num mash-up com "I Feel
Love" da Donna Summers onde a cantora aparece dentro de um globo de
discoteca gigante (!), "Future Lovers" é carregadíssima de
sintetizadores, efeitos, batidas e acordes elétricos.
5. I LOVE NEW YORK
Apesar de liricamente soar deslocada no todo,
"I Love New York" não é uma peça descartável da tracklist do álbum
por simplesmente ser divertidíssima. Flertando com o rock, a canção é uma
declaração de amor da cantora pela cidade, onde segundo ela "outros lugares sempre me deixam triste; nenhuma outra cidade
jamais me deixou alegre exceto Nova Iorque". Simples, porém
eficiente, possui um sample que nasceu para ser usado no futuro e uma ponte
crescente mega empolgante: "Se você não pode suportar o
calor, saia do meu caminho". O solo do final é maravilhoso.
6. LET IT WILL BE
Iniciada com violinos para se ouvir de joelhos,
"Let It Will Be" é o lado sujo da fama. "Agora eu posso te falar sobre sucesso, sobre fama, sobre a
ascensão e a queda de todas as estrelas no céu. Isso não te faz rir?",
numa claríssima indireta de Madonna para o cenário pop que amou vê-la
"fracassando" com seu último álbum, numa cultura em que se espera
sempre o melhor e o pior de todos que ali estão dando a cara para bater. O
problema é que a cara da Rainha já está mais que calejada ("Apenas veja me incendiar. Você não vai deixar pra lá?").
7. FORBBIDEN LOVE
Quando a tracklist do "Confessions" foi
divulgada e vimos "Forbbiden Love" no meio já achamos que Madonna
ressuscitaria a faixa de mesmo nome do "Bedtime Stories", mas não,
são completamente diferentes. Sobre isso ela conta: "Eu fiz tudo isso
de propósito. Quer dizer, se eu vou plagiar alguém, esse alguém poderia muito
bem ser eu, certo? Eu sinto que eu ganhei o direito de me rasgar fora. 'O
talentoso empresa, o gênio rouba'". Tá bom pra você? A faixa retrata um
amor proibido (sério, It?) de um garoto e uma garota, porém o teor é facilmente
aplicado para todas as orientações sexuais, algo visto na performance da música
durante a "Confessions Tour", com dois dançarinos de mãos dadas (e
símbolos religiosos opostos pintados no corpo). "Sempre destinado a estar juntos. Preservaremos nosso destino
eternamente". Sutil, delicada e apaixonante.
8. JUMP
O
quarto e último single do álbum é um hino de legitimação própria e, ao mesmo
tempo, um tributo de Madonna ao Pet Shop Boys. Cantando no mais baixo vocal do
álbum, "Jump" trata da melhor forma de remoçar sua vida depois do
término de um relacionamento: pulando. Madonna pega suas coisas e vai construir
seu caminho sozinha sem medo de saltar pra vida. Com versos lentos e sinuosos,
é impossível resistir à sedução que a cantora lentamente nos joga, indo ao
refrão com a gente na palma da mão. "Não olhe para trás, baby,
apenas pegue minha mão e prepare-se para pular". Pulemos.
9. HOW HIGH
Referenciando a si própria, porque não há ninguém
mais incrível que ela mesma né non?, "How High" traz os títulos
"Nobody's Perfect" e "I Deserve It" em "Was it all worth it? And how did I earn it? Nobody's perfect, I
guess I deserve it", músicas do "Music". Aqui Madonna
para para olhar para trás e ver tudo que já fez, numa música sincera e bem
pessoal: "É engraçado, eu passei toda minha vida
querendo que falassem de mim. Fiz de tudo, só para ver meu nome nos letreiros.
Valeu a pena? E como eu consegui?". Carregando um instrumental
mais pesado, "How High" tem inúmeras camadas, tanto na melodia quanto
nos vocais, criando um todo instigante a ser decifrado, sem, claro, te deixar
parado.
10. ISAAC
O mais próximo que o álbum chegou duma balada,
"Isaac" é uma faixa rítmica, com elementos arábicos que irritou
profundamente os israelitas na época do lançamento, mas Madonna se defendeu
afirmando que o título não se refere a Isaac Luria (fundador de uma das
ramificações mais importantes da cabala), e sim ao cantor Yitzhak Sinwani
que está na faixa ("Isaac" é a tradução inglesa de
"Yitzhak"), já que ela não tinha título para a canção. Cheia de
versos que até hoje não conseguimos cantar, "Isaac" é uma sensacional
experimentação de estilo de Madonna, que já havia flertado com o gênero em
álbuns anteriores, como o "Ray of Light". O refrão murmurado por ela
com os vocais islâmicos de Yitzhak é incrível, além do seu final
redentor: "O generoso realmente sabe o que será dado se
eles não pararem. Os portões do paraíso estão sempre abertos".
11. PUSH
Ainda com uma pegada rítmica iniciada em
"Isaac", "Push" traz tambores e sinos que se costuram com
os sintetizadores empurrando - literalmente - a faixa, com versos rápidos e
pulsantes e um refrão belíssimo: "Tudo o que eu faço, eu devo
tudo a você. Cada movimento que faço, cada passo que dou, tudo o que eu sei é
porque você me empurra". Tida como continuação de
"Boderline", um dos primeiros singles da carreira da cantora, lançado
láaaa no "Madonna", é também uma homenagem ao seu então
marido, Guy Ritchie. Termina de forma pesada, preparando terreno para a última
canção do álbum.
12. LIKE IT OR NOT
A mais pesada canção do álbum, "Like It Or
Not", é a faixa fatídica do álbum, que a faz ser o fechamento perfeito do
álbum. "Você pode me chamar de pecadora e pode me chamar de santa.
Celebre-me por quem eu sou, despreze-me por aquilo que não sou. Coloque-me
sobre um pedestal ou me jogue na lama. Paus e pedras quebrarão meus ossos, mas
seus rótulos nunca irão machucar". Gostando você ou não,
Madonna acaba o álbum dizendo "eu sou isso mesmo e você pode aceitar ou ir
embora". Recadinho para a mídia? Se colocarmos o álbum no repeat e
"Hung Up" vier logo após "Like It Or Not", o choque musical
é gigantesco, então como ela conseguiu transpor melodicamente o álbum dessa
forma?
RESUMINDO: De tempos em tempos acontece algo com artistas
que são grandiosos demais: o amor pela sua arte os cega. Madonna amou tanto seu "American
Life" que precisou de um choque de realidade para ver que aquilo não
era bem o que o público esperava. Não estamos discutindo a qualidade do álbum,
apenas que ela precisou de um estalo para opa! Eu preciso fazer algo diferente,
um patamar similar que Lady Gaga se encontra atualmente. É preciso conhecer um
pouco a dor do desmerecimento para ressurgir como uma fênix. Também é, de fato,
bem cruel termos que passar por isso, mas se o fruto desse momento turbulento
for algo como o "Confessions on a
Dance Floor", todos os poréns são justificados.
Respondendo à pergunta de "Like It Or Not", Madonna conseguiu fazer o álbum dono do
Grammy de "Melhor Álbum Dance"
ao aliar elementos perfeitos, que vão desde composição até produção. Vemos
muito fãs chamando vários álbuns de "Bíblia do Pop", como se só
aquele material fosse capaz de unir o todo em vez de ser um capítulo da grande
bíblia. Porém, se há algum álbum que possamos nomeá-lo assim de forma
imprudentemente certeira, é o "Confessions", a maior epopeia pop da
história, uma viagem imortal que conseguiu aliar o passado e o futuro
inimaginavelmente. Aqui Madonna não canta sobre os problemas do mundo, ela
canta sobre amor. E esse cantar veio de forma criativa, empolgante e
energética, uma injeção de adrenalina na sua discografia antológica que prova
que, depois de dez álbuns, Madonna continua sendo a rainha desse baile chamado
mundo pop.
Christina
Aguilera celebrou os 15 anos do lançamento de seu primeiro
disco de inéditas no último mês de agosto. O material homônimo chegou ao
mercado em 24 de agosto de 1999 trazendo os hits “Genie In a Bottle”, “I Turn
to You”, “Come On Over (All I Want Is
You)” e “What a Girl Wants”.
Em um período em que a concorrência
era acirrada entre as artistas femininas, X-Tina
se destacou pelo seu alcance potente na voz. Todos ficaram impressionados por
aquela voz que saia de uma artista tão miudinha.
Ao lado de nomes como o de
Britney Spears, Jessica Simpson e Mandy Moore,
Aguilera conseguiu solidificar sua carreira e hoje produz seu oitavo álbum de
estúdio.
Destacamos aqui um dos
melhores clipes de sua carreira, “Beautiful”,
do disco “Stripped”, de 2002:
» Ano: 1983
» Lançamento: 27/07/83
» Produtores: Madonna, Jelly Bean
Benitez e outros
» Vendas: 8 milhões (+)
01. Lucky Star 02. Borderline 03. Burning Up 04. I Know It 05.Holiday 06. Think Of Me 07. Physical Attraction 08. Everybody
No
primeiro disco com a cara de Madonna
estampada na capa, podemos ouvir (e ver) o que seria o começo de tudo que, na
época, somente Madonna poderia talvez imaginar.
Madonna, o cd que pode ser encontrado em duas capas
diferentes, é simples, direto e até humilde e são justamente essas
características que o fazem uma obra prima.
O
disco foi lançado no momento certo (e pela pessoa certa) numa época de
decadência do punk questionador e rebelde dos anos 70. Com referências da
disco, dance e black music o álbum trazia canções mais easy going, com arranjos
simples e sem letras complicadas ou profundas, que falam sobre relacionamentos
que não dão certos, amores, casos e dança, feito justamente para relaxar e
dançar.
Nesse
cd Madonna conseguiu emplacar o seu
hino, “Holiday” que até hoje é
cultuado por críticos e fãs e esteve presente em todas as turnês da cantora.
Com uma letra leve, a música convida para deixar os problemas de lado e
celebrar.
Em
“Boderline”, a primeira balada de Madonna e o primeiro single a ser top
10 nos EUA, temos uma canção de amor que fala sobre o parceiro que não dá valor
à sua amada. Seguindo a mesma linha, “Think
of Me” e “I know It” mostram um
pop totalmente dançante que gruda na cabeça, onde ela coloca seu affair na
parede, cheia de questionamentos e cobranças.
Outro
grande sucesso, “Burning Up” vai no
mesmo sentido pop dançante fazendo porém uma declaração moderna de amor.
“Luck Star”, que viria a se tornar sua
primeira música a entrar no top 5 da Billboard, foi um sucesso estrondoso que
fez com que Madonna adiasse o
lançamento do álbum “Like a Virgin”
para o final de 1984. O clipe, no qual Madonna
aparece no seu típico visual para a época, uma mistura punk & brega com
raízes de cabelo escuras, meias na perna e crucifixos, lançou moda e fez com
que surgissem as famosas wannabes que se vestiam iguais à Madonna. Elas ainda seriam beneficiadas com o lançamento de Madonna da marca “Wazoo” que vendia as roupas que ela usava.
Reza
a lenda que o primeiro single, “Everybody”
não contem a foto de Madonna na capa
pois a intenção era que as pessoas pensassem se tratar de um cantora negra. A
música, lançada antes do álbum em 1982, não chegou a entrar na parada americana
mas introduziu Madonna na cena club
Nova Iorquina para que de lá, explodisse pelo mundo. O maior mérito dessa
canção é justamente ter lançado ao grande público Madonna e o dance despretensioso que ela trazia.
Não
é à toa que, enquanto dançava numa boate escura com dois bailarinos no caseiro
clipe de “Everybody”, Madonna convidava e dizia para que
veio: “dance e cante, levante-se e faça
acontecer”. Sem duvida ela conseguiu.
Curiosidades
»
O álbum 'Madonna' também é conhecido
por 'The First Álbum' e tem uma capa
alternativa.
»
'Everybody' o primeiro grande sucesso
de Madonna no mundo. Seu clipe, gravado numa discoteca, custou 1.5 mil dólares,
três mil vezes menos do que o clipe de "Express Yourself". O single vendeu 250 mil cópias, e apesar do
grande sucesso, só atingiu a 107ª posição na Billboard. No Brasil, Madonna
curiosamente começou a ser conhecida através de uma novela que tinha a música
na trilha sonora. Chamava-se "Final
Feliz".
»
'Burning Up' possui duas versões: uma
pop dance e outra mais rock, com guitarras sujas.
»"Holiday" não era para estar no
álbum. O primeiro single a ser lançado seria a canção "Ain't No Big Deal", que foi
considerada fraca pelos executivos da Warner, e acabou ficando de fora do
disco. Assim, "Holiday"
teve espaço no LP.
»
'Borderline' foi o primeiro single de
Madonna que alcançou o Top 10 da Billboard.
»
Nesta época, Madonna lançou uma grife de roupas chamada 'Wazoo'. A loja vendia as roupas que ela usava. Era o começo das
chamadas 'Wannabes', as meninas que se vestiam como Madonna.