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segunda-feira, 19 de junho de 2023

“Padam Padam”, de Kylie Minogue, é citada durante discurso no Parlamento Britânico


Um membro do Parlamento Britânico citou a cantora Kylie Minogue durante um discurso que fez na última sexta-feira (16) sobre a importância do mês do orgulho queer, celebrado em junho. Em sua fala, Lloyd Russel-Moyle fez uma referência ao single “Padam Padam”, que já é um hit absoluto neste momento em todo o Reino Unido.

O mês do orgulho é um momento para nos lembrarmos de onde viemos e garantir que o amor conquiste o ódio. Então, happy pride month e vamos deixar nossos corações vencerem! Para usar as palavras de Kylie, sr. Deputado, padam padam!”.

Padam Padam”, vale lembrar, é uma onomatopeia usada para se referir às batidas do coração. Também na sexta, a faixa em questão alcançou o top 10 da parada “Official Singles”. A canção ocupa neste momento a 9ª posição. Esta foi a primeira vez que Kylie apareceu na lista desde 2011, quando emplacou outro sucesso com o britânico Taio Cruz. Seu último hit solo a conquistar tamanha projeção foi “All The Lovers”, um ano antes no #3 lugar.

Um novo disco da estrela, intitulado “Tension”, chegará ao streaming no próximo dia 22 de setembro, marcando sua primeira estreia desde “DISCO”, lançado em 2020.

domingo, 30 de abril de 2023

Pesquisa aponta que 50% dos compradores de vinil não possuem vitrolas


A Luminate entrevistou cerca de 3.900 pessoas nos Estados Unidos para entender os hábitos dos consumidores nesse momento de ressurgimento do vinil. Na pesquisa foi constatado que apenas 50% dos entrevistados, que consumiam vinil, tinham vitrola em casa para ouvi-los. Em outras palavras,  a outra metade não podem ouvir a música na qual gastaram, como consta os dados da Luminate, cerca de US$ 25  a US$ 45.

50% dos consumidores que compraram vinil nos últimos 12 meses possuem um toca-discos, em comparação com 15% entre os ouvintes de música em geral”, de acordo com a pesquisa da Luminate.

O site Hypebot chama esse fenômeno de ‘música como souvenir’. Na análise do site, desde que os downloads começaram a substituir os CDs e o streaming, consequentemente, os downloads, os fãs querem algo de seus artistas favoritos para possuir e manter. 

Ainda de acordo com o Hypebot,  às vezes, há um desejo de apoiar o artista de maneiras que os fãs sabem que US $ 9,99 por mês para 100 milhões de faixas não consegue. Para outros, um ótimo disco com uma bela capa é uma obra de arte.

Mas, quem está impulsionando as vendas de vinil?

Segundo Luminate, os superfãs e a Geração Z estão impulsionando as vendas de vinil. Cerca 31% dos fãs da Geração Z desejam que os artistas ofereçam mais opções de produtos para que possam mostrar seu apoio. Já os superfãs têm 3 vezes mais chances de comprar vinil no ano passado.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

SZA conquista feito histórico em parada da Billboard com “S.O.S”

 

Neste domingo (26), SZA conquistou um feito histórico na Billboard 200. Agora, “S.O.S” é o primeiro disco de R&B feminino a completar 10 semanas no topo da parada desde “Mariah Carey”, que passou 11 semanas em #1, em 1991.

Desde 2010, apenas 8 álbuns passaram esse tempo em primeiro lugar. Dois dos mais recentes a atingir tal feito foram “Un Verano Sin Ti”, de Bad Bunny; e “25”, de Adele.

Vale lembrar que, na última semana, o disco de SZA vendeu — entre reproduções em streaming, cópias digitais e físicas — o equivalente a 87 mil unidades.

Em segundo lugar na parada está P!nk com seu “TRUSTFALL”, lançado em 17 de fevereiro. Taylor Swift ocupa a terceira posição com “Midnights”, enquanto a quarta colocação fica com Metro Boomin, com “Heroes & Villains”. “Dangerous: The Double Album”, de Morgan Wallen, fecha o Top 5.

Um dos discos de maior sucesso dos últimos tempos, “S.O.S” chegou às plataformas digitais em 9 de novembro de 2022. Além de “Kill Bill”, atual single da era, o material reúne um total de 23 faixas, incluindo participações de Don Toliver, Phoebe Bridgers, Travis Scott e mais.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

MAX e Noah Cyrus lançam a parceria “Team”

O cantor americano MAX e Noah Cyrus lançaram nesta sexta-feira (10) a música “Team”. Com instrumental sutil e letra romântica, os artistas mostram um lado mais suave.

A música deve fazer parte do NC-17, primeiro álbum da Noah.


Letra:

Look at me
You think that I’m tryin’ to fight ya
But I’ll always be on your side, yeah
Oh-woah-yeah

You know me
Why you’re all waste on theyour friends then
Making me feel like your friends did
Oh-woah-yeah

How many times do I have to convince you that I’ll always be on your team
You’re run oin your mouth and you’re talking about me but things don’t always look what they seem

So whenever you’re losing
I celebrate ya
Appreciate ya
I’ll get you up on your feet

Whenever you’re winning
I’ll give you strength, boy
Now shitare your name, girl
Cause I’ll always be on your, I’ll always be on your team
Ya, I’ll always be on your team

Look at me, baby you know that I’m no angel
I know I’m whole lot to handle
Oh-woah-yeah

But you know me
When I love you, I love you harder
With all of my, all of my heart
Oh-woah

So whenever you’re losing (losing)
I celebrate ya (l celebrate)
Appreciate ya (appreciate ya)
I’ll get you up on your feet

Whenever you’re winning (winning)
I’ll give you strength, girl
Now shitAnd I’ll check your name, boy
Cause I’ll always be on your, I’ll always be on your team
Your team (oh yeah)
Ya, I’ll always be on your team (oh yeah)
Your team (oh yeah)

How many times do I have to convince you that I’ll always be on your team

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Relançamento do álbum “Beyoncé” recebe primeira estimativa de vendas

A primeira estimativa de vendas do relançamento do álbum “Beyoncé” foi revelada pelo site Hits Daily Double nesta quarta-feira (26). De acordo com a publicação, o álbum homônimo da Beyoncé deve fechar a sua primeira semana com até 90 mil unidades, incluindo os streams (cada 1.500 streams equivale a 1 unidade vendida).
A novidade de adicionar streams à contagem da Billboard 200 gerou a inclusão das versões standard e “platinum” no Spotify, por exemplo, e todos os clipes do álbum visual no VEVO.
Mesmo assim, é possível que a cantora não fique no 1º lugar na próxima atualização. Além de Taylor Swift e One Direction permanecerem firmes nas vendas, também chega às lojas o “SHADYXV”, do Eminem. A coletânea tem estimativa de vendas até 165 mil, incluindo streams.
Os novos discos do Rick Ross, Selena e Iggy Azalea também podem estrear no Top 10. A nova atualização da Billboard 200 com estes discos na parada só será anunciada na quarta-feira, 3 de dezembro.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Taylor Swift domina o topo da parada da Billboard dos EUA com “1989”


O álbum novo da Taylor Swift, intitulado “1989”, em referência ao ano de nascimento da cantora, dominou o mercado americano em sua semana de lançamento. De acordo com a Billboard, as 1.287.000 cópias vendidas nos EUA representam 22% do total de 5.790.000 unidades de discos vendidas no país no mesmo período. Em outras palavras, “1989”, o líder da Billboard 200, vendeu mais que todos os álbuns do 2º ao 107º lugar da parada combinados.
A compilação de vários hits “Now 52”, por exemplo, ficou em 2º lugar no ranking – com apenas 103 mil cópias vendidas. Não se compara. “1989” já é o lançamento mais vendido do ano nos EUA, batendo uma série de recordes.
1989” é o primeiro álbum totalmente pop da Taylor Swift. O disco conta com colaborações de Max Martin, Shellback, Ryan Tedder e Jack Antonoff.

Confira o Top 10:
01) 1989 – Taylor Swift (lançamento)
02) Now 52 – Hits (lançamento)
03) Motevallo – Sam Hunt (lançamento)
04) My Dream Duets – Barry Manilow (lançamento)
05) Old Boots, New Dirt – Jason Aldean (6-5)
06) Anything Goes – Florida Georgia Line (5-6)
07) Led Zeppelin IV – Led Zeppelin (relançamento)
08) Love Ran Red – Chris Tomlin (lançamento)
09) 5. The Gray Chapter – Slipknot (1-9)
10) Black Veil Brides – Black Veil Brides (lançamento)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Madonna é líder religioso onde nossa igreja é a pista de dança com o 'Confessions on a Dance Floor'

No começo do novo século o R&B parecia tomar de conta do mundo, principalmente dos EUA. Madonna, como sempre, nadava contra a correnteza, com seu auge no nono álbum de estúdio de sua carreira, "American Life", lançado em 2003. Bem experimental e conceitual, o álbum foi recebido com extrema divisão - enquanto uns amaram a ousadia da Rainha do Pop em fazer um material tão estranho para o cenário mainstream, outros detestaram seu conteúdo pesado, provocativo e, para uns, ofensivo (a faixa-título, por exemplo, foi eleita pela revista "Blender" a 10ª pior música de todos os tempos).

Madonna então precisava reinventar sua imagem, coisa que ela sempre se mostrou especialista - depois de ser massacrada com o "Erotica", sendo apontada como morta na carreira, ela vai lá e ganha o amor da crítica primeiramente com o doce "Bedtime Stories" e depois, a cartada final, com o premiadíssimo "Ray of Light". Jogando toda a pegada experimental do "American Life", a eterna Material Girl volta ao passado, mais precisamente na década de 80, para construir um álbum que viria a colocar seu nome no topo do mundo novamente. Estamos falando, lógico, do "Confessions on a Dance Floor", lançado em 2005.

Construído genialmente como um enorme set de DJ - as músicas não possuem fim, são todas instrumentalmente ligadas, sem cortes e intervalos - onde a diva controla as emoções num jogo decrescente de melodia, as músicas foram postas da mais animada até a mais pesada, temos que tentar sentar para analisar todas as músicas agora, o que é quase impossível, pois ficar parado com esse álbum é quase heresia. Mas vamos lá.


1. HUNG UP
"Time goes by so slowly...". Contando um caso pessoal, certa vez estava eu numa festa quando essa música começa a tocar. Imediatamente solto "Meu deus, Hung Up!!!11!1" e um amigo, que não é ligado em música pop, pergunta "Que música é essa?" e eu respondo "Deixa ela começar que tu vai lembrar". Foi só a melodia crescer e o sample de "Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)" do ABBA começar a derrubar todo mundo que ele falou "Essa música é vida!". Além do sample, efeitos sonoros de relógio regem esse hino que é um marco na carreira da cantora, tanto pela sua grandiosidade quanto por ser sua primeira música lançada digitalmente no iTunes. Resultado? Entrou para o Guinness Book como a canção com mais #1s no mundo na época (41 países), um feito inimaginável no engatinhar da era digital. A faixa vendeu até hoje a p e n a s nove milhões de cópias. Tá?
2. GET TOGETHER
"Eu procurei minha vida toda para encontrar o segredo, e tudo que fiz foi abrir meus olhos. Baby, nós podemos fazer, nós podemos fazer isso dar certo". Eita. "Get Together" é o terceiro single do "Confessions" e é uma verdadeira viagem de sintetizadores onde, com vocais secos pelos efeitos sonoros, Madonna canta sobre amor de forma genialmente pop. Indicado ao Grammy de "Melhor Gravação Dance", não há um segundo de "Get Together" que esteja fora do lugar, numa faixa que é digna do posto de "obra-prima", mesmo não tendo o desempenho comercial merecido - só para reforçar de que não, uma faixa NÃO precisa ser hit para ser "boa". Nem todos os #1 do mundo fariam jus à essa canção. "Nós podemos ficar juntos? Eu realmente quero estar com você. Venha conferir comigo, espero que você sinta a mesma coisa".
3. SORRY
"Je suis désolée. Lo siento. Ik ben droevig. Sono spiacente. Perdóname". Existe forma mais genial do que começar uma música que se chama "Sorry" pedindo perdão em cinco línguas diferentes? Existe. É jogar a melodia lá em baixo logo após isso e ir crescendo como se não houvesse amanhã até cair no refrão destruidor na mais elevada potência. "Sorry" é um grande desabafo cheio de sinceridades onde Madonna joga na cara do (ex) amado tudo o que ele fez de errado. "Você não é nem metade do homem que você acredita ser. Fique com as suas palavras porque você foi longe demais", canta ela de forma debochada como se apontasse o dedo da cara do outro (quem nunca?). Poderosíssimo, o segundo single do álbum é mais um hino que inicia a transição do lirismo proposto pelo todo ao começar a tirar o pé do amor à primeira vista de "Get Together", ainda que o instrumental seja para rolar no chão da balada. "Gomen nasai. Mujhe maph kardo. Przepraszam. Slicha. Forgive me. Eu já ouvi tudo isso antes".
4. FUTURE LOVERS
Madonna abre "Future Lovers" fazendo um convite. "Vou te falar de amor. Vamos esquecer sua vida, esquecer seus problemas, política, contas e empréstimos. Venha comigo". Nós aceitamos e caímos com tudo na faixa, que de forma futurista trata de um amor transcendente ("Conecte-se com o céu, futuros amantes viajam para lá como uma missão"). Usada como música de abertura da "Confessions Tour", num mash-up com "I Feel Love" da Donna Summers onde a cantora aparece dentro de um globo de discoteca gigante (!), "Future Lovers" é carregadíssima de sintetizadores, efeitos, batidas e acordes elétricos.

5. I LOVE NEW YORK
Apesar de liricamente soar deslocada no todo, "I Love New York" não é uma peça descartável da tracklist do álbum por simplesmente ser divertidíssima. Flertando com o rock, a canção é uma declaração de amor da cantora pela cidade, onde segundo ela "outros lugares sempre me deixam triste; nenhuma outra cidade jamais me deixou alegre exceto Nova Iorque". Simples, porém eficiente, possui um sample que nasceu para ser usado no futuro e uma ponte crescente mega empolgante: "Se você não pode suportar o calor, saia do meu caminho". O solo do final é maravilhoso.

6. LET IT WILL BE
Iniciada com violinos para se ouvir de joelhos, "Let It Will Be" é o lado sujo da fama. "Agora eu posso te falar sobre sucesso, sobre fama, sobre a ascensão e a queda de todas as estrelas no céu. Isso não te faz rir?", numa claríssima indireta de Madonna para o cenário pop que amou vê-la "fracassando" com seu último álbum, numa cultura em que se espera sempre o melhor e o pior de todos que ali estão dando a cara para bater. O problema é que a cara da Rainha já está mais que calejada ("Apenas veja me incendiar. Você não vai deixar pra lá?"). 

7. FORBBIDEN LOVE
Quando a tracklist do "Confessions" foi divulgada e vimos "Forbbiden Love" no meio já achamos que Madonna ressuscitaria a faixa de mesmo nome do "Bedtime Stories", mas não, são completamente diferentes. Sobre isso ela conta: "Eu fiz tudo isso de propósito. Quer dizer, se eu vou plagiar alguém, esse alguém poderia muito bem ser eu, certo? Eu sinto que eu ganhei o direito de me rasgar fora. 'O talentoso empresa, o gênio rouba'". Tá bom pra você? A faixa retrata um amor proibido (sério, It?) de um garoto e uma garota, porém o teor é facilmente aplicado para todas as orientações sexuais, algo visto na performance da música durante a "Confessions Tour", com dois dançarinos de mãos dadas (e símbolos religiosos opostos pintados no corpo). "Sempre destinado a estar juntos. Preservaremos nosso destino eternamente". Sutil, delicada e apaixonante.

8. JUMP
O quarto e último single do álbum é um hino de legitimação própria e, ao mesmo tempo, um tributo de Madonna ao Pet Shop Boys. Cantando no mais baixo vocal do álbum, "Jump" trata da melhor forma de remoçar sua vida depois do término de um relacionamento: pulando. Madonna pega suas coisas e vai construir seu caminho sozinha sem medo de saltar pra vida. Com versos lentos e sinuosos, é impossível resistir à sedução que a cantora lentamente nos joga, indo ao refrão com a gente na palma da mão. "Não olhe para trás, baby, apenas pegue minha mão e prepare-se para pular". Pulemos.
9. HOW HIGH
Referenciando a si própria, porque não há ninguém mais incrível que ela mesma né non?, "How High" traz os títulos "Nobody's Perfect" e "I Deserve It" em "Was it all worth it? And how did I earn it? Nobody's perfect, I guess I deserve it", músicas do "Music". Aqui Madonna para para olhar para trás e ver tudo que já fez, numa música sincera e bem pessoal: "É engraçado, eu passei toda minha vida querendo que falassem de mim. Fiz de tudo, só para ver meu nome nos letreiros. Valeu a pena? E como eu consegui?". Carregando um instrumental mais pesado, "How High" tem inúmeras camadas, tanto na melodia quanto nos vocais, criando um todo instigante a ser decifrado, sem, claro, te deixar parado.

10. ISAAC
O mais próximo que o álbum chegou duma balada, "Isaac" é uma faixa rítmica, com elementos arábicos que irritou profundamente os israelitas na época do lançamento, mas Madonna se defendeu afirmando que o título não se refere a Isaac Luria (fundador de uma das ramificações mais importantes da cabala), e sim ao cantor Yitzhak Sinwani que está na faixa ("Isaac" é a tradução inglesa de "Yitzhak"), já que ela não tinha título para a canção. Cheia de versos que até hoje não conseguimos cantar, "Isaac" é uma sensacional experimentação de estilo de Madonna, que já havia flertado com o gênero em álbuns anteriores, como o "Ray of Light". O refrão murmurado por ela com os vocais islâmicos de Yitzhak é incrível, além do seu final redentor: "O generoso realmente sabe o que será dado se eles não pararem. Os portões do paraíso estão sempre abertos".

11. PUSH
Ainda com uma pegada rítmica iniciada em "Isaac", "Push" traz tambores e sinos que se costuram com os sintetizadores empurrando - literalmente - a faixa, com versos rápidos e pulsantes e um refrão belíssimo: "Tudo o que eu faço, eu devo tudo a você. Cada movimento que faço, cada passo que dou, tudo o que eu sei é porque você me empurra". Tida como continuação de "Boderline", um dos primeiros singles da carreira da cantora, lançado láaaa no "Madonna", é também uma homenagem ao seu então marido, Guy Ritchie. Termina de forma pesada, preparando terreno para a última canção do álbum.

12. LIKE IT OR NOT
A mais pesada canção do álbum, "Like It Or Not", é a faixa fatídica do álbum, que a faz ser o fechamento perfeito do álbum. "Você pode me chamar de pecadora e pode me chamar de santa. Celebre-me por quem eu sou, despreze-me por aquilo que não sou. Coloque-me sobre um pedestal ou me jogue na lama. Paus e pedras quebrarão meus ossos, mas seus rótulos nunca irão machucar". Gostando você ou não, Madonna acaba o álbum dizendo "eu sou isso mesmo e você pode aceitar ou ir embora". Recadinho para a mídia? Se colocarmos o álbum no repeat e "Hung Up" vier logo após "Like It Or Not", o choque musical é gigantesco, então como ela conseguiu transpor melodicamente o álbum dessa forma?
  


RESUMINDO: De tempos em tempos acontece algo com artistas que são grandiosos demais: o amor pela sua arte os cega. Madonna amou tanto seu "American Life" que precisou de um choque de realidade para ver que aquilo não era bem o que o público esperava. Não estamos discutindo a qualidade do álbum, apenas que ela precisou de um estalo para opa! Eu preciso fazer algo diferente, um patamar similar que Lady Gaga se encontra atualmente. É preciso conhecer um pouco a dor do desmerecimento para ressurgir como uma fênix. Também é, de fato, bem cruel termos que passar por isso, mas se o fruto desse momento turbulento for algo como o "Confessions on a Dance Floor", todos os poréns são justificados. 

Respondendo à pergunta de "Like It Or Not", Madonna conseguiu fazer o álbum dono do Grammy de "Melhor Álbum Dance" ao aliar elementos perfeitos, que vão desde composição até produção. Vemos muito fãs chamando vários álbuns de "Bíblia do Pop", como se só aquele material fosse capaz de unir o todo em vez de ser um capítulo da grande bíblia. Porém, se há algum álbum que possamos nomeá-lo assim de forma imprudentemente certeira, é o "Confessions", a maior epopeia pop da história, uma viagem imortal que conseguiu aliar o passado e o futuro inimaginavelmente. Aqui Madonna não canta sobre os problemas do mundo, ela canta sobre amor. E esse cantar veio de forma criativa, empolgante e energética, uma injeção de adrenalina na sua discografia antológica que prova que, depois de dez álbuns, Madonna continua sendo a rainha desse baile chamado mundo pop.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Disco de estreia de Christina Aguilera comemora 15 anos de lançamento


Christina Aguilera celebrou os 15 anos do lançamento de seu primeiro disco de inéditas no último mês de agosto. O material homônimo chegou ao mercado em 24 de agosto de 1999 trazendo os hits “Genie In a Bottle”, “I Turn to You”, “Come On Over (All I Want Is You)” e “What a Girl Wants”.

Em um período em que a concorrência era acirrada entre as artistas femininas, X-Tina se destacou pelo seu alcance potente na voz. Todos ficaram impressionados por aquela voz que saia de uma artista tão miudinha.

Ao lado de nomes como o de Britney Spears, Jessica Simpson e Mandy Moore, Aguilera conseguiu solidificar sua carreira e hoje produz seu oitavo álbum de estúdio.


Destacamos aqui um dos melhores clipes de sua carreira, “Beautiful”, do disco “Stripped”, de 2002:

quinta-feira, 28 de março de 2013

Discografia – Madonna: The First Album (1983)



» Ano: 1983
» Lançamento: 27/07/83
» Produtores: Madonna, Jelly Bean Benitez e outros
» Vendas: 8 milhões (+)

01. Lucky Star
02. Borderline
03. Burning Up
04. I Know It
05.
Holiday
06. Think Of Me
07. Physical Attraction
08. Everybody


No primeiro disco com a cara de Madonna estampada na capa, podemos ouvir (e ver) o que seria o começo de tudo que, na época, somente Madonna poderia talvez imaginar.

Madonna, o cd que pode ser encontrado em duas capas diferentes, é simples, direto e até humilde e são justamente essas características que o fazem uma obra prima.

O disco foi lançado no momento certo (e pela pessoa certa) numa época de decadência do punk questionador e rebelde dos anos 70. Com referências da disco, dance e black music o álbum trazia canções mais easy going, com arranjos simples e sem letras complicadas ou profundas, que falam sobre relacionamentos que não dão certos, amores, casos e dança, feito justamente para relaxar e dançar.

Nesse cd Madonna conseguiu emplacar o seu hino, “Holiday” que até hoje é cultuado por críticos e fãs e esteve presente em todas as turnês da cantora. Com uma letra leve, a música convida para deixar os problemas de lado e celebrar.

Em “Boderline”, a primeira balada de Madonna e o primeiro single a ser top 10 nos EUA, temos uma canção de amor que fala sobre o parceiro que não dá valor à sua amada. Seguindo a mesma linha, “Think of Me” e “I know It” mostram um pop totalmente dançante que gruda na cabeça, onde ela coloca seu affair na parede, cheia de questionamentos e cobranças.

Outro grande sucesso, “Burning Up” vai no mesmo sentido pop dançante fazendo porém uma declaração moderna de amor.

Luck Star”, que viria a se tornar sua primeira música a entrar no top 5 da Billboard, foi um sucesso estrondoso que fez com que Madonna adiasse o lançamento do álbum “Like a Virgin” para o final de 1984. O clipe, no qual Madonna aparece no seu típico visual para a época, uma mistura punk & brega com raízes de cabelo escuras, meias na perna e crucifixos, lançou moda e fez com que surgissem as famosas wannabes que se vestiam iguais à Madonna. Elas ainda seriam beneficiadas com o lançamento de Madonna da marca “Wazoo” que vendia as roupas que ela usava.

Reza a lenda que o primeiro single, “Everybody” não contem a foto de Madonna na capa pois a intenção era que as pessoas pensassem se tratar de um cantora negra. A música, lançada antes do álbum em 1982, não chegou a entrar na parada americana mas introduziu Madonna na cena club Nova Iorquina para que de lá, explodisse pelo mundo. O maior mérito dessa canção é justamente ter lançado ao grande público Madonna e o dance despretensioso que ela trazia.

Não é à toa que, enquanto dançava numa boate escura com dois bailarinos no caseiro clipe de “Everybody”, Madonna convidava e dizia para que veio: “dance e cante, levante-se e faça acontecer”. Sem duvida ela conseguiu.



Curiosidades

» O álbum 'Madonna' também é conhecido por 'The First Álbum' e tem uma capa alternativa.

» 'Everybody' o primeiro grande sucesso de Madonna no mundo. Seu clipe, gravado numa discoteca, custou 1.5 mil dólares, três mil vezes menos do que o clipe de "Express Yourself". O single vendeu 250 mil cópias, e apesar do grande sucesso, só atingiu a 107ª posição na Billboard. No Brasil, Madonna curiosamente começou a ser conhecida através de uma novela que tinha a música na trilha sonora. Chamava-se "Final Feliz".

» 'Burning Up' possui duas versões: uma pop dance e outra mais rock, com guitarras sujas.

»"Holiday" não era para estar no álbum. O primeiro single a ser lançado seria a canção "Ain't No Big Deal", que foi considerada fraca pelos executivos da Warner, e acabou ficando de fora do disco. Assim, "Holiday" teve espaço no LP.

» 'Borderline' foi o primeiro single de Madonna que alcançou o Top 10 da Billboard.

» Nesta época, Madonna lançou uma grife de roupas chamada 'Wazoo'. A loja vendia as roupas que ela usava. Era o começo das chamadas 'Wannabes', as meninas que se vestiam como Madonna.